Acordamos com o nascer do sol, como sempre, e enrolamos na cama até quase oito horas. O café da manhã, como sempre, cinco estrelas. Como diz a Gelique: “o cheirinho de café coado quando a gente acorda faz parte do amanhecer”. A mim lembra a minha infância, quando o dia amanhecia e a mãe vinha no quarto nos chamar, com aquele cheirinho gostoso de café recém-coado entrando pelo quarto adentro.
Todos para a água. Que banho de mar! A água é incrivelmente transparente. Vivi e eu pegamos o bote e vamos remar até a praia, caminhar um pouco. Passamos pelo Jango’s bar, que vimos ancorar cedinho, e paramos para conversar com o dono, o Jango. Pessoa simpática, que já foi pescador e navegou pelas nossas águas, em Floripa, em busca de tainhas e anchovas. Ele nos disse que o nome correto da ilha é Gibóia, em função da sua forma, que lembra a daquela cobra, mas que na carta náutica da marinha houve um erro ortográfico que acabou consagrando o nome errado. Na popa da sua traineira, que é lançada, dezenas de peixes nadam a espera de comida que ele costuma jogar na água. É uma fotografia muito linda, que ficará na nossa memória, já que a câmera ficou no Bubi.
Já de volta ao Bubi, o bote do Jango passa e deixa o cardápio. O Dávila faz contato pelo rádio, canal 10, e pede uns pastéis de carne e de queijo, para petisco, porque vamos almoçar o bacalhau de ontem. São 15h00minh. Claro que a Vivi não fica muito animada com o bacalhau, mas no Jango também não tem nada no cardápio que a agrade, porque é tudo do mar. Paciência e como diz a Ângela: “não sei como a Vivi consegue matéria prima para fazer cocô, ela não come nada”.
É noite e estamos no cock-pit conversando, cantando e tocando violão.
Ilha da Gipóia
18/07/2008 – Ilha da Gipóia
