MEDITAÇÃO

Longe, muito longe

Meus sonhos de garota simples e ingênua se vão

Quantos deles se perderam pela estrada

Tantos novos foram sonhados

Uns realizados, outros esquecidos

Viver sem sonhar, impossível

É como acordar e não saber o que fazer do dia

Acordar para que?

Se não há sonho, não há vida

O envelhecimento da vida, do corpo, do cérebro,

Vai atrapalhando os sonhos

Alguns já não podem sequer ser sonhados

Quanto mais envelheço, mais percebo

O que já se tornou impossível

E, cada vez mais, menos restará para sonhar

PANDEMIA

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Saudades da nossa casa flutuante. Estamos confinadas, em total isolamento social, desde 17 de março. Mas isso não é difícil, difícil é viver no país num momento como esse, porque, mesmo dentro de casa, as notícias assustadoras chegam aos borbotões durante todo o dia – pela imprensa falada, escrita ou mídias sociais. Momento onde a intolerância tornou-se o foco principal, onde a extrema direita mostra com exuberância todo o seu lado obscuro, toda a sua maldade, porque agora está oficialmente autorizada a faze-lo. Para estes, não há regras civilizatórias, não há lei – só as que os protegem, mas não aos demais cidadãos. E é inacreditável o número de pessoas que aí se enquadram, um terço da população sem noção de ética, moral, empatia, generosidade, enfim, humanidade. A pandemia vai passar, mas o caos social e político desse país, ao que parece, vai muito mais longe do que se possa imaginar. É uma vergonha para nós brasileiros, vivendo numa pseudodemocracia e fazendo de conta que nada acontece. Os bons cidadãos devem manifestar-se, somos setenta por cento, sob o risco de uma minoria psicopata determinar os rumos de nossas vidas.

 

 

 

 

 

REUNIÃO DA FAMÍLIA RIGGENBACH 

Encontro de família é sempre uma coisa boa. Dessa vez foi na sede oceânica do nosso Iate Clube. Havíamos programado navegar com eles, já que o Bubi está apoitado lá, mas não deu tempo, tamanha a folia em terra.

Vivi, Flavinha e Vina

Fazendo pose?

Nós com Fernanda, filha de nossa saudosa Bety

Vivi e Flavinha observando a chegada dos monotipos que estavam em regata

As sobrinhas – Joana (sobrinha neta), Viviane Júnior, Fernanda e Flávia

O mais novo membro da família – Theo (sobrinho neto). Lindo e talentoso para a música.

PALAU/SARDENHA(ITÁLIA)

Palau, 20 de Abril de 2017.

Acordamos ao som de muita chuva no telhado. O dia está frio, nublado e triste.
Café da manhã, arrumar malas, fazer check-out, taxi, aeroporto de Olbia – onde chegamos ao meio dia.
Passamos pela orla de Porto Cervo e Porto Rotondo – nada de especial quando vistos do carro.
Levantamos voo às 14:10h, rumo à Roma, onde chegamos 50 minutos depois. Mas como se anda dentro do aeroporto até o desembarque final! Mais tempo do que voando, chega a cansar as pernas. Acho um absurdo a logística mal programada dentro dos aeroportos; é claro que sei que é para obrigar-nos a passar por todas as lojas do free shop, mas, santa paciência e santo preparo físico!
Com as malas já nas mãos, vamos tentar um up-grade para a classe executiva, mas a funcionária da Alitália (empresa aérea) decidiu por nós que não valeria a pena, pois custaria para cada uma mais do que pagamos pelas duas na classe turística e, assim, não nos deu mais atenção, considerando o assunto encerrado.
As horas passam rápido dentro de um aeroporto, não sei como, mas passam. Almoçamos, bebemos vinho, saímos para fumar – fora, homens do exército armados com metralhadoras e coisas mais potentes cujo nome desconheço, por todos os lados, fazendo a segurança do aeroporto. Causa um certo medo. Em Nice, na França, era o mesmo: por toda a orla, militares super armados eram vistos fazendo a ronda. No primeiro dia que os vi, pequei a câmera e apontei para fotografá-los, ao que ouvi de um deles: – non, Madame, non! – com a mão na frente da câmera e proibindo fotografar. É a constante ameaça terrorista nas maiores cidades da Europa. Um horror!
Ás 20:00h fizemos o embarque e às 21:10h decolamos. Chegamos no Rio de Janeiro às 04:30h da madrugada, não esquecendo as 5 horas do fuso horário, para não pensar que são só sete horas de voo. Às 09:10h da manhã decolamos rumo à Florianópolis, onde chegamos às 10:40h. Mais de 30 horas de voos e aeroportos – é de matar!
Nada descreve a sensação de estar em casa novamente – é muito bom!!!!

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Chegando ao aeroporto de Olbia (Sardenha)

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Decolando em Roma

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Já em casa saboreando um Lámen – comida japonesa com macarrão de vidro dentro.

PALAU/SARDENHA

Ontem à noite desabou um temporal, muita chuva forte, a primeira desde que chegamos à Europa. Hoje amanheceu nublado, um dia cinzento de cara triste. Tínhamos programado de ir conhecer Porto Cervo e a Costa Esmeralda, porque hoje nos disponibilizaram um carro para aluguel. No entanto, nosso foco agora está na volta e não mais nos passeios, porque amanhã começamos nosso retorno ao Brasil. É interessante como nosso desejo interior muda de rumo de um momento para o outro de forma tão inesperada. Nossos pensamentos agora estão todos voltados para a casa, nossas coisas, nosso piano, nossos violões, nossa rotina, nosso modo de viver já tão enraizada em nossas almas. Todo o resto não mais importa, só voltar ao nosso ninho.
Acho que quando chegamos na Sardenha e não conseguimos alugar um carro, nosso ritmo foi quebrado. As novidades nos distraem, de forma que o ninho não é lembrado e não faz falta. Quando o novo não se apresenta, porque tivemos que ficar no mesmo lugar, onde já havíamos visto o que queríamos, não tivemos com o que nos distrair e foi quando a saudade de casa bateu forte. O passo seguinte, espontâneo e rápido, foi procurar passagens para a nossa volta ao Brasil. E agora o foco está só nisso.
Hoje no almoço comi carne bovina, pela primeira vez em toda a viagem, porque tenho comido só frutos do mar, que por aqui são espetaculares. Como é rico o mar mediterrâneo, que me parece menos esgotado do que o nosso Atlântico, visto a variedade e quantidade de pescados que vemos em todos os lugares.
No final do dia o céu voltou a ficar azul e o entardecer está lindo.
Estamos no bar do hotel bebendo um vinho e ouvindo Eliane Elias, Tania Maria e outras bossas que Vivi colocou a rodar no Youtube do restaurante. Aliás, o italiano dono do restaurante é louco por bossa nova e Vivi aproveitou para mostrar-lhe alguns artistas nossos.

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Marina em frente ao hotel

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Marina pública em frente ao hotel

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PALAU – SARDENHA (ITÁLIA)

Palau, 18 de abril de 2017.

Ontem a saudade de casa bateu forte e resolvemos voltar. Vamos abortar nossos planos de ir daqui para Portugal, onde iríamos alugar um apartamento e passar os próximos dois meses. Fica para a próxima programação.
Passagem da Sardenha para Roma, obrigatória para a conexão com o Brasil, só a partir do dia 20, em função do feriado.
Assim, como a Pasquetta já passou, vamos tentar alugar um carro na Europcar que esteve fechada durante o feriado. Mas aqui ela só aluga bicicletas, ao contrário da outra locadora onde havíamos ido logo que aqui chegamos e que estava com todos os seus carros já alugados.
É dia do meu aniversário.
O vento sopra a 51km por hora (28 nós), chega a assoviar, e o céu está lindíssimo, de um azul incrível.
Vivi encomendou granchio (caranguejo bem diferente dos nossos) no nosso restaurante favorito em Palau, porque sabe que eu sou louca por esses crustáceos. Com o final do feriadão, só tínhamos nós de clientes e o restaurante todo só para nós. Até o chefe e auxiliares da cozinha vieram cantar parabéns, em italiano, claro, quando trouxeram o doce com a velinha para eu apagar.

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Linda (a gerente do restaurante) e Manoela (garçonete que nos atendia em todos os jantares).

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Granchio – um enorme caranguejo – e o sal grosso em chamas em homenagem ao meu niver.

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ARQUIPÉLAGO DE MADDALENA

Vamos de ferry boat até a Ilha La Madalena e, como estamos sem carro, fazemos um passeio de mini-trem (na verdade é um jeep atrelado a uma estrutura rodada que imita um trem). Conhecemos todo o lado norte da ilha, que tem praias lindas, e no final do dia retornamos a Palau. O vento era muito intenso e ficamos, enquanto navegávamos, observando os veleiros tendo dificuldade de enrolar suas velas, porque era quase impossível mantê-las em cima, tamanha a intensidade do vento.

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Chegando na Ilha La Maddalena.

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Passeando de mini-trem

Algumas imagens das praias de La Maddalena