Saco do Fundão, 12/10/2014.

Amanhece. A água espelhada em tom verde musgo reflete as imagens dos veleiros e da vegetação ao redor da enseada de forma quase precisa.
Os sons que vem da Mata Atlântica que nos cerca por todos os lados são múltiplos e variados – quantas espécies habitam esse mundo, tão próximas a nós, e nunca as vimos! Reconheço vários sons, alguns deles que ouvi aqui mesmo, quando outras vezes aqui ancoramos, mas não saberia dizer a quem pertencem. A maioria são aves, sei, mas de que cor, que tamanho, que formato?
E na superfície tranquila, peixes saem da água a todo momento, formando círculos perfeitos que vão crescendo em circunferência até desaparecerem por completo. E isso também emite sons semelhantes entre si, mas diferentes em intensidade – às vezes em grupos, às vezes isolados.
Outubro 2014 052
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Hoje vamos voltar para Paraty, para a Marina, porque esta acontecendo um evento de música (desde quinta passada) que a Vivi quer assistir, pelo menos no último dia – MIMO – (nome do evento, não que eu a mime).
Ventinho nordeste, quando saímos do Saco do Fundão. Íamos dar aquela velejada de malandro – só abrir a genoa depois que passássemos a ilha do Algodão. O ventinho, só para sacanear, foi morrendo, morrendo, de 6 passou para 4, 3, 2, 1… Não faz mal, ligamos o motor, mas deixamos em rotação bem baixinha, para a navegada durar mais.
Já amarradas no píer, Vivi foi comprar cigarros e eu fiquei lavando o barco – que divertido – de biquíni, sob um sol ainda quentinho, brincando com a fartura de água que só presas a um trapiche é possível. Nossa! muito lodo na âncora e corrente.
Que sensação, pura felicidade!
Depois preparo uma carne assada de panela (uma das comidas favoritas da Vivi).
Alguém nos chama lá fora – Alexandre e Gisele (trawler Maiô) nos visitando. Haviam ido até a Cotia atrás de nós, quando já estávamos de volta. Comeram conosco e depois fomos para o MIMO.

Alexandre - músico e dono do Trawler Maiô

Alexandre

Gisele

Gisele

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