Velejando no Split

Floripa, 21 de outubro de 2011.

Hoje saímos para velejar com o Split, veleiro do Marcello.
Sexta feira, tarde linda de sol, vadiando pelo clube, o celular toca e é o Marcello – “onde vocês estão?”. Estamos no clube, respondo eu. “Tá bom…” e o celular é desligado, assim, inesperadamente. Alô! Alô! Fico eu com o celular pendurado na orelha, tentando entender o que se passa do outro lado da linha, até olhar no visor e perceber que a ligação estava interrompida. Fico tentando ligar de volta, quando vejo o Marcelo caminhando em minha direção – “vamos velejar” – diz ele todo faceiro.
Pois então, fomos!
Vento nordeste, provavelmente soprando a 12, 14 nós (o anemômetro do Split está quebrado, num acidente provocado por uma lancha que, entrando na marina do clube em velocidade proibida, fez com que os mastros dele e do Talismã colidissem, arrancando do topo do Split seus instrumentos). Já que é só para brincar, içamos só a genoa, poupando trabalho.
Vamos velejando pela baía sul, colocando o rumo de forma a captar o vento num través bem folgado, só alegria.
Nossa proa ruma em direção à Palhoça e à Ilha da Casa, em frente a aquele litoral.
Quem quer outra vida? Uma cerveja, outra cerveja e uma wodka com suco de maracujá para o Marcello, que não suporta cerveja. E o ventinho nos levando.
Cambamos para retornar, depois cambamos outras vezes só para treinar e curtir. As catracas do Split estão necessitando de graxa, pesadas e grunhindo quando giradas.
Na hora de enrolar a genoa, nem pensar! Localizo a adriça e baixamos a vela, para depois entender a razão: o cabo estava passado errado no enrolador.
Para chegar ao trapiche vamos arrastando a quilha e empurrando o veleiro com o motor, porque a maré baixou. O Split cala só 1,60cm. Imagina o Bubi, com seus 2,10cm não conseguiria chegar. Aliás, não teria conseguido sequer sair. Este é o problema de ter o veleiro na sede do centro, porque é sempre uma novela para sair e voltar.
Mas o Bubi está quase pronto para ser levado de volta para Jurerê, onde estas encrencas não existem.
De volta ao clube, a Guta e o Arthur (esposa e filho do Marcello) chegam para uma happy a bordo. A Claudinha, que passava pelo trapiche, foi convidada a curtir conosco aquele por de sol a bordo.
Um saboroso camarão pistola a milanesa, preparado no restaurante do clube e trazido até o barco pela garçonete, mais um balde cheio de gelo e cerveja.
Assim é impossível não ser feliz!

5 respostas em “Velejando no Split

  1. Adriça, genoa…. Lá sei o que são. Se ainda fosse mastro, vela, proa, popa. Ai sim, saberia direitinho… 50 % de chance de acertar. Mas que to com uma inveja, ah to!!!!
    Camarão….barulho do mar…. olhar o céu deitada de costas….comer um peixe fresquinho cruzes!!!! É demais!!!! Aproveitem.

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