Passamos os últimos quatro dias às voltas com vazamento de água no boiler, o que acontece desde que trocamos a resistência que havia queimado. Já fizemos várias tentativas para selar o vazamento, mas não resolveu. E agora, com água doce no poceto, descobrimos que o automático da bomba de porão não está ativando, de forma que ela só funciona quando acionada no disjuntor do painel elétrico. Mais uma vez o eletricista que agendou conosco não apareceu (em Paraty uma das grandes dificuldades que temos é com eletricistas – eles agendam visita e não aparecem nem dão satisfação).
Hoje vamos para a Cotia, com vazamento e tudo.
Saímos da Marina na hora em que soprava um Sudoeste com cerca de 18 nós, empolgadas com a possibilidade de velejar. Largamos o pier e já com a proa direcionada para a Ilha da Bexiga, colocamos no piloto automático e vamos organizando tudo: amarrar melhor o bote no turco, recolher as defensas, tirar as capas das catracas, preparar os cabos que vão ser usados. Quando abrimos a genoa o vento já estava em 15 nós, quase de popa. Desligamos o motor para usufruir daquela sensação maravilhosa que o velejar proporciona. Trinta minutos depois o vento começou a diminuir – 9, 5, 4, 1 nó e o Bubi parou, a genoa panejou e a velejada merrecou. Ainda ficamos uns minutos esperando que ele voltasse, mas, frustradas, ligamos o motor. Mas, navegar é o que importa, então, esta bom do mesmo jeito.
Na chegada à ilha vimos o Maiô ancorado. Depois de um mergulho para lavar a alma, fomos ao encontro deles e lá nos deliciamos com um maravilhoso churrasco.
