Agendamos ontem com Seu Uriel, mecânico de nossa confiança aqui em Paraty, uma revisão no motor do nosso veleiro. Ainda não estava na época de troca de óleo, rotor de bomba d’água ou filtros, mas gostamos de nos certificar que a tensão da correia esta adequada, que o racor não contenha água, etc., antes de nos aventurarmos pelos mares.
A correia do motor estava bem frouxa e havia uma vazamento no escapamento de água salgada que refrigera o motor – uma das conexões de metal estava oxidada -e o assoalho da casa de máquinas estava cheio de ferrugem. Um horror!
Seu Uriel trocou as peças necessárias, agora sem metal que possa novamente oxidar, e estamos com tudo pronto.
Pela manhã, Serginho, nosso fiel amigo, trouxe um especialista para recalibrar nosso Piloto Automático, que estava meio maluquinho. Serginho também subiu no mastro para trocar nossa lâmpada de fundeio que estava queimada.
Em resumo, passamos todo o dia em função de coisas para arrumar.
Amanhã vamos colocar o Bubi para navegar e testar todas as coisas arrumadas.
Arquivo do autor:veleiro-bubi
Visitas de Floripa – Que Delícia.
No sexta feria passada, recebemos visita de dois amigos queridos. Como é bom quando, distantes, reencontramos pessoas da nossa terra. Rejane e Vivi trabalharam juntas no TRT durante mais de 20 anos. Pena que eles já iam retornar para Floripa no dia seguinte e não pudemos levá-los para uma velejada no Bubi.
Paraty – Chove Chuva
Desde ontem que só chove. Gostoso, romântico, poético. Recebemos hoje a visita do Adriano e Ernani, profissionais da mídia (AIA Produtora) que produzem um programa sobre pessoas que moram em barcos. Eles já sabiam um bocado de nossas vidas, através do nosso site. Foi uma conversa descontraída e agradável. Suas matérias podem ser vistas no Youtube – #sal. Muito legal!
Jabaquara e o Banho de Bica.
Hoje é dia de abastecer o Bubi, mas, antes, nada melhor do que um belo banho em Jabaquara, por recomendação de nossa querida amiga Roberta, que agora está morando a bordo do seu veleiro (Maremio) e é nossa vizinha na Marina. Aliás, ontem, logo que estacionamos o carro, tivemos o imenso prazer de reencontrar Roberta e seu pequerrucho filho Vitório.
Jabaquara – linda praia onde almoçamos hoje.
Jabaquara
Aquela cabecinha branca lá é a Vivi, tomando um banho na bica. A Marina está sem água, por problemas elétricos na bomba. Nem tudo é perfeito. Mas esse banho foi mais do que perfeito.Chegamos ontem em Paraty, depois de longas 12 horas de viagem de carro de Floripa até aqui. Não paramos nem para almoçar, porque trouxemos lanchinhos que viemos comendo sempre que a fome batia – iogurte, todinho, suco de maçã e laranja, pão de laranja recheado com presunto tipo serrano, etc. Chegamos quando começava a anoitecer, às 18:30h. Os marinheiros da Marina vieram ajudar a carregar nossas coisas para o barco e, sem cerimônia alguma, solicitamos que eles levassem nossas coisas para o veleiro e as deixassem no cock pit. Iríamos a um restaurante almojantar e depois retornaríamos, já que a fome não se contenta com beliscos. Retornamos por volta das 20 horas e, depois de colocar tudo para dentro do barco, sentamos para apreciar a noite quente, a lua linda que começava a aparecer por traz da montanha e desfrutamos daquela felicidade enorme de estar de volta a nossa casinha flutuante. O Bubi foi meticulosamente bem cuidado nesses longos dias que ficamos fora. É surpreendente o bom serviço que o Carlos (marinheiro) nos presta. Parece que continuou habitado durante todo esse tempo – cheiroso e com os metais luzindo. Ficamos conversando lá fora, deitadas sobre as almofadas do deck, porque o calor era intenso, e lá mesmo adormecemos. Acordamos por volta das 22 horas, um pouco doloridas pela falta de conforto e fomos para a cama, onde dormimos o resto da noite.
O Paraíso é Aqui
Ilha de Santa Catarina, Florianópolis, Praia dos Ingleses num dia lindo de sol e céu azul sem uma nuvem sequer. Que banho de mar! Banho não, muitos banhos depois de um revigorante frescobol.
Em terra Florianópolis
Aqui tudo é tão bom, mas nossa casinha flutuante chamada Bubi continua em Paraty e estamos morrendo de saudades de morar boiando. Na próxima semana, vamos estar lá.

Cigarra pousada na nossa sacada, feliz da vida a cantar fora de época. Eram duas, mas até eu pegar a câmera uma delas já tinha voado.
Velejando em Florianópolis
Florianópolis é uma ilha linda, encantadora e com várias outras ilhas menores no seu entorno. Uma das mais lindas é a Ilha do Arvoredo (a Reserva Biológica do Arvoredo, distante 10 milhas ao Norte de Florianópolis, é formada pela Ilha da Galés, Calhau de São Pedro, Ilha Deserta e Ilha do Arvoredo) – local de preservação ambiental e uma das únicas reservas marinhas do país. O passeio pelo interior da ilha só é permitido para estudos científicos e com autorização do IBAMA. É coberta por Mata Atlântica e possui uma flora e fauna marinha exuberante, entre 5 e 40 metros de profundidade. Na face sul da ilha existe um farol construído no século 19.
Caribe
Um Pouco Sobre o Caribe
A evidência mais antiga de seres humanos no sul do Caribe está em Trinidad, onde restos com 7.000 anos de idade foram encontrados.
Até a chegada de Cristóvão Colombo, primeiro europeu a viajar para a América, três grandes povos indígenas ameríndios viviam nas ilhas: Taínos, Caraíbas/Ciboneys e Galibis.
Logo depois, vários outros países enviaram seus navios para aquela região, especialmente Portugal, Inglaterra, Holanda e França, além da Espanha. Esses países fizeram do Caribe um lugar para guerras europeias ao longo de séculos.
Os espanhóis escravizaram a população indígena, para exploração de minas de ouro, e rapidamente a levaram a quase extinção. Os holandeses, franceses e ingleses os exploravam na produção de açúcar. A população indígena quase extinta, levou os exploradores a importar escravos da África.
A escravidão só seria abolida no século XIX.
O Haiti foi a primeira nação do Caribe a tornar-se independente das potências europeias. Entre 1958 e 1962, a maior parte do Caribe controlada pela Grã-Bretanha tornou-se Federação das Índias Ocidentais (quando de sua descoberta, os espanhóis julgavam ter chegado à Índia, por isso o nome), antes de se separarem em muitas nações.
Os EUA invadiram e ocuparam a ilha Hispaniola (atual Haiti e República Dominicana) por 19 anos – entre 1915 e 1934 – e, em 1983 invadiram Grenada. A Bacia do Caribe é estratégica no que se refere a rotas comerciais – metade das importações dos EUA (incluindo petróleo bruto) é feita através de suas vias navegáveis, sendo o principal mercado para as exportações de bens do Caribe.
Em termos econômicos, o mar caribenho é uma das maiores áreas de produção de óleo do mundo, com mais de 170 milhões de toneladas atuais. Outras atividades incluem a produção de cana de açúcar e o turismo exuberante na região – considerada a Meca do turismo internacional, com 12 milhões de visitas a cada ano.

Barbados
Trinidad























