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Sobre veleiro-bubi

Médicas e velejadoras

Ilha Grande, 09 de Maio de 2013.

Outro dia lindo, depois de uma noite tranquila e de bons sonhos.
Coloco a cabeça para fora, para dar bom dia aos nossos vizinhos, e Lelê, assustada, grita de lá: “tivemos um incêndio a bordo”. Resumindo: uma vela de citronela, colocada num copo de acrílico com água, derreteu o copo e ateou fogo na madeira do assoalho do veleiro. Felizmente ela logo acordou meio sufocada pela fumaça que invadia toda a cabine, e Dom deu cabo ao fogo com o extintor de incêndio. Mas que susto! Pegamos o inflável e fomos lá ver o estrago – todo o interior do veleiro estava coberto por uma mistura de fuligem com o pó branco do extintor.
A princípio eles pensaram em ir embora, depois resolveram ficar e acabamos comendo um belo churrasco a bordo do Ancorauê.
De volta ao Bubi, Vivi resolveu mergulhar e passar uma esponja para tirar o limo que se forma sobre o anti-incrustante do fundo e limpou as saídas de água, que já estavam entupindo de cracas.

O estrago não foi tão grande, mas o susto foi.

O estrago não foi tão grande, mas o susto foi.

Ilha Grande, 08 de Maio de 2013.

Dia lindo de sol.
Nossos vizinhos (Dom e Lelê) vão até Angra dos Reis fazer compras e eu e Vivi vamos caminhar na praia, jogar frescobol, tomar banho de mar e depois, banho doce na água que desce pelo bambu até a praia.
De volta ao Bubi, vou preparar aquela dobradinha que compramos no Rio de Janeiro. São cinco horas da tarde, quando Dom e Lelê estão retornando de Angra e convido-os para almoçarem conosco, se gostarem de dobradinha. Donald (Dom) é americano e, enquanto come a dobradinha, que nunca havia experimentado antes, repete várias vezes: “hum, bom, eu gostcho”, com aquele português de gringo. Um querido.
À noite, nós quatro ficamos apreciando bons vinhos tintos, acompanhados de queijos variados, enquanto a Vivi nos brinda com seu mágico violão. Ah, oferecemos a eles aquele Cohiba (charuto cubano que ganhamos noutro dia) – eles o apreciaram para valer.

Esses gansos vêm nos visitar logo que o dia raia (nos acordam com seus nhón, nhón, nhón) e logo que anoitece. Pedem pão a todos os barcos que aqui ancoram.

Esses gansos vêm nos visitar logo que o dia raia (nos acordam com seus nhón, nhón, nhón) e logo que anoitece. Pedem pão a todos os barcos que aqui ancoram.

Ilha Grande Maio 2013 024

Ilha Grande, 07 de Maio de 2013.

Amanheceu um dia lindo de sol.
Praia, frescobol e bar do Lelé, onde conhecemos o Donald e a Lelê, do veleiro Ancorauê, preso a uma poita bem vizinha a nossa, desde que chegamos. Lelê vira-se para nós e diz – “falei para o Dom: nossa! aquelas meninas são populares, heim? Falam com todo mundo e ainda não falaram conosco… Por que será?”.
Ficamos bebendo cerveja, trocando ideias e Vivi resolve ir ao Bubi buscar o que sobrou do bacalhau de ontem para aperitivarmos (doida para se livrar do bacalhau) e Lelê vai ao Ancorauê buscar vinho branco.
Ficamos toda a tarde na companhia dos dois, adoráveis companhias.
Para o jantar, preparamos uma deliciosa sopa de feijão com chocolate quente.
Chove forte, com vento de sudoeste, mas não intenso como na outra noite.

Ancorauê5

Ancorauê e Bubi esperando por nós.

Ancorauê  Vvi e Dom

lha Grande, 06 de maio de 2013.

Madrugada terrível! Vento de sudoeste soprando intenso, provocando duas horas de contínua tensão, sob uma forte chuva. Durou de 4:45h até às 6:45h. Ontem, antes de irmos para a cama e baseadas na leitura do barômetro e termômetro (o primeiro caindo e o segundo subindo), fechamos todo o Bubi, inclusive as lonas laterais do cockpit que recentemente instalamos.
Depois de duas horas o vento assustador parou de soprar, mas a chuva continuou forte e às 8 horas ligamos o motor durante duas horas para carregar as baterias – temos o freezer e a geladeira ligados e as placas solares conseguem repor a carga quando o sol abre forte logo que amanhece, de outra forma, o inversor apita, avisando que as baterias estão subcarregadas. Os celulares também estão sem bateria e aproveitamos o motor ligado para carregá-los.
Depois do meio-dia o tempo melhorou e vamos ao Lelé para carregar o IPad, mas o bar está sem energia elétrica, aliás, toda a região ficou sem energia, em função do temporal. Segundo o Lelé, que é nativo, o sudoeste nunca soprou com tanta intensidade naquela região.
Quando estamos voltando ao Bubi, vemos o veleiro Taura, do Chico, chegando. Vamos até ele com o inflável, mas não é o Chico que está a bordo, e sim Thor e Quênia, os novos proprietários do Taura. O casal é de Floripa, mas não os conhecíamos.
Preparo um bacalhau (Mohua, do Porto), mas Vivi não gosta de bacalhau. Pode? Prefere comer carne moída com macarrão, que preparo para o jantar.
Uma borboleta branca com amarelo visita o Bubi, voa pelo cockpit, pousa, depois vai embora. Hoje seria aniversário da nossa amada sobrinha Dani, completaria 39 anos de vida se um trágico e idiota acidente de trânsito não a tivesse roubado de nosso convívio. Ela costumava velejar conosco no nosso primeiro veleiro e nos chamava de “trapicheiras”, porque, logo que o adquirimos, só saíamos do trapiche com tempo muito bom, sem vento forte ou mar alto. Por vezes, imagino que continuas velejando conosco, minha querida.

Dani está ali, sentadinha na popa do Belisa (nosso primeiro veleiro).

Dani está ali, sentadinha na popa do Belisa (nosso primeiro veleiro) – estávamos em regata com nossa tripulação feminina.

Ilha Grande, 05/05/2013.

Ilha Grande, 05 de maio de 2013.

Amanheceu ventando, nuvens carregadas no sul, sobre os morros. Estamos desde ontem numa poita, mas preocupadas, porque os cabrestos são finos e o cabo está cheio de cracas. Parece meio abandonada. Estávamos de olho em outra, mais confiável, mas chegou outro veleiro e a pegou – o Verona – do Felipe que conhecemos ontem.
Próximo a nós, está outro veleiro – Pé de Moleque (um Beneteau 351) – e o casal vem nos fazer uma visita – Ricardo e Mônica – uma simpatia.
O Felipe vai embora e nos programamos para trocar de poita, apressadas, porque tem alguns barcos chegando. Agora estamos mais tranquilas.
Vamos até a praia jogar frescobol, depois ao Lelé comer pastel e, na volta, observamos o veleiro Scirocco, com a logomarca do nosso Iate Clube, chegando. O barco é nosso conhecido e vamos com o inflável ver se os ocupantes também são. Mas, os novos proprietários são de Angra dos Reis. Muito simpático, o novo proprietário.
Durante a noite, a temperatura está caindo e o barômetro subindo. Ventos fortes?

Carpaccio - feito com a sobra da picanha de ontem.

Carpaccio – feito com a sobra da picanha de ontem – lascas de parmesão, alcaparras, pimenta verde moída na hora, mostarda Dijon e um bom azeite de oliva. Huuuumm!!!

Ilha Grande – 04/05/2013

Ilha Grande, 04 de maio de 2013.

O Bubi amanheceu todo molhado de sereno. O dia está lindo, muito lindo, ensolarado. Depois do café da manhã, fomos até a praia com o inflável para uma caminhada e depois um jogo de frescobol. Paratis nadam ao nosso redor enquanto nos refrescamos na água, nunca as havíamos visto tão de perto. Elas passam quase se encostando às nossas pernas. É lindo!
De volta ao Bubi, Vivi coloca na churrasqueira aquela picanha de vitela e os peixinhos (marimbá) ficam na boca de espera, para as sobras.
Estamos sem Internet, então controlamos o tempo à moda antiga – termômetro (que subiu 4 graus) e barômetro (que caiu 9 milibares) = tempo instável, frente fria? Não pode. Mas, à noite, o barômetro voltou a subir e a noite foi maravilhosa.

Que picanha!

Que picanha!

Olha os marimbás na boca de espera.

Olha os marimbás na boca de espera.

 

Paraty à Ilha Grande

Paraty, 03 de maio de 2013.

Estamos saindo da marina, em Paraty, rumo à Ilha Grande, onde pretendemos passar os próximos 15 dias. São 10h e 50min de um dia de sol, céu azul esbranquiçado, ralas nuvens, mar de almirante e uma bruma intensa no horizonte, impedindo ter a Ilha Grande no visual, como de costume, logo que se deixa a ilha dos Meros para traz. Mas a rota está no GPS – que coisa maravilhosa esse instrumento, nos poupa tanto trabalho, por isso temos quatro deles a bordo (um na mesa de navegação – E 120 Raymarine – , um na bitácula – Garmin 720S, no IPad e no Iphone – Navionics). Nunca se sabe, segurança nunca é demais.
Só depois de mais de uma hora e meia navegando é que podemos ver o contorno da Ilha Grande, lá longe ainda. Estamos navegando a 7,2 nós de velocidade e Vivi desce para preparar um lanche para nós – pão italiano, presunto de Parma e tabule – delícia. Tem tanta comida a bordo que poderíamos atravessar o Atlântico sem preocupação, resultado da nossa empolgação com as compras quando estivemos no Rio de Janeiro.
São 14h e 20min quando chegamos ao Sítio Forte – Ubatubinha – exatamente na hora prevista pelo GPS. Ancoramos, nos banhamos naquele mar transparente e fomos dar um oi ao Lelé – onde saboreamos sardinhas fritas e uma cervejinha geladíssima.
Depois, tomamos banho da água doce que desce das montanhas, canalizada em bambus, e voltamos para o Bubi. São 20 horas e estamos indo dormir.

Ilha Grande Maio 2013 001

Rumo à Ilha Grande

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Chegando o Sítio Forte - Este alvo é onde a marinha brasileira praticava a mira com os canhões dos navios.

Chegando o Sítio Forte – Este alvo é onde a marinha brasileira praticava a mira com os canhões dos navios.

Rio de Janeiro, 26/27/28 de abril de 2013.

Depois de quatro dias nublados e chuvosos, amanheceu um lindo dia de sol e estamos indo para o Rio de Janeiro, onde vamos encontrar o Marcello e a Guta (veleiro Split) para visitarmos o Rio Boat Show. Guta fez reserva para nós no hotel Promenade, no Leblon. Estamos indo de carro e eles, saídos de Floripa, de avião. Vamos direto para o restaurante Zuca, próximo ao hotel, onde combinamos de nos encontrar (tartar de atum, na entrada, e peixe na folha de bananeira, acompanhado de um bom vinho; uma maravilha de almoço).
À noite, curtimos música na Lapa. Ah, Rio de Janeiro, como eu gosto de você.
No dia seguinte fomos ao Boat Show, onde encontramos com nosso querido amigo John (veleiro Bulimundo). Nada de especial para contar sobre a exposição, o mesmo de sempre. Depois fomos almoçar no Iate Clube do Rio de Janeiro – é, de fato, um clube náutico charmoso, clássico, com um restaurante de fazer inveja ao nosso ICVI.
No dia seguinte, acordamos e fomos passear pela praia do Leblon, para matar a saudade do tempo em que moramos no Rio. Na volta, fomos tomar um café, a convite do Marcello e Guta, no Talho Capixaba (na esquina do nosso hotel) – uma espécie de empório, onde você pode comprar carnes, temperos, vinhos, pães, etc, tudo de excelente qualidade. Em Paraty não temos disso e ficamos louquinhas com tantas coisas boas. Havíamos levado nossa caixa térmica de fibra e a enchemos: dobradinha, carne moída, picanha de vitela, ossobuco, linguiça de vários tipos, além de vários tipos de pães maravilhosos que vou congelar quando chegar ao Bubi e mais pimenta verde e aperitivos diversos.
Chegamos de volta ao Bubi já noite – Bubi querido, da próxima vez que formos ao Rio você vai junto.

Praia do Leblon - ao fundo as Ilhas Cagarras.

Praia do Leblon – ao fundo as Ilhas Cagarras.

Ilha da Cotia

Ilha da Cotia, 21 de abril de 2013.

Amanheceu um lindo dia e o mar tem 14 veleiros ancorados que dormiram nessas águas tranquilas – 14 ao todo e mais um trawler. Depois do café da manhã, uma visita à ilha com as nossas amadas visitas, para que elas se deslumbrem com a beleza do local, como nós, quando da primeira vez estivemos aqui e todas as vezes que retornamos.
O canoeiro que, remando ao redor dos barcos ancorados, oferece ostras nativas cruas e abertas sob nossos olhos, estava na praia e fazemos a encomenda, para quando retornamos a bordo. O Barcobar, uma pequena traineira do Jorge Miguel, que fica ancorado na ilha nos fins de semana, também vai nos levar peixe frito. E depois dessas entradas, uma feijoadinha que já temos preparada no freezer.
Vera e Elisa têm que retornar a São Paulo ainda hoje, assim, no final da tarde retornamos à Paraty.

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Ilha da Cotia

Paraty, 20 de abril de 2013.

Estamos desde ontem esperando por amigas de São Paulo, Vera e Elisa, que vem passar o fim de semana conosco no Bubi. Vai ser a estréia delas pernoitando em veleiro. Já estamos com tudo pronto, basta elas embarcarem e retornamos para a Ilha da Cotia.
São mais de 14 horas quando elas chegam – colocamos suas malas a bordo e já desamarramos do cais, não dando tempo nem delas arrumarem suas coisas – quando chegarmos à ilha vocês arrumam – disse-lhes.
O dia esta maravilhoso e fazemos uma navegada esplêndida.
Na chegada à ilha, preparo e sirvo um carpaccio de carne; depois a Vivi assa linguiças e prepara o famoso e delicioso choripan; tudo regado a cervejinha gelada, claro.
Anoitece rapidamente e Vera desce à cabine e volta com o violão. Ficamos curtindo música até a hora de ir para a cama.

Elisa empolgada em registrar as imagens com sua super câmera.

Elisa empolgada em registrar as imagens com sua super câmera.

Vera empolgada com a roda de leme

Vera empolgada com a roda de leme