PALAU/SARDENHA

Ontem à noite desabou um temporal, muita chuva forte, a primeira desde que chegamos à Europa. Hoje amanheceu nublado, um dia cinzento de cara triste. Tínhamos programado de ir conhecer Porto Cervo e a Costa Esmeralda, porque hoje nos disponibilizaram um carro para aluguel. No entanto, nosso foco agora está na volta e não mais nos passeios, porque amanhã começamos nosso retorno ao Brasil. É interessante como nosso desejo interior muda de rumo de um momento para o outro de forma tão inesperada. Nossos pensamentos agora estão todos voltados para a casa, nossas coisas, nosso piano, nossos violões, nossa rotina, nosso modo de viver já tão enraizada em nossas almas. Todo o resto não mais importa, só voltar ao nosso ninho.
Acho que quando chegamos na Sardenha e não conseguimos alugar um carro, nosso ritmo foi quebrado. As novidades nos distraem, de forma que o ninho não é lembrado e não faz falta. Quando o novo não se apresenta, porque tivemos que ficar no mesmo lugar, onde já havíamos visto o que queríamos, não tivemos com o que nos distrair e foi quando a saudade de casa bateu forte. O passo seguinte, espontâneo e rápido, foi procurar passagens para a nossa volta ao Brasil. E agora o foco está só nisso.
Hoje no almoço comi carne bovina, pela primeira vez em toda a viagem, porque tenho comido só frutos do mar, que por aqui são espetaculares. Como é rico o mar mediterrâneo, que me parece menos esgotado do que o nosso Atlântico, visto a variedade e quantidade de pescados que vemos em todos os lugares.
No final do dia o céu voltou a ficar azul e o entardecer está lindo.
Estamos no bar do hotel bebendo um vinho e ouvindo Eliane Elias, Tania Maria e outras bossas que Vivi colocou a rodar no Youtube do restaurante. Aliás, o italiano dono do restaurante é louco por bossa nova e Vivi aproveitou para mostrar-lhe alguns artistas nossos.

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Marina em frente ao hotel

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Marina pública em frente ao hotel

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