20/07/2008 – Saco do Céu para a Ilha de Paquetá.
Já tomamos café e estamos retirando o ferro, são 09h00minh da manhã. O Dávila comprou camarões recém-pescados de um pescador local.
Passamos pela ilha dos Porcos às 10h30minh e às 11h00minh estamos chegando às ilhas Botinas, o cartão postal de Angra, como diz o Dávila, porque sempre que se mostra Angra em fotografias, elas aparecem. Novamente a transparência da água é inebriante, maravilhosa. Lançamos o ferro e tomamos banho de mar. Indescritível.
Recolhemos a âncora e voltamos a navegar, rumo à ilha de Paquetá.
Continuo traçando todos os rumos no GPS. Muito legal saber que agora já posso usar esse instrumento para nos localizar na navegação. É fácil.
O local é lindo e ancoramos próximos a um paredão de pedras.
A Vivi vai preparar a churrasqueira para assarmos as asinhas de frango que temperei ontem. Mas o carvão que temos a bordo é muito ruim e custa a virar brasa. Demora a assar e estamos com fome, especialmente depois de tantos banhos de mar. Enfim, comemos do jeito que deu, meio encalacrado, com pão.
Anoitece e preparo um caldo de camarão. Este sim, uma delícia. Tomamos um belo vinho, Santa Helena Premium Carmenere, que a Vivi acabou derrubando dentro da cabine, quando já estava quase no fim. Então abrimos outro, português, que não aprovou.
Parecemos crianças, anoitece e queremos ir dormir. Em alguns dias, esperar até cerca de 21 horas para ir para a cama é quase um sacrifício. Um ou outro dia eram apenas 18h50minh e já queríamos ir dormir. Mas dizíamos uns aos outros: calma, vamos esperar um pouco mais para não acordarmos no meio da madrugada sem sono.
