Todas foram dormir e resolvi ficar no cock-pit apreciando a noite e o céu que estava lotado de estrelas de todos os tamanhos e brilhos. Na cabine central, sobre a mesa, um recipiente de bambu repleto de frutas – mamão, laranjas e bananas ouro. Num determinado momento achei ter visto um ser voando para dentro do barco. Concentrei meu olhar para a cabine que tinha todas as luzes apagadas e resolvi descer para pegar uma lanterna. Subi novamente ao cock-pit e, tão logo me sentei, percebi o ser voador saindo entre o dog-house e o bimini, para, logo em seguida, entrar novamente. A princípio, julguei ser uma mariposa daquelas grandonas, para logo perceber que tratava-se de um morcego ainda filhote, que pousou sobre o cacho de bananas depois de sua quarta entrada na cabine. Pequenino, um mini-batman, muito lindinho. As frutas foram para a geladeira e uma das bananas foi deixada sobre o banquinho da popa para a sua refeição.
E a Vivi exclamou: – Ah! Por que não fotografaste?
Nem tudo a gente consegue registrar de outra forma que não seja na nossa memória.
Ao amanhecer, um lindo dia de sol, fui direto ver se a banana ainda estava sobre o banquinho da popa. Não estava e fiquei feliz.
Navegamos de volta para a Marina, porque nossas amigas tinham que ir embora. Uma pena, porque são companhias maravilhosas a bordo.
