O Pirão chega às seis horas da manhã, conforme o combinado.
São 06h e 15min e estamos saindo do píer. O Pirão liga o nosso bote e vai até a poita onde o Livre está ancorado, para ajudar o D’Ávila a soltá-lo da poita. Retorna, içamos o inflável na targa e partimos.
Eu passo um café e coloco a mesa para o desjejum.
São 06h e 30min, estamos saindo da marina e às 06h e 50min estamos rumando a 64º, com 2.500 giros de motor.
O dia chega cinza, friorento; o mar está agitado, balançando bastante; pouco vento como sempre.
O Pirão está dormindo no cock-pit e sob o seu “cheirinho” desde que saímos. A Vivi na roda de leme (ainda sem piloto automático).
Eu cochilando, dessa vez, na cama do camarote de popa. Que delícia.
Às 14 horas chegamos à Ponta Negra e as vagas chegam a 2,5m, mas nada que assuste. O Pirão acorda e a Vivi vai para a cabine dormir um pouco.
Ficamos nós dois papeando e curtindo a navegada, enquanto o Pirão me conta da sua noite anterior. Dizem que o que acontece e o que se conversa a bordo não pode ser contado. Então, não vou contar seus aprontos, mas eu ri um bocado, isso sim, e muito, com suas histórias.
Depois a Ponta da Juatinga, com as mesmas alturas de ondas, talvez até menos. Mas o mar está bastante mexido, com vagas de várias direções.
O Pirão se delicia com a pizza que trouxemos do restaurante do clube na noite anterior e eu vou beliscando amendoim, barrinha de cereais e chocolate.
São 15 horas e já estamos dentro da baía de Parati. Agora o vento sopra abundantemente, bem na nossa cara.
Às 16h e 15min estamos chegando à Marina Farol de Parati.
Desembarcamos, pegamos o carro da Rô, e fomos “almojantar” no centro da cidade, num restaurante que fomos da outra vez que estivemos aqui de barco. Era bom. Hoje estava um horror, a ponto de eu devolver minha comida. E caro, mais de duzentos reais jogados fora.
Levamos o Pirão até a rodoviária, pois ele tem que voltar à Ilha Bela ainda hoje, já que o veleiro Kiron está agora sob sua responsabilidade. Ele vai leva-lo de volta à Floripa. O Pirão é um grande companheiro a bordo. Estamos programando de velejarmos juntos na Polinésia Francesa, no próximo ano. Vai ser fantástico.
Retornamos ao Bubi, felizes com mais essa navegada.
Ainda estamos sem a câmera. Vou ver se consigo uma autorizada da Sony para consertá-la. Tirei algumas fotos com o Ipad e Iphone, mas não sei transferi-las para o computador. Mandar uma a uma para o meu e-mail, ninguém merece! Especialmente com as conexões de internet que temos.


