Tomamos um belo café da manhã e por volta das 11:00h saímos do hotel, rumo à cidade de Bonifácio, distante pouco mais de 30 quilômetros. Estamos felizes, parecemos crianças brincando no parque de diversões.
De repente, nos deparamos com um lugar deslumbrantemente lindo e quisemos parar, mas não havia como faze-lo, rua muito estreita e sem recuo. Seguimos em frente para retornarmos depois, começamos a subir um morro, quando a moça do GPS falou: “chegou ao seu destino”. Aquela visão estonteante de antes já era Bonifácio.
Vivi não quis nem saber, fez uma baianada para retornar no meio do morro mesmo. Um carro que vinha na direção oposta parou e dele saiu uma mulher esbravejando em francês, com o dedo em riste – falou, falou por algum tempo, sem que entendêssemos uma palavra do que ela estava dizendo. Apesar de ela ter parado o carro, Vivi não adiantou o nosso, esperando que ela voltasse ao seu carro e seguisse pela estreita rua. O motorista do outro carro, que estava atrás do da moça, sorriu (certamente porque entendeu todo o palavreado daquela mulher mal humorada) e eu lhe enviei um aceno e um “I’m sorry”. Ele permaneceu parado até que Vivi cruzasse a estrada e fizemos o retorno até aquele lugar lindo que é, na verdade, o porto de Bonifácio.
Gente mal amada é assim, tenta contaminar a todos com sua infelicidade; cada um usufrui daquilo que constrói ao longo de sua vida e nós estamos usufruindo o que merecemos, ou seja, felicidade. Não há gente mal amada que vai mudar isso.
O porto é lindo, com dois estacionamentos automatizados e cheio de bons restaurantes. Ali almoçamos e perguntamos ao garçom onde ficava o hotel no qual havíamos feito reserva antes de sair de Porto Vecchio. Ele disse e era complicado explicar, mas tentou. Já de volta ao carro, chegamos a um cruzamento onde havia uma guarda orientando o trânsito e perguntei-lhe, em inglês, ao mesmo tempo que lhe mostrava um impresso com o nome do hotel – ela respondeu-me em francês (como entendi, não sei, porque meu francês é primário): “siga aquele carro que ele vai para esse hotel”. Que sorte a nossa, porque era de fato muito complicado achar o caminho para o hotel que fica numa montanha em meio a uma natureza exuberante. O carro que seguimos era uma camionete BMW com o emblema do hotel na porta. Sorte, merecimento ou acaso?
Lugar lindo, de onde se avista, lá ao longe, Bonifácio e suas construções medievais e mediterrâneas.

Primeira imagem ao sairmos do carro


Vários restaurantes na beira do porto


Caldo de frutos do mar – maravilhoso!

Espetáculo!