Tínhamos combinado de almoçar na casa da Mônica, mas não vai ser possível, porque o eletricista que ficou de vir nos atender às oito horas ainda não apareceu e já são mais de meio dia. Ela telefona e, informada do nosso problema, diz que vai acionar o eletricista da marina onde eles deixam o barco. O Rafael (eletricista da marina) chega em seguida e diz que só veio nos atender em consideração ao Josué e Mônica, porque está atolado de serviço e teríamos que agendar. Apelidei-o de Anjo Rafael, porque ele conectou nossa energia elétrica ao cais e trocou a bomba automática do chuveiro da popa, que havia queimado no dia em que chegamos.
Agora sim, em casa de verdade: geladeira e freezer a mil (a preocupação com as coisas congeladas desaparece), pode-se ligar TV, DVD, CD, carregar notebook, Ipad, Iphone, enfim, todos os vícios necessários da terra. Não adianta imaginar que você vai virar natureba quando a bordo, porque certas coisas, além de necessárias, estão incorporadas de tal forma ao seu modo de vida que não há volta.
Cozinho o primeiro almoço a bordo (caldo de camarão), ao som do DVD da Carmen Mac Rae, que a Vivi comprou no centrinho ontem. Linda a interpretação dessa musa americana.
À tarde Vivi assiste futebol – Santos (seu time) contra o Grêmio. Afinal é domingo e dia de futebol.
A regata de abertura, que seria hoje, com percurso até a Ilha de Alcatraz, foi suspensa, em função da chuva e ventos fortes. Tudo ficou resumido na circulação do trapiche e estamos numa posição privilegiada, bem de popa para as máquinas de regata S 40, amarradas do outro lado do nosso trapiche, vendo toda a movimentação de suas tripulações, incluindo os irmãos Grael.
Durante a noite, vamos dar uma caminhada pelo centrinho, onde encontramos muitos velejadores fazendo o mesmo. Depois jantar no Iate Clube, com os amigos.
De volta ao barco, hoje não precisamos ligar o motor para carregar as baterias, estamos plugadas no cais. Que maravilha de vida! É só relaxar e dormir. Uau!