ILHA BELA – 12 DE JULHO DE 2012

Ainda estávamos dormindo quando ouço o celular tocando. Levanto assustada, porque, àquela hora da manhã, coisa boa não era. Era o Dávila, pedindo para eu ir até o barco da Rô, porque ela não estava passando bem. Perguntei o que ela sentia – ela está com o coração batendo forte, tonta e com a pressão alta – respondeu ele. Troquei rapidamente de roupa, enquanto chamava a Vivi.
Descemos no cais e fomos pedir que o bote de apoio do clube nos levasse até o Iate Clube de Santos, ao lado, onde o Livre esta numa poita. Eles prontamente nos atenderam e às pessoas que estavam no píer esperando para embarcar também, eles avisaram que iriam primeiro nos levar, porque éramos médicas e estávamos indo dar assistência a alguém.
Quando chegamos ao Livre, deparamos com a Rô sentada, com o braço sobre a mesa da cabine central, cara de assustada e com o aparelho de pressão atado ao braço. Aliás, ela repetia essa rotina de verificar a pressão arterial várias vezes todos os dias, mesmo que sem necessidade.
Resumindo o quadro todo: ela estava com a pressão levemente alterada e algumas extra-sístoles, o resto era por conta do emocional. Ela colocou stent nas coronárias recentemente, e, agora, tudo a assusta e ela imagina que vai enfartar. Alguns dias antes eu já havia aumentado a dose do antiarrítmico que ela faz uso.
Mediquei-a com um ansiolítico e em pouco tempo ela sentiu-se melhor.
Chove torrencialmente e a Rô pede que fiquemos todo o dia com ela, para que ela se sinta mais segura. Anoitece e a chuva continua.
Hoje à noite está acontecendo um churrasco na pousada que o nosso Iate Clube de Floripa alugou para a confraternização dos nossos velejadores. A Vivi é presidente do Conselho Deliberativo do nosso clube e sente-se na obrigação de comparecer. Mas o dia foi tão tenso que não temos disposição para ir, embora não falte vontade.
Desembarcamos pelo Iate Clube de Santos e encontramos o Rubinho, que estava de aniversário. Conhecemos o seu pai, o Rubão, dono de uma fragata comprada da marinha canadense, com mais de 100 pés de comprimento, que ele transformou num belo iate. Estão apenas os dois a bordo, além dos marinheiros. Ficamos um pouco em suas companhias e depois fomos de carona, por terra, até o Iate Clube de Ilha Bela.
Este foi um dia atípico.

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