Vamos sair para navegar nesse dia esplêndido de sol e mar azul.
Vivi vai costeando todo o Sítio Forte para conhecermos as pequenas enseadas da região. Muito lindo. Depois vamos em direção à Lagoa Azul, onde ainda não fomos dessa vez. Jogamos a âncora, baixamos o inflável e vamos visitar o Ancorauê – Dom e Lelê nos convidaram para beber um champanhe a bordo do Ancorauê. Mas, sugiro que a gente navegue para a Lagoa Verde, porque nunca fomos a essa localidade e estamos curiosas para conhecê-la.
Voltamos ao Bubi e navegamos para a Lagoa Verde, onde o mar é realmente magnífico, verde e transparente, entre montanhas da Ilha Grande e a Ilha Longa.
Quando baixamos a âncora, percebemos um ruído estridente e alto que o guincho emite, quando a recolhemos também. Examinando com mais cuidado, observo que o guia da corrente esta quebrado, na verdade ele nem está mais ali, deve estar lá embaixo misturado à corrente recolhida. Que chateação, porque não sabemos se vamos encontrar tal peça para trocar. Enfim, só quando voltarmos à Paraty, vamos pensar no assunto, mas, vamos ter que antecipar nossa volta.
Ao anoitecer, estamos colocando o Bubi na poita, em Ubatubinha, e vamos a bordo do Ancorauê até a Tapera para jantar no restaurante da Telma. Não podemos correr o risco de baixar a âncora e não conseguir recolhê-la depois, devido ao problema no guincho (e recolher no muque, só Deus sabe se conseguiríamos; as moças “tão véias”).
Na Telma, encontramos com outros velejadores, dois casais, do Bracuhy (não anotei o nome do veleiro, agora esqueci). Foi uma cena engraçada, quando um deles pergunta-nos se estávamos na Lagoa Azul pela manhã. Respondemos que sim, ao que a esposa de um deles comentou: “ah, que mau exemplo dás, varrendo o convés do barco e, não satisfeita, lavando o costado… Nossos maridos ficaram nos provocando e dizendo – estão vendo, mulher a bordo tem que ser assim.” Caímos na gargalhada, todos. Explico: todos os dias, pela manhã, espero o sereno sobre o convés secar e depois o varro, porque descobri que assim o barco mantém-se limpo, sem aquela poeirinha preta que suja tudo quando pisamos com os pés molhados. Como saímos de Ubatubinha e o barco ainda estava úmido do sereno da noite, só pude varrê-lo quando já estávamos na Lagoa Azul, para a infelicidade daquelas esposas, que não querem saber de limpar barco. E não lavei o costado, como disseram, apenas joguei água do mar na plataforma da popa, ancorada na escada e com as mãos, para tirar aquela sujeirinha que se acomoda ali. Mas foi divertido!






