Voltando Para Floripa – dia 5 – Santos

Santos, 22 de Novembro de 2014 – Sábado.

O vento de Sudoeste permanece soprando soberano e, no final da tarde, sempre sopra de leste.
No meio da madrugada, cerca de 4h da manhã, um veleiro atracou no nosso píer, colidindo sua proa com a nossa e acordando a Susana (dormindo no camarote da proa) que subiu ao convés e: “eh, olha o nosso barco, amigo… mais cuidado, heim?”. Depois ela desceu no píer e ajudou o velejador a amarrar seu veleiro. Acordei quando o Bubi arrastava suas defensas no píer flutuante ao ser deslocado, mas Susana já havia resolvido tudo. E o Serginho? Ainda não havia chegado da balada, o que só aconteceu às seis horas da manhã.
Naquela manhã, no deck, enquanto bebia o meu cafezinho coado, aproxima-se um homem pedindo-me desculpas por ter me acordado na madrugada. Respondi que não era eu, mas nossa super-tripulante que o havia recepcionado. Depois nos apresentamos – Élio, do veleiro Crapun (um Beneteau de 40 pés) – um velejador solitário que está dando volta ao mundo há oito anos. É italiano, mas morou no Brasil durante muito tempo; é físico e foi professor da Unicamp, antes de rodar o mundo em seu veleiro. Crapun significa cabeça dura, apelido que sua mãe lhe deu quando criança. Élio também está esperando o vento sul abrandar para seguir para o sul – São Francisco do Sul, depois Floripa e depois Ushuaia.
Fomos todos comer feijoada, já que hoje é sábado, inclusive o Élio, num restaurante aqui perto do ICS. Uma delícia!
Ao entardecer, happy hour no Bubi.

Bubi e Crapun

Bubi e Crapun

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