Trinidad & Tobago, 30 de Novembro de 2013.

Trinidad, 30 de Novembro de 2013.

Que noite bem dormida, de forma ininterrupta, sem turnos. Dormi pesado até as 09h 30min, o que é uma raridade, porque costumo acordar logo que o dia amanhece quando estou a bordo.
Organizo todo o veleiro e depois que todos tomam seu café da manhã, vamos à Imigração e depois Alfândega para dar entrada no país. Lá conhecemos outros velejadores cumprindo os mesmos trâmites burocráticos, entre eles um casal da Noruega que passou pelo Brasil e lamentaram o tempo de visto que é fornecido – 03 meses – o que os impediu de conhecer melhor um país que eles adoraram. Imagine 90 dias de visto para transpor uma linha costeira contínua de 8.000 km (tamanho da costa brasileira) velejando – mal e mal dá tempo para cruzá-la inteira, se é que dá, quanto mais parar e conhecer ou desfrutar de qualquer local. Um país de tamanho continental como o nosso, deveria repensar sobre o tempo de visto de permanência para velejadores estrangeiros em trânsito por suas águas. Mas é óbvio que o turismo náutico não tem interessado a nenhuma de nossas autoridades até esse momento, visto as precárias estruturas de atracagem (quando existem) pela costa a fora.
Fomos até a Power Boat, marina onde pretendemos ficar, mas não tem vaga no píer; procuramos vaga na marina ao lado, mas também não há vaga. Continuamos na poita.
Depois do almoço, Dávila vai até o seu veleiro – Plancton, um belíssimo Swan de 40 pés – que está em terra trocando o motor (ele mora no Caribe há mais de um ano, em seu veleiro). Depois nos leva para conhecer um bar com boa internet e onde em frente existe uma máquina para sacar dinheiro local (TT dólar) – ao lado da nossa marina.
Logo que escurece, Vivi e eu retornamos ao veleiro, quando um bote inflável nos aborda e seu ocupante nos diz: “good night, my name is Richard, e continua em inglês, estou o dia todo procurando vocês, porque reservei essa poita há uma semana e a minha lancha foi para a água hoje e preciso que vocês desocupem minha poita.”
Não tínhamos visto nenhuma outra poita desocupada durante todo o dia e pensamos: ferrou! Perguntei ao gringo americano se podíamos ficar ali até a manhã seguinte, porque voltaríamos à Power Boat para tentar novamente uma vaga no píer. Ele concordou em ficar na piscina do travel lift, durante aquela noite, já que é sábado e nos fins de semana a marina não desce ou sobe embarcação.
Quando Álvaro retorna ao barco, conto a ele a novidade – amanhã temos que arrumar outro lugar para ancorar.

Perdemos boas horas dando a entrada dos tripulantes e do veleiro no país. A quantidade de papéis que se preenche é absurda.

Perdemos boas horas dando a entrada dos tripulantes e do veleiro no país. A quantidade de papéis que se preenche é absurda.

À direita daquela ilhota, entramos ontem à noite, para acessar Chaguaramas.

À direita daquela ilhota, entramos ontem à noite, para acessar Chaguaramas.

Caribe 2013-2014 313

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