Ilha da Cotia, 18 de Outubro de 2014.

Já anoiteceu por completo e, novamente aqui estou eu sob a luz da lamparina de LED, no cock-pit, me deliciando com o visual das embarcações das quais agora,sob a penumbra poética, vejo apenas as luzes.
Durante o dia éramos mais de 40 barcos, entre lanchas e veleiros, reduzidos à metade para o pernoite. Muitos vem apenas para passar o dia e retornam a seus portos antes que o dia acabe.
Pela manhã fomos passear de bote com Alexandre e Gisele. Conhecemos Paraty Mirim e depois íamos para o Saco do Mamanguá, mas quando cruzamos a Ponta da Escalvada, o vento sudoeste intenso arrepiou de tal forma o mar que o bote, apesar de ser um SR 550, saltava na água feito um cabrito jogando água em todos nós. O Saco do Mamanguá forma um corredor de vento, devido a sua configuração estreita e comprida, fazendo com que o vento triplique sua intensidade naquele funil.
Desistimos e fomos para o Saco da Velha, situado na Baia da Preguiça, onde tem o restaurante do Vivinho – famoso entre os navegadores.

Paraty Mirim e a Igreja Nossa Senhora da Conceição, construída em 1746. Durante o período colonial, Paraty Mirim foi porto de desembarque de escravos.

Paraty Mirim e a Igreja Nossa Senhora da Conceição, construída em 1746. Durante o período colonial, Paraty Mirim foi porto de desembarque de escravos.

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Restaurante do Vivinho

Restaurante do Vivinho

Flor interessante no quintal do Vivinho - lembra a garra de caranguejo.

Flor interessante no quintal do Vivinho – lembra a garra de caranguejo.

Vista do Restaurante.

Vista do Restaurante.

Na volta fomos para o Bubi, onde preparei camarões ao alho e óleo de entrada e depois um talharim com tomates, aliche, azeitonas pretas e pimenta dedo de moça. O papo rendeu até o final da tarde, quando o sol já ia se escondendo – que hoje não vimos, porque estava nublado. Ventou muito hoje durante todo o dia e as nuvens cobriram o céu quase todo o tempo. Mas, ainda assim, estava tudo maravilhoso.
Vivi foi para o Maiô jantar e tomar um uísque com Alexandre. Fiquei no Bubi, necessito desse momento para minhas reflexões.
Este lugar tem uma espécie de magia, meio feitiçaria, que faz com que eu me sinta completamente feliz.

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