Salvador, 21 de março de 2017
Amanhecemos em Salvador. Navio abastecendo de diesel. Área de fumantes interditada, café da manhã meio tumultuado, porque desativaram algumas áreas. Mas, tudo bem, apenas um detalhe nestes que estão sendo dias maravilhosos.
Fomos em terra pela primeira vez desde que embarcamos. Vivi queria me mostrar o Mercado Modelo – modelo não sei do que?!?!
Fiquei distraída com um cigana me pedindo um cigarro que eu não queria lhe dar e, quando me dei conta, Vivi estava sendo roubada por outra cigana que lhe oferecia uma “reza-benção” para uma nota de cinquenta reais que Vivi, ingenuamente, havia lhe mostrado para ser benzida. A ladra estava com a nota em sua mão esquerda fechada, enquanto Vivi lhe pedia que a devolvesse. Perguntei: – o que está havendo? – e Vivi respondeu: – ela não quer devolver o meu dinheiro. Não tive dúvidas, segurei a ladra pelo punho com uma de minhas mãos e com a outra abri seus dedos cerrados sobre a nota de dinheiro e a arranquei com meu indicador, resgatando a cédula de cinquenta reais de suas mãos. Não satisfeita, bradei: ladra, ladra! E puxei Vivi para longe daquelas pilantras.
E Vivi não queria deixar suas correntes e relógio no cofre da nossa cabine, antes de irmos pra as ruas de Salvador; só o fez por insistência minha. Imagina!
Edwin, nossa amiga sul-africana, nos contou que encontrou um passageiro do navio com hematomas de face que havia sido assaltado no Mercado Modelo por ciganos, que lhe haviam roubado o relógio, uma corrente e a câmera de fotografia.
Mas, falando de coisas boas – nossa amiga Edwina saiu da África do Sul rumo a Dubai, depois São Paulo – Santos – embarcou no Costa Fascinosa – desembarca em Gênova – voa até Dubai e daí até África do Sul. Tudo isso só para fazer a travessia do oceano de navio. Legal!
