Fortaleza(BR) – Caribe – Dia Oito

Mar Aberto, 21 de Novembro de 2013.

Amanhece e o mar continua baixo, quase deitado, o vento mantém-se em torno de 10 nós, mas, por volta das 9h30min da manhã o vento merrecou de vez e o motor teve que ser ligado outra vez. A genoa é recolhida e a vela grande fica içada.
Desde a noite passada que um trinta réis, uma pequena ave marinha, voa ao redor do veleiro, anunciando terra próxima.
Por bombordo vemos uma ilha que não está cartografada. Logo em seguida, avistamos a ilha do nosso destino – esta a 14 milhas náuticas medidas no plotter.
São 14h20min quando se observa um enorme Pirajá por boreste vindo em nossa direção. Recolhemos a vela grande, por segurança, e a chuva com vento forte desaba sobre nós, mas é passageira, como todo Pirajá, segundo nosso velho Lobo do Mar (Dávila).
São 15h30min, quando Álvaro observa que o motor não passa de 2.200 giros, independente de o manete ser levado à frente, o que indica algum problema. Vemos um barco da marinha francesa navegando em nossa direção, achamos que eles iriam nos abordar, mas eles passam ao nosso lado e fotografam o veleiro. Já estávamos com a bandeira da França adriçada por boreste. Até agora não sabemos se nos fotografaram para registrar nossa presença, ou se porque acharam o barco bonito.
Ás 16 horas, largamos a âncora em Ile Royale (são três as ilhas que compõe o arquipélago de Iles du Salut: Ile du Diable, Ile Royale e Ile Saint Joseph). Até hoje é proibido ancorar ou desembarcar na Ilha do Diabo.
Depois dos procedimentos de ancoragem, corremos a baixar o bote para liberar a escada da popa, porque o mar nos chamava para um banho. Nossa, e que banhos! Abrimos o espumante que reserváramos para nossa chegada e o Álvaro colocou a rodar um CD com suas músicas favoritas – sertanejas. Mas ele merecia ouvir o que quisesse ouvir, porque é um querido. Aliás, ainda não comentei isso: nossa velejada foi maravilhosa, nosso entrosamento a bordo foi perfeito, não ocorreu qualquer incidente ou desconforto entre nós quatro. Parecemos uma família em férias curtindo plena felicidade.
Fomos para a ilha, de inflável, em busca de um restaurante para almoçar, mas o restaurante já estava fechado e tudo o que conseguimos foi um sanduíche e cerveja mal refrigerada. Mas a ilha é linda e com uma fauna exuberante.
Na volta, Vivi foi para a cozinha e preparou frango ensopado, macarrão e maionese. Jantar de primeira, com uma linda mesa posta no cock pit, ao som de jazz e regado a vinho tinto.

Ilha não cartografada.

Ilha não cartografada.

Isles du Salut

Isles du Salut

Isles du Salut

Isles du Salut

Espumante para comemorar mais uma etapa cumprida.

Espumante para comemorar mais uma etapa cumprida.

Jantar com mesa posta, é tudo de bom.

Jantar com mesa posta, é tudo de bom.

Caribe 2013-2014 241
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Ile du Diable

Ile du Diable – de onde Papillon fugiu, inspirando um livro, posteriormente transformado em filme.

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