Ontem, fomos navegar com o Livre. O Serginho teve que se ausentar por duas semanas e a Rô ficou sozinha com as “filhas” Mel e Boni, suas amadas cachorras. O Livre é preparado para elas estarem a bordo, cercado com redes por todos os lados. Seria impossível traze-las para o Bubi e inimaginável deixar a Rô navegar sozinha por essas águas que ela mal conhece. Assim, o Bubi ficou no trapiche e saímos no Catamarã.
Fomos até a Ilha da Cotia, onde passamos um dia maravilhoso, vendo as cachorras intensamente felizes por poder brincar dentro da água. Finalmente elas descobriram como nadar, deixando o corpo na horizontal (da primeira vez elas, as cachorras, mantinham seus corpos na vertical e, desesperadas, agitavam as patas dianteiras, sem saber exatamente o que fazer para manter a cabeça fora da água). Depois da água, aquela esfregada na areia, empanando todo o corpo. Coisa de cachorro!
Hoje, já de volta à Marina, a Rô veio almoçar conosco no Bubi e comandou- “já volto, esperem aqui”- deixando a rede da saída amarrada no guarda mancebo. Acabamos de almoçar e a Vivi subiu ao convés para fumar um cigarro e exclamou: “Rô, não sabes onde a Boni e a Mel estão”. Onde? “No trapiche, bem em frente à popa do Bubi, sentadas bem faceiras”.
A Rô subiu freneticamente, não acreditando que elas pudessem estar fora do seu barco. Mas elas estavam, bem ali, imaginando uma forma de subir no Bubi. Se nosso veleiro fosse com cockpit na popa, e não central como é, certamente elas teriam nos feito surpresa com suas cabeças enfiadas na gaiuta principal.
