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Sobre veleiro-bubi

Médicas e velejadoras

Saco do Fundão

Passamos dias maravilhosos num lugar que ainda não conhecíamos – Saco do Fundão – que nos foi apresentado por Herman e Ideli (veleiro Ocean Ware), nossos queridos amigos. Fica além da Ilha da Cotia, num local que nunca imaginamos que fosse possível entrar com veleiro, porque julgávamos não fosse profundo o suficiente para o nosso barco, que cala 2,10m. É um lugar praticamente deserto, de uma natureza exuberante, com uma geografia toda recortada em pequenos “sacos” e uma mata atlântica quase virgem que inspira nossas sensações mais profundas.
Vivi grelhou um pernil de ovelha numa churrasqueira improvisada entre as pedras da praia (temperado com sal, pimenta verde moída na hora, mostarda, azeite de oliva e vinho do porto). Fcou divinamente saboroso. A Rô havia comprado a ovelha para fazer comida para suas cachorras, mas insisti tanto que ela acabou cedendo um dos pernis para nosso assado.

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O Paraíso deve ser semelhante a esse lugar.

 

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Mar literalmente espelhado.

 

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Ocean Ware e Livre – nossos vizinhos

 

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Didia foi nadar até a praia com Boni e Mel e tomou dois “caldos” quando elas tentaram subir em suas costas. Didia ficou jum bocado assustada e bem arranhada.

Navegando no Livre

Ontem, fomos navegar com o Livre. O Serginho teve que se ausentar por duas semanas e a Rô ficou sozinha com as “filhas” Mel e Boni, suas amadas cachorras. O Livre é preparado para elas estarem a bordo,  cercado com redes por todos os lados. Seria impossível traze-las para o Bubi e inimaginável deixar a Rô navegar sozinha por essas águas que ela mal conhece. Assim, o Bubi ficou no trapiche e saímos no Catamarã.
Fomos até a Ilha da Cotia, onde passamos um dia maravilhoso, vendo as cachorras intensamente felizes por poder brincar dentro da água. Finalmente elas descobriram como nadar, deixando o corpo na horizontal (da primeira vez elas, as cachorras, mantinham seus corpos na vertical e, desesperadas, agitavam as patas dianteiras, sem saber exatamente o que fazer para manter a cabeça fora da água). Depois da água, aquela esfregada na areia, empanando todo o corpo. Coisa de cachorro!
Hoje, já de volta à Marina, a Rô veio almoçar conosco no Bubi e comandou- “já volto, esperem aqui”- deixando a rede da saída amarrada no guarda mancebo. Acabamos de almoçar e a Vivi subiu ao convés para fumar um cigarro e exclamou: “Rô, não sabes onde a Boni e a Mel estão”. Onde? “No trapiche, bem em frente à popa do Bubi, sentadas bem faceiras”.
A Rô subiu freneticamente, não acreditando que elas pudessem estar fora do seu barco. Mas elas estavam, bem ali, imaginando uma forma de subir no Bubi. Se nosso veleiro fosse com cockpit na popa, e não central como é, certamente elas teriam nos feito surpresa com suas cabeças enfiadas na gaiuta principal.

Rô e suas "filhas" Boni e Mel.

Rô e suas “filhas” Boni e Mel.

A Grande Velejadora Brasileira

Segunda-feira conhecemos Isabel Pimentel – única brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro em solitário. Uma simpatia de pessoa. À noite, fomos assistir a uma palestra sua, na Pousada Porto Imperial, onde ela discorreu sobre seus pesadelos, suas emoções, seus prazeres durante essa grande aventura. Que mulher destemida. Corajosa!

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Ilha dos Cedros

Depois do café da manhã no restaurante da Marina, no domingo de Páscoa, navegamos para a Ilha dos Cedros onde passamos o dia. Almoçamos no restaurante da Dita – a melhor isca de peixe que já comi em minha vida, preparada com robalo. Mas o dia estava nublado e no final da tarde choveu pesado. Na volta, a chuva nos brindou com seu frescor durante todo o trajeto. 

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Levando o Split e a “Familinha” para navegar

Finalmente, na quinta-feira passada o sol reapareceu, o dia ficou lindo e pudemos levar Marcello, Guta e as crianças para conhecer um pouco de Paraty por mar. Antes, fomos abastecer o Livre com diesel na Marina Porto Imperial – Marcello e eu fomos com a Rô para ajudá-la nas manobras de atracação. Na volta, chamei o apoio da nossa Marina pelo VHF para que nos pegasse sem que a Rô precisasse atracar novamente no píer, onde nossos barcos estavam. Embarcamos nos nossos veleiros e lá fomos nós, numa mini flotilha de Floripa. Coisa linda!

Split e Livre nos seguindo. Split e Livre nos seguindo.

Durante o trajeto a Marinha interceptou o Livre para pedir documentação e etc. Ficamos boiando a espera e quando eles a liberaram, vieram ao Bubi fazer o mesmo. O Split foi abordado quando já estávamos ancorados na Ilha da Cotia.
Passamos três dias maravilhosos naquela ilha, onde as crianças puderam brincar a vontade na água.
No dia 18, sexta-feira Santa, foi meu aniversário, comemorado com um delicioso bacalhau que o Marcello trouxe de Florianópolis e eu preparei. Fazer 60 anos faz a gente refletir sobre muitas coisas de nossas vidas. O passado esta incrustado no nosso presente e o futuro nos parece tão enigmático! A vida é tão breve que já deixa saudades antes de acabar.
No sábado, no final do dia, retornamos à Marina, porque Marcello e Guta voltam no dia seguinte cedinho para Floripa.
Domingo de Páscoa tomamos café todos juntos no restaurante e a “familinha” foi embora deixando saudades.
As fotos foram capturadas com celular e carecem de qualidade. Depois vou passar as fotos da câmera para o computador e para o blog. Tenho usado só o Tablet para escrever, porque é tão mais prático.

Guta, Arthur, Dudu, Marcello - familinha querida da nossa terrinha. Guta, Arthur, Dudu, Marcello – familinha querida da nossa terrinha.
Arthur com Boni e Mel - tirando um cochilo. Arthur com Boni e Mel – tirando um cochilo.

Arthur e Dudu

Viva Paraty!

A semana passada inteira foi de muito sol e mar de almirante. Navegamos e curtimos  com Angela a bordo e o Livre – Catamarã da Rô – nos seguindo, tripulado por ela, Mauro, Didia e as cachorras amadas Boni e Mel.
Sexta-feira, o Split (Delta 36) chegou de Florianopolis, navegado pelo Quick; no domingo Marcello, Guta e as crianças (Arthur e Dudu) chegaram para habitá-lo, porque são seus proprietários. Desde então que só chove. Ainda não conseguimos mostrar-lhes tudo de bom que sempre falamos sobre essas águas.

Livre - Catamarã da Rô.

Livre – Catamarã da Rô.

Piquenique na Ilha da Cotia, onde ficamos na semana ensolarada.

Piquenique na Ilha da Cotia, onde ficamos na semana ensolarada. Barriga de porco grelhada.

Boni e Mel - felizes em seu primeiro banho de mar.

Boni e Mel – felizes em seu primeiro banho de mar.

Peixinho frito em Jurumirim - maravilha!

Peixinho frito em Jurumirim – maravilha!

Visita de Ângela

Angela, alma de velejadora, chegou na quinta-feira passada para passar dez dias conosco no Bubi. Fizemos um piquenique na Ilha da Cotia – peixe frito numa frigideira apoiada em pedras, num fogo a base de gravetos que colhemos ali mesmo na vegetação da ilha. Na própria frigideira, escorrido o óleo, aquecemos água mineral e fizemos um lindo pirão com farinha de mandioca lá da nossa terrinha.
Antes, enquanto limpava os peixes na beira da água, fui cercada por vários goiás e siris que brigavam pelos restos do peixe ainda cru. Não sabíamos que havia tantos deles naquelas águas. Um visual muito lindo. Pensei em colocar a cabeça do peixe como isca para pegar alguns deles para comer, mas não tive coragem, porque agora eles já são meus amiguinhos.
Retornamos da Cotia, porque o Mauro, nosso amigo de Floripa, estava para chegar, trazendo o Catamarã da Rô. Mauro já está aqui conosco e a Rô chega ainda hoje, por terra.

A Ilha da Cotia é um Paraíso.

A Ilha da Cotia é um Paraíso.

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Velejando

Sábado fizemos uma velejada de cinema, com ventos que chegaram a 20 nós nas rajadas, coisa rara nessa região. O Bubi estava tão feliz no vento que adernou bonito e uma porção de coisas foi para o chão dentro do barco. Uma estripulia de livros, CDs, DVDs, etc. Claro que as coisas que poderiam quebrar foram melhor acondicionadas e não caíram, mas, na verdade, não esperávamos que o vento estivesse tão gostoso lá fora. Uma maravilha!
Depois fomos para a Ilha da Cotia, reencontrar nossos queridos amigos – Alex (veleiro Lê Poissons), Alexandre e Gisele (Trawler Maiô) e nosso querido Seu Miguel (Barcobar). Fizemos churrasco na praia, bebemos cerveja, tocamos violão e estendemos o final de semana até segunda-feira.

Passando pela Ilha Rasa

Passando pela Ilha Rasa

 

Observando a Regata, organizada pela Roberta (veleiro Maremio).

Observando a Regata, organizada pela Roberta (veleiro Maremio).

Bubi todo faceiro, derrubando tudo lá dentro.

Bubi todo faceiro, derrubando tudo lá dentro.