Ilha Grande, 12 de Maio de 2013.

Vamos sair para navegar nesse dia esplêndido de sol e mar azul.
Vivi vai costeando todo o Sítio Forte para conhecermos as pequenas enseadas da região. Muito lindo. Depois vamos em direção à Lagoa Azul, onde ainda não fomos dessa vez. Jogamos a âncora, baixamos o inflável e vamos visitar o Ancorauê – Dom e Lelê nos convidaram para beber um champanhe a bordo do Ancorauê. Mas, sugiro que a gente navegue para a Lagoa Verde, porque nunca fomos a essa localidade e estamos curiosas para conhecê-la.
Voltamos ao Bubi e navegamos para a Lagoa Verde, onde o mar é realmente magnífico, verde e transparente, entre montanhas da Ilha Grande e a Ilha Longa.
Quando baixamos a âncora, percebemos um ruído estridente e alto que o guincho emite, quando a recolhemos também. Examinando com mais cuidado, observo que o guia da corrente esta quebrado, na verdade ele nem está mais ali, deve estar lá embaixo misturado à corrente recolhida. Que chateação, porque não sabemos se vamos encontrar tal peça para trocar. Enfim, só quando voltarmos à Paraty, vamos pensar no assunto, mas, vamos ter que antecipar nossa volta.
Ao anoitecer, estamos colocando o Bubi na poita, em Ubatubinha, e vamos a bordo do Ancorauê até a Tapera para jantar no restaurante da Telma. Não podemos correr o risco de baixar a âncora e não conseguir recolhê-la depois, devido ao problema no guincho (e recolher no muque, só Deus sabe se conseguiríamos; as moças “tão véias”).
Na Telma, encontramos com outros velejadores, dois casais, do Bracuhy (não anotei o nome do veleiro, agora esqueci). Foi uma cena engraçada, quando um deles pergunta-nos se estávamos na Lagoa Azul pela manhã. Respondemos que sim, ao que a esposa de um deles comentou: “ah, que mau exemplo dás, varrendo o convés do barco e, não satisfeita, lavando o costado… Nossos maridos ficaram nos provocando e dizendo – estão vendo, mulher a bordo tem que ser assim.” Caímos na gargalhada, todos. Explico: todos os dias, pela manhã, espero o sereno sobre o convés secar e depois o varro, porque descobri que assim o barco mantém-se limpo, sem aquela poeirinha preta que suja tudo quando pisamos com os pés molhados. Como saímos de Ubatubinha e o barco ainda estava úmido do sereno da noite, só pude varrê-lo quando já estávamos na Lagoa Azul, para a infelicidade daquelas esposas, que não querem saber de limpar barco. E não lavei o costado, como disseram, apenas joguei água do mar na plataforma da popa, ancorada na escada e com as mãos, para tirar aquela sujeirinha que se acomoda ali. Mas foi divertido!

As várias paisagens do Sítio Forte, durante nossa navegada

As várias paisagens do Sítio Forte, durante nossa navegada

Ilha Grande Maio 2013 062

Ilha Grande Maio 2013 063

Ilha Grande Maio 2013 064

Ilha Grande Maio 2013 066

Chegando à Lagoa Verde.

Chegando à Lagoa Verde.

Dentro da Lagoa Verde.

Dentro da Lagoa Verde.

 

 

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