Depois de três invernos consecutivos morando a bordo do Bubi, fora da região sul, longe de Florianópolis, mais especificamente na grande Baia da Ilha Grande e Paraty, no maravilhoso estado do Rio de Janeiro, quase nos esquecemos de como essa estação dificulta, atualmente, curtir um veleiro. Não que o frio atrapalhe estar a bordo. Pelo contrário, Vivi e eu adoramos sentir aquele ventinho frio no rosto, cheias de roupas de lã e jaquetas; dormir cheias de cobertores e ouvindo o mar e o vento se entendendo lá fora; esquecidas no balanço do berço no qual o veleiro se transforma. Nós sempre gostamos de sair de barco no inverno – o tempo sempre era mais certo, nada de tempestades, trovoadas, ou viradas de vento inesperadas. Mas, hoje os tempos são outros e raros são os bons dias em sequência – um dia de sol e vários de muita chuva tem sido a rotina. Sem contar os ventos que de tão intensos deixam de ser prazerosos para velejar.
Mas o tempo nunca fica perdido para nós. Temos nos dedicado a estudar música, que sempre esteve no nosso sangue e nossas intenções. Compramos um piano e baixo, elétricos, para somar ao nosso arsenal musical. Compramos também um curso de piano em DVD da Escola Mais Que Música (recomendamos, porque é um curso extremamente bem elaborado e didático). O prazer que a música nos proporciona é tão mágico quanto navegar. A música também faz aguçar nossas mais intrínsecas sensações e sentimentos, proporcionando aquela sensação indescritível de felicidade.

Da janela de casa, de olho na movimentação dos pescadores artesanais e suas redes de arrasto na temporada da tainha.
Em Blumenau, onde vamos com certa frequência, dessa vez fomos para um evento especial – ajudar a desossar e preparar um porco de 120Kg recém abatido. Só nos recusamos a ver o abate, porque é muito triste! Mas a festa foi boa, em casa de amigos queridos. Passamos o dia comendo porco sob vários preparos: torresmo, morcilha branca e preta, costela e pernil grelhados e, o mais especial de todos, a ferssura (como é chamado, naquela região, o preparo dos miúdos em molho com muita cebola, alho, pimenta e outros condimentos), elaborado pela querida e grande amiga de infância, Vera Becktold.

Desossando a cabeça do porco, um dos ingredientes da morcilha e já a processando numa máquina de moer.






Isso sim é saber vivvvvvvvvvvvvvver!! Saudades de voces. Aproveitem mesmo!!
Oi Saulo – saudades também, querido. Beijão.
Que legal. Agora acreditei que vocês colocaram a mão no porco. Kkkkkkkkk
Viste?! Esqueci de colocar a foto da Vivi dando nós cirúrgicos nas morcilhas, amarrando uma a uma como se estivesse em cirurgia. Ela que amarrou todas as morcilhas.
Adorei suas aventuras em um veleiro junto da sua amada de longa data!
E tudo de bom e poder registrar e deixar esse legado!
Parabéns a vida,vivida!
Obrigada! Abraços!