Floripa, 17 de março de 2017
Embarcamos em Floripa, num voo para São Paulo, onde chegamos às 12:25h. Havíamos contratado uma empresa chamada Transfer Garage, que nos levaria até o porto de Santos, onde chegamos às 14:45h – sem filas, depois de poucos processos administrativos, embarcamos no Costa Fascinosa e, às 15:30h já estávamos no nosso camarote. Mas, claro, pouco ficamos ali, e fomos tomar nossa primeira cerveja a bordo, comemorando nossa nova experiência: navegar de navio. Eram 15:45h e chovia torrencialmente quando chegamos à popa no deck nove (ou ponte nove, em italiano, já que o navio era italiano). Lá conhecemos vários passageiros brasileiros, num primeiro momento, e a conversa correu solta.
Só retornamos à cabine às 23:30h, depois do jantar, mesmo sem saber se nossas malas haviam sido entregues corretamente(porque você embarca sem suas malas, que serão entregues na porta de sua cabine). Pois bem, elas estavam lá esperando por nós.
O visual da varanda da nossa cabine é deslumbrante – a proa do navio levanta a água que se expande pra se chocar com o movimento natural do mar, criando uma espuma branca que se entremeia e se confunde com o verde água do oceano, numa fotografia que lembra um omento.
Confesso que tínhamos um enorme preconceito de viajar de navio. Hoje o perdemos. A sensação é boa, o oceano é lindo e não se ouve o motor, mas o bater da água no costado, emitindo aquele som característico que só quem navega conhece. E aqui esse som é intenso.
A chuva parou, são 24:00h, no céu posso ver algumas nuvens brancas que se assemelham às espumas do mar. Lá longe, quase distingo linha do horizonte junto ao mar e aquele som da água lambendo o costado do navio – imagine-se num costão de mar bravio colidindo contra as pedras – é essa a intensidade do som que se ouve na nossa varanda. É magnífico!