Ilha Grande à Angra dos Reis

Ilha Grande à Angra dos Reis (09/04/2013).

O dia amanheceu nublado, cara de chuva. Estamos com pouco diesel no tanque e resolvemos que vamos até a Verolme Marina (Angra dos Reis) para abastecer, assim temos uma boa razão para navegar apesar do tempo pouco convidativo. Depois vamos voltar para a Ilha Grande, para a comunidade do Abraão, onde pretendemos encontrar nossos amigos Neila e Ricardo (veleiro Iratembé).
Ponho o feijão no fogo para requentá-lo e sirvo em canecos. Gostoso comê-lo no cock-pit observando o mar entre a Ilha Grande e o continente, sob um céu cada vez mais escondido em nuvens escuras.
Chegando à Verolme, estranhamos que não havia viva alma no posto de combustível. Quando já havíamos amarrado o Bubi no píer, surgiu um marinheiro no bote de apoio daquela marina, informando-nos que era dia de folga e que o posto estava fechado. Pode?! Embora absurdo, pode.
Não distante dali, existe a marina Piratas, mas o detalhe é que lá não existe o diesel que temos usado – o Verana, da Petrobrás. Esse sim é diesel. Os outros são lixos disfarçados de combustível, de tantas impurezas que contêm. A própria Petrobrás oferece também o diesel lixo, se você quiser pagar menos. Enfim, coisas de Brasil, onde tudo é possível.
A chuva começou a cair e resolvemos voltar para Paraty, porque na marina Porto Imperial, vizinha do Farol de Paraty (onde o Bubi mora) tem o diesel que queremos.
Esquento a sobrinha do feijão, para tomar na caneca, levantamos a vela grande, e fazemos uma navegada sob chuva, mas ainda assim, gostosa. Durante a navegada, vou preparando um frango ensopado e polenta, que vou servir quando chegarmos “em casa”.

1742

Ilhas Botinas – cartão postal de Angra dos Reis – no nosso trajeto, num dia chuvoso

 

 

 

 

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