O céu está encoberto desde cedo, tornando o dia sombrio, tristonho.
Serginho, que veio conosco passar o fim de semana, leva Cristhy e Sérgio para passear de bote inflável e conhecer os arredores, enquanto preparo um frango ensopado e polenta para nosso almoço.
À tarde, o vento entrou forte de sudoeste.
Dia feio, chuva, vento desagradável, resolvemos voltar para a marina e amanhã navegaremos para a Ilha dos Cedros, para mostrar nova paisagem para as visitas.
Quando a Vivi aciona o motor, nada acontece – nenhum som quando a chave é virada – deixando-nos sem saber o que está acontecendo. Confiro as baterias – OK. Peço ao Serginho que dê uma olhada nos contatos elétricos do motor – ele tira o rele da partida que esta com zinabre, limpa-o e recoloca no lugar – nada!
Vimos um veleiro chegando e reconhecemos o Black Swan, de Alexandre e Bia. Como é bom ver conhecidos numa hora como essa! Eles ancoram próximos a nós e relatamos nosso problema. Alê nos tranquiliza, dizendo para não nos preocuparmos, porque ele nos reboca amanhã de volta para a marina com seu 45 veleiro de pés.
Ordem do dia: economizar bateria, porque não temos motor para recarrega-las e as placas solares não vão ser eficientes porque não temos sol.
Serginho vai de bote até a Ilha do Algodão buscar sinal de telefonia para contatar com nosso mecânico, Seu Uriel, que fez a revisão do motor há cerca de duas semanas. Demora tanto que deixa-nos preocupados, e volta quando já está anoitecendo – ele acabou por ir até a marina Porto Imperial, com a gasolina do motor do inflável na estica (chegou com o cheiro, só). Mas não conseguiu falar com Seu Uriel, nem outro mecânico.
E a chuva cai forte, depois para, depois chove forte de novo.
Violão à noite, para relaxar. Noite intranquila.
