Ilha da Cotia, 09 de Novembro de 2014

Amanhece chovendo muito. Durante a noite o inversor apitou várias vezes, avisando que a bateria estava baixa, apesar de termos desligado o freezer e mantido apenas a geladeira ligada. E o sol não apareceu para ativar as placas solares.
Preparo ovos mexidos para nosso desjejum. Todos parecem de ressaca. Desanimados.
Alê pergunta a que horas queremos voltar e respondo que na hora que eles resolverem. Bia diz que sairemos depois do almoço. Ficamos meio desoladas, porque, por nós, iríamos já. O passeio perdeu a graça.
São onze horas da manhã, quando ouço o Alê nos chamando – vamos iniciar os procedimentos para voltarmos – diz ele, para nossa alegria.
Serginho recolheu a âncora na mão (que sorte ele estar conosco, porque não é fácil recolher tinta metros de corrente e mais uma âncora de 15kg).
São 11h e 30min quando já estamos sendo rebocadas.
Depois que saímos do embate da ilha, Alê sugere abrirmos as genoas dos dois veleiros, já que soprava uma boa brisa, aliviando assim o esforço que o Bubi exercia sobre seu barco. Perfeito! Só não dava para soltar as amarras, porque o vento já fraco podia parar de soprar, como de costume nessa região.
A velejada rebocada estava uma delícia, até que, na Ponta Grossa de Paraty, caiu uma chuva torrencial e o vento desapareceu por completo. Enrolamos as genoas e ficamos só de reboque, mas a aventura continuou gostosa do mesmo jeito.
Quando chegávamos na Ilha da Bexiga, passei um rádio para a marina, relatando nossa situação e pedindo ajuda para a atracagem no píer. Alê fez uma manobra perfeita com o Black Swan e nos largou exatamente na entrada do nosso trapiche. Hoje aprendemos uma porção de coisas novas.
Serginho desceu nosso inflável do turco e embarcou nele, para ajudar os outros dois botes da marina que vieram nos ajudar na atracagem sem motor. De forma tranquila, o Bubi foi colocado em sua vaga.
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