Ilha Grande, 30 de dezembro de 2012.
Acordamos cedo e fomos até Angra dos Reis – Marina Piratas – para ir ao supermercado Zona Sul, onde esperamos encontrar quitutes que não conseguimos em Paraty. Afinal, é antevéspera de Ano Novo. Uma hora e meia depois estamos chegando, mas não há vaga no píer para o Bubi. Rodamos para lá, para cá, num canal estreito com maré baixa e muito calado para pouca profundidade, esperando que alguém retorne ao seu barco e parta, para liberar uma vaga para nós. Já estamos há mais de quarenta minutos nesse vai e vem, quando resolvo perguntar aos dois marinheiros de uma escuna de sessenta pés, ancorada desde que chegamos, ocupando duas vagas, se eles não iriam partir!? Um deles me responde: “estamos esperando as pessoas para o passeio… mas a senhora quer encostar? Eu arrasto a escuna mais para frente”. E assim fez. A vaga ficou meio estreita, mas funcionou.
Fizemos nossas compras, bebemos um chope no bar anexo ao píer e retornamos à Ilha Grande, saboreando aquele sanduíche com presunto de Parma que a Vivi preparou para nós.
Almoçamos no bar/restaurante da Telma – uma simpatia de pessoa, vale a pena conhecer – no Saco da Tapera. Ela tinha acabado de receber o “Guia Náutica Paraty e Angra dos Reis” e lá estava a referência ao seu restaurante e sua criação: Lasanha de Peixe, sem massa. Sugeriu-nos experimentar, mas essas invencionices não nos atraem, preferimos uma lula empanada e crocante.
Para o jantar, preparei um espaguete à Putanesca, com as anchovas a granel que comprei pela manhã.
A noite está linda e o sono e sonhos também.


