SAVONA – ITÁLIA

Savona, 06, 07 E 08 de Abril de 2017

Os dias em Savona foram lindos de sol e bem frios. É uma cidade bonita, organizada e muito limpa.
Programamos que nosso próximo destino seria a Córsega – Ilha Mediterrânea pertencente à França. Pesquisando na Internet, descobrimos que não há como sair de Savona direto para a Córsega, nem de Ferry, nem de avião (não existe aeroporto aqui), então reprogramamos o roteiro:
– Savona para Nice (cidade na costa da França) – de trem
– Nice para Bástia (cidade ao norte da Córsega)- de avião
No terceiro dia em Savona, resolvemos voltar a Gênova, de trem, para conhecer a cidade e o Museu do Mar (Galata Museo Del Mare) – interessante, mas meio claustrofóbico – enorme, sem guia que te oriente, todas as salas na penumbra – causa a sensação de que você vai se perder a qualquer momento.
Gênova é uma cidade profundamente ligada ao mar e à navegação, onde se localiza o maior porto do Mediterrâneo; é também a terra natal de Cristóvão Colombo.

IMG_1168

Savona – marina bem no centro da cidade.

IMG_1173

Aguardando o trem que nos levaria de Savona para Gênova.

IMG_1177

Submarino Nazário Sauro ancorado perto da entrada do Museu do Mar – conhece-lo por dentro faz parte do tour pelo museu.

IMG_1182

Porto Antigo revitalizado para exploração turística.

GÊNOVA, 05 DE ABRIL DE 2017.

Atracamos no porto de Gênova às 7 horas. Depois do café da manhã, ficamos aguardando o horário do desembarque, que é bem organizado – por grupos, com horários definidos, para evitar aglomeração e filas desnecessárias, especialmente para pegar as malas (que são deixadas do lado de fora das cabines na véspera e levadas para terra pela equipe do próprio navio).
Permanecemos no teatro até sermos chamadas, o que aconteceu às 12:30h.
Em terra, um ônibus contratado pela Costa Cruzeiros, nos levou para Savona – destino inicial para o desembarque e onde tínhamos reservado hotel. A mudança da cidade de desembarque foi feita em função do casamento de um indiano, que alugou o navio com exclusividade para seus convidados, já que o casamento seria realizado ao bordo. Houve muita insatisfação entre alguns passageiros, em função dessa mudança, mas nós não nos importamos, não queríamos que um detalhe tão pequeno estragasse nosso passeio. Depois de 40 minutos de viagem por terra já estávamos no Porto de Savona.
De toda a viagem, o único hotel que reservamos com antecedência foi esse em Savona, três diárias, para conhecer a cidade e programar o restante do passeio. O quarto do hotel que reservamos pela Internet não tinha varanda, então mudamos para uma suíte – única que a possuía. O hotel (NH Savona) fica tão próximo ao porto, que fomos caminhando até ele; é bem confortável e com uma linda vista. 

Está bem frio aqui em Savona e ventando muito.

MAR ABERTO

Mar Aberto, 03, 04 e 05 de Abril de 2017.

Navegamos dois dias inteiros e três noites sem chegar em terra, rumo à Gênova, na costa da Itália. Passamos pelas famosas ilhas de Formentera, Mallorca e Menorca, vistas de longe.
Temos rido muito com Cláudio, a contar histórias de Vera, sua esposa.
Hoje pegamos de volta nossos passaportes, que ficam retidos no navio durante toda a viagem.
No dia 3 aconteceu, como de praxe, o jantar de gala com o comandante do navio. As pessoas se “fantasiam” todas com roupas de festa – vestidos longos e terno/gravata. Imagina, se iríamos ocupar espaço na mala com roupas de festa. Aliás, circulando pelos bares e cassino durante a noite, as pessoas estão sempre enfeitadas, com roupas de festa. Vivi e eu esportivas, como sempre somos. Não consigo nem me imaginar trocando o croque ou tênis por um sapato de couro, e, ainda por cima, de saltos altos. Já me dói o pé só de pensar.
No dia 4, estava tão frio e ventoso durante o dia que era impossível ficar no deck externo da popa. No final do dia o vento acalmou e a turma pode confraternizar no lugar de sempre – ponte nove, área de fumantes, na popa do navio.
Mandei toda a nossa roupa usada para a lavanderia.
Amanhã desembarcamos do navio e as novas aventuras serão por terra.
IMG_1128

IMG_1133

Carlos, nosso companheiro na mesa de jantar todas as noites – vai continuar sua viagem sozinho, de mochila nas costas, pela Rússia e Sibéria.

 

IMG_1120

Mar Mediterrâneo Ocidental

ALICANTE – ESPANHA

Alicante, 02 de Abril de 2017.

Chegamos ao amanhecer à Alicante, cidade ao sul da Espanha, no meio de uma grande baía e com vista para o Mar Mediterrâneo. É a segunda maior cidade da região de Valência, com cerca de 300.000 habitantes. É uma cidade encantadora!
Dá vontade de morar aqui.

IMG_1082

Da varanda do nosso camarote vemos os veleiros saindo, um após o outro, para passear. Também, pudera, num dia lindo desses. Só em Floripa que os veleiros são enfeites do pátio do clube (quase nunca saem, mesmo em dias lindos).

IMG_1086

Olha quem encontramos aqui, no Museu do Mar: o Brasil 1, que participou da Volvo Ocean Race. Claro que no Brasil ele já teria virado sucata. Mas ele está aqui, para nos orgulhar.

IMG_1090

IMG_1103

Castelo de Santa Bárbara – um dos monumentos mais famosos aqui – na costa do Monte Benacantil.

Ao anoitecer a temperatura caiu ainda mais do que na noite anterior e trouxemos poucas roupas adequadas à estação.
São 20:00h quando partimos de Alicante e por volta das 23:00h passamos pelo meridiano de Greenwich – linha imaginária com valor zero e ponto inicial para a medição das longitudes, sendo o marco divisor entre os hemisférios Ocidental e Oriental.
Nunca o costado do navio esteve tão silencioso quanto nessas últimas noites. O Mediterrâneo está sereno, plano, liso e muito lindo.

MAR ABERTO

Mar Aberto, 01 de Abril de 2017.

Durante toda a noite costeamos Marrocos, próximos o suficiente para vermos a terra. Ao amanhecer atravessamos o Estreito de Gibraltar, que nos leva ao Mar Mediterrâneo.

IMG_1063

Saindo de Marrocos

IMG_1071

IMG_1073

O Estreito de Gibraltar é uma área marítima de 7 milhas náuticas de comprimento, que separa as costas europeia e africana e une o oceano Atlântico ao Mar Mediterrâneo. 

Desde que entramos no Estreito de Gibraltar passamos a navegar com vento e mar a favor, rumo leste, pela primeira vez nessa viagem. O mar está baixo e a temperatura caiu bastante.
Durante todo o dia navegamos na costa da Espanha – vista bem distante – com os picos cobertos de neve.

MARROCOS – ÁFRICA

Casablanca, 31 de Março de 2017.

Chegamos às 6hs da manhã, depois de navegarmos duas noites e um dia. Estamos meio desanimadas de descer em terra, porque todos dizem que é muito perigoso, especialmente sozinhas, sem companhia de um homem, porque é um país machista ao extremo, onde mulher vale menos do que um camelo. Nossa turma de bordo foi num tour do próprio navio para Marraquexe (cidade situada no centro-sudoeste de Marrocos) – programa de índio: 4hs para ir e 4hs para voltar, de ônibus – nem pensar!
Ficamos no navio, almoçamos e, no meio da tarde, não resistimos dar uma volta para conhecer Casablanca – quem não lembra do filme com Humprhey Bogart e Ingrid Bergman, de 1942? Claro, os mais jovens não vão saber do que falo.
Casablanca é a maior cidade de Marrocos, na costa atlântica, e uma das maiores do Norte da África.
Logo que desembarcamos do navio, haviam taxis oferecendo passeios, por 60 euros. Entramos num deles e fomos passear – como qualquer cidade de terceiro mundo – é o resumo do que vimos. A única diferença é a enorme mesquita – Hassan II – construída sobre um aterro e na beira de um mar bastante bravio.
Partimos de Marrocos às 21:10h.
IMG_1025
IMG_1043

MAR ABERTO

Mar Aberto, 30 de março de 2017

Amanheceu nublado e ventando muito. O mar está agitado e o navio hoje pendula muito.
Ontem eu amanheci resfriada, peguei a virose da Vivi. Em Tenerif estive indisposta durante todo o dia e durante a noite apresentei febre alta e sudorese profusa depois de tomar dipirona. Mas hoje já estou melhor e no final da tarde nos reunimos no deck nove.
Na hora do jantar Carlos estava um caco, com os mesmos sintomas que eu e Vivi apresentamos – febre alta e sudorese. Mas lhe falamos: não te preocupes, é só um dia, depois passa.
IMG_1005

img_1152

Nossa amiga italiana que não falava outro idioma que não o seu. Mas a gente se entendia.

img_1119

TENERIF

Santa Cruz de Tenerif, 29 de março de 2017.

Acordamos às 8:20h e o navio já estava atracado em Tenerif. Dia lindo com muito sol e temperatura agradável.
Depois do café da manhã, desembarcamos e fomos conhecer a cidade – bonita, limpa, monumentos bem preservados. Fizemos um passeio de ônibus-tour pelo centro da cidade, mas não recomendamos. É preferível sentar num dos tantos restaurantes que ali existem, pedir um chope, que além de saboroso é barato (1 euro) e saborear os frutos do mar que ali servem.
Vivi aproveitou para fazer umas comprinhas – colônia, cremes, tênis… Ali é uma zona livre de impostos. Ela queria comprar um violão elétrico, mas não encontrou um de seu agrado.
às 17:10h partimos para Marrocos – na costa da África.
IMG_0983
IMG_0984IMG_0987

MAR ABERTO

Mar Aberto, 28 de março de 2017

Vivi está resfriada e durante a noite apresentou febre alta e sudorese profusa após a dipirona que lhe administrei. Hoje ela permaneceu na cabine quase todo o dia, não saiu nem para almoçar.
À tarde circulei pelo cassino, mas não joguei (não sei usar aquelas máquinas, senão teria jogado). Depois fui a um dos bares que não abre durante a tarde, mas tem um piano, e fiquei lá estudando um pouco e matando a saudade do nosso piano de casa.
IMG_3038
À tardinha Vivi já estava melhor e fomos para o cassino, onde inauguramos o baralho que compramos outro dia, jogando canastra mano-a-mano.
O jantar hoje estava maravilhoso. Todas as noites jantamos no Gato Pardo – restaurante “à la carte” muito interessante, onde cada dia apresentam um cardápio relacionado a uma das regiões da Itália – tem sempre três opções de entrada, três de primeiro prato, três de segundo prato e três de sobremesa. É muita comida. Nossa mesa reservada é para quatro pessoas (ao contrário de outras que tem até 8 ou 10 pessoas), mas jantamos sempre só nós três: Carlos, Vivi e eu, porque o outro passageiro, que jantaria conosco, prefere os restaurantes do deck 9 que funcionam em esquema de self-servisse.
img_1133
Amanhã chegaremos em Tenerif – Ilhas Canárias – depois de cinco dias navegando em lto mar, sem chegar em terra.

MAR ABERTO

Mar Aberto, 24, 25, 26, 27 de março de 2017.

Dia 24, às sete horas da manhã, passamos por Fernando de Noronha – distante de nós cerca de 18 milhas náuticas. O dia amanheceu chovendo. Amanhã por volta do meio-dia, vamos cruzar a linha do Equador pela segunda vez – a primeira foi quando fomos para o Caribe velejando.
Dia 25, às 11:45h, cruzamos a linha imaginária que divide o hemisfério norte do hemisfério sul. É tradição para todos os navegadores fazer festa quando isso acontece. No navio não foi diferente, havia festa programada e avisada desde a véspera.

IMG_2999
No dia 26 o amanhecer foi nublado, mas depois o sol chegou sorrindo e permaneceu todo o dia. O mar está bastante agitado e o navio balança um pouco. Quando caminhamos, por vezes, parecemos trôpegos – tem que afastar as pernas para buscar o equilíbrio, é muito gozado. Mas claro, bem diferente de um veleiro – no navio os movimentos de pêndulo são curtinhos.
Hoje tem leitãozinho assado e Vivi chega toda empolgada no deck da popa, onde sempre estamos com os amigos, perguntando se queremos a cabeça do dito cujo. Digo que sim e lá vai ela. Cláudio diz: -ela não vai conseguir, o chefe de cozinha não vi dar a ela a cabeça do leitão. Respondo:- queres apostar quanto, que ela vai chegar aqui com a cabeça do leitão num prato? E completei:- não a conheces, não há o que ela não consiga, com aquele jeitinho de boa moça.IMG_3029
A cara de espanto de alguns passageiros vendo-a passar com o pobre leitão no prato e os aplausos da nossa turma fizeram a festa. Bem, só sobraram os ossos da cabeça, o resto comemos tudo.
No dia 27 passamos a cerca de 10 milhas náuticas do Arquipélago de Cabo Verde – são 10 ilhas principais e 4 menores. É um arquipélago enorme – começamos a navegar entre elas às 8:00h e ao meio dia passamos pela última ilha.
img_0967
O navio tem navegado sempre em torno de 18 nós, mas nessa noite que passou estava acima de 20 nós todo o tempo. Hoje o mar está mais alto, as vagas tem mais de dois metros de altura e o vento nordeste passa dos 20 nós. O navio pendula rapidamente de um lado para o outro.
Estamos navegando numa linha reta desde que deixamos Recife, com a proa nas ilhas Canárias, sempre de cara no vento. Agora dá para entender porque os velejadores têm que velejar até o Caribe antes de rumarem para a Europa – para navegarem em ventos e correntes favoráveis. Seria maluquice fazer a rota que o navio faz – e ele só o faz porque é imenso e com motor poderoso.
São 24:35h e acabamos de retornar ao camarote. Depois do jantar fomos para os bares com música ao vivo e dançamos até agora. Suadas até a alma e felizes!
Hoje temos que aumentar o relógio em uma hora – é a terceira vez que nos orientam a fazer isso, para corrigir o fuso horário.
IMG_3023
IMG_3021
IMG_3018
IMG_3016