Florianópolis, 05 de novembro de 2013.

Tudo organizado para amanhã embarcar, via aérea, para Fortaleza, de onde, por via marítima, rumaremos para o Caribe. A excitação é grande, porque a experiência nova sempre nos causa essa sensação. É assim que a vida se move: a expectativa do novo, que excita, que gera paixão – esta o moinho que move a vida. Quando penso o que nos leva a fazer isso, nunca encontro a resposta certa, mas a surpresa das sensações de alegria e aflição misturadas provavelmente estão envolvidas na razão. O encanto que o mar provoca em nossas almas, mesmo que ele não nos apresente nenhuma sereia, é  desafiador. E o vento que bondosamente vai nos impulsionar com seu sopro rumo ao nosso destino é outro encantador de almas. A mistura dos sons do mar escorrendo pelo casco e do vento beijando as velas durante dias e noites seguidas, é mais do que deslumbrante, porque poético é. 

O por do sol    O nascer do sol    O nascer da lua       No horizonte da imensidão do mar, onde o céu nunca é o limite   Porque limite não existe para coisas perenes    A felicidade só pode ser exuberante!     E se felicidade não passa de breve sensação do momento    É assim que vou estar      Feliz, de momento em momento, nessa navegada até o Caribe.

 

 

 

Em Floripa

Tudo é bom: boiar no Bubi, estar em casa, rever os amigos, a família. No entanto, sempre que possível, voltar a navegar.
Um dia depois de chegarmos à Floripa, vamos passear no Livre (um catamarã de 40 pés), da nossa amiga Rô, que não víamos há um bom tempo.
E Floripa é Floripa. O que falta de vento em Paraty, sobra por aqui. Saímos de Jurerê com um sudoeste de 20 nós, que ficou soprando todo o dia com a mesma intensidade.
Cômica foi a nossa saída. Logo que a Rô embarcou com suas cachorras, a Mel – mais nova, mais gorda e mais afoita – desceu a escada de boreste do catamarã e… stibum! atirou-se na água, com o barco já em movimento. Eu gritei, instantes antes de ela mergulhar: “Mel, não, não”. Ela apenas virou a cabeça, me olhou com um ar de desdém e mergulhou sem sequer descer o último degrau. Depois ficou nadando em direção ao catamarã, desesperada tentando alcança-lo. Por sorte o bote de apoio do clube que soltara o barco da poita a resgatou e trouxe de volta a bordo novamente. O cheirinho de pet shop antes reinante no ar, transformou-se no tradicional cheiro de cachorro molhado. Foi muito engraçado.

Rô e suas gigantes: Boni e Mel.

Rô e suas gigantes: Boni e Mel, que, pela primeira vez, foram navegar.

Boni e Mel - umas douçuras, apesar do tamanho.

Boni e Mel – umas doçuras, apesar do tamanho.

E quem não quer tirar um retrato com essas lindonas? Eu sim!

E quem não quer tirar um retrato com essas lindonas? Eu sim!

Maurão (Mauro Jacomel - veleiro Bandoleiro) presença indispensável no Livre. Grande amigo.

Maurão (Mauro Jacomel – veleiro Bandoleiro) presença indispensável no Livre. Grande amigo. Parece que o barco esta em terra, não? É que ancoramos quase em cima da areia, em Ponta das Canas (coisa só possível com catamarã), para abrigar do vento forte de sul.

Rumo a Florianópolis.

No dia dois de outubro recebemos duas notícias boas e empolgantes:
– um telefonema da Associação Médica Catarinense, nos convidando para escrever um capítulo no Manual de Clínica Médica, a ser publicado no próximo ano;
– um telefonema da Graziela e Alvim (veleiro Caracol – um Beneteau de 54 pés) nos convidando para levarmos juntos o seu barco até o Caribe, saindo de Fortaleza, onde aquele veleiro deve estar no final de outubro.
O primeiro convite aceitamos de imediato, o segundo recusamos. Depois, já noite, degustando um vinho tinto no cock-pit do Bubi, conversando sobre o assunto Caracol e Caribe, ficamos repensando: por que não?! Afinal, poderia ser uma nova experiência e um novo aprendizado. Sempre imaginamos que iríamos para o Caribe velejando no Bubi; mas por que não em outro veleiro e com pessoas mais experientes do que nós? Aprenderíamos o caminho das pedras (ou das águas) e depois o repetiríamos, se fosse o caso.
Vivi pegou o telefone e ligou para a Graziela:
– o convite é para valer?
– é óbvio que sim – respondeu Grazi
– então estaremos em Fortaleza no dia da partida (

E assim, temos que rumar para Floripa para renovar nossos passaportes que estão vencidos há dois anos, pois aqui não conseguiríamos renová-los a tempo, segundo contatos telefônicos que fizemos com a Polícia Federal de Angra dos Reis.
Programamos a viagem para depois de amanhã e vamos de carro, porque estamos com o freezer e a geladeira repletos de coisas perecíveis, que podemos levar preservados no gelo.
No dia programado, acordamos às seis horas da manhã e para nosso desconsolo, chovia canivetes. Voltamos para a cama até às 10 horas da manhã, quando a chuva parecia dar uma trégua. Desembarcamos nossas coisas, que já estavam todas organizadas e são 11 horas da manhã quando estamos deixando a marina, rumo à Floripa, onde chegamos às 24 horas.
O apartamento todo arrumado, como se houvesse alguém morando nele (coisas da nossa “Fada Madrinha” Pequena – a fiel guardiã de nossas coisas em Floripa).
Amanheceu um dia lindo de sol e, quando olhamos pela janela, vemos inúmeros veleiros chegando à baía norte. Imaginamos: vai haver regata, porque não é normal tantos veleiros aqui. Regata Mormai, que acontece todos os anos, com percurso de Floripa à Bombinhas, no município de Porto Belo. A cena é linda e a largada é dada com os veleiros já armando a vela balão, porque o vento é de sudeste.
Isso parece um presente – acordar e ver a baía norte com esse visual, cheia de veleiros.

Veleiros aguardando a largada. Capturei o reflexo dos veleiros no vidro da nossa janela, criando essa imagem invertida na foto.

Veleiros aguardando a largada. Capturei o reflexo dos veleiros no vidro da  janela do nosso apartamento, criando essa imagem invertida na foto.

Largada da Regata.

Largada da Regata Mormai. Deu até saudades do tempo que fazíamos regata. Mas agora só queremos saber de cruzeiro.

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E o Dudu (Eduardo Zanella) passou por Paraty, trazendo o veleiro Amazonas, do Caribe (um barco de 80 pés, muito confortável e bonito). Desceu direto, sem ir até Cabo Verde em busca dos ventos ou correntes favoráveis. Veio na raça e na coragem. Grande Dudu e grande amigo; onde chega todos os velejadores das redondezas se aglutinam, porque ele é uma pessoa agregadora. Nosso primeiro encontro foi na Ilha da Cotia, onde o Cláudio (proprietário do Amazonas) estava a bordo. Nosso segundo churrasco foi na prainha, próxima a nossa marina. Vento Sul rolando solto (chegou a mais de trinta nós naquela noite), chuva intensa, mas o Dudu foi buscar-nos no Bubi, de inflável, e não haveria desculpas para não irmos confraternizar com ele naquela noite. E era aniversario do Herman, que foi junto com a Ideli. Grande noite! E o rum caribenho, estocado numa barrica de madeira, rolou a noite toda, para felicidade geral.

Dudu e Cris

Dudu e Cris

E o churrasco rolou, regado a rum caribenho.

E o churrasco rolou, regado a rum caribenho.

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Em Terra Paraty

Paraty, além de ser linda por mar, tem todo um encanto por terra, não só por ser histórica, mas também por ser cult. Todos os meses, ou mesmo semanalmente, acontece um evento, alguns deles de repercussão internacional. Nesse mês de setembro, aconteceu o  “Paraty em Foco”, que é um festival internacional de fotografia.

Com nossos queridos amigos de terra e mar - Herman e Ideli (mais o pequeno Bethoven)

Com nossos queridos amigos de terra e mar – Herman e Ideli (mais o pequeno Bethoven)

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Herman, Bethoven e Ideli. 

Oceanware - um lindo Beneteau de 50 pés, dos amigos Herman e Ideli.

Oceanware – um lindo Beneteau de 50 pés, dos amigos Herman e Ideli – aqui, ancorado na Ilha da Cotia, onde estivemos juntos na semana anterior.

Passeando ao longo do canal.

Passeando ao longo do canal.

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Ao fundo, do outro lado do canal, uma das tantas igrejas que enfeitam Paraty.

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São inúmeras as espécies de aves e pássaros na região.

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O pequeno Martinho Pescador (creio eu que seja) que nos visita diariamente na Marina.

setembro 2013 032

A bolsa da Vivi ficou esquecida sobre esse banco. Só nos demos conta quando estávamos chegando ao carro. Ela voltou e a bolsa ainda estava lá.

 

Pouso da Cajaíba

Noutro dia, passado o final de semana, restaram apenas três barcos ancorados na Ilha da Cotia: Bubi, Maiô e o Les Poissons. Convidamos o Alex e o Alexandre para irmos até a Cajaíba, local sobre o qual muito já nos falaram e que ainda não conhecíamos. Logo que saímos do embate da ilha, soprava um ventinho de sudeste – 12,5 nós – as duas velas em cima e uma velejada maravilhosa com o Bubi faceiro navegando adernado a mais de 7 nós de velocidade. O Le Poissons vinha logo atrás de nós, com os panos em cima também, e o Maiô ainda não tinha aparecido, porque o Alexandre e a Gisele ficaram de sair depois (iam passear de stand-up antes de navegar).
Quando já estávamos com a ilha do Algodão por bombordo e logo depois de deixar a entrada do Saco do Mamanguá para trás, o vento merrecou e observamos que o Les Poissons havia ficado muito distante de nós. Ficamos de longe tentando entender o que se passava até concluir que havia algum problema. Tentamos contato através do VHF, sem sucesso. Retornamos ao mesmo tempo que o Maiô chegava no Les Poissons. Resumindo: no momento em que o barco adernou, por alguma razão, entrou água no motor; quando o vento diminuiu e o Alex foi aciona-lo, ele não respondeu. Oferecemos reboque, mas o Alex recusou, dizendo que iria velejando mesmo com o pouco vento que soprava.
Fizemos uma navegada maravilhosa até a Enseada do Pouso da Cajaíba. Ancoramos, fomos de inflável até a praia e Alexandre e Gisele nos levaram a caminhar por uma trilha que leva a uma cachoeira, onde nos banhamos com aquela água transparente, gelada e revigorante. Depois almoçamos no restaurante (de nativos) na beira da praia – peixinho frito recém pescado, acompanhado de uma cerveja bem gelada.
E o Alex com seu Les Poissons não apareceu. Imaginamos que ele tivesse voltado para a Cotia, porque o vento, além de contra, estava quase a zero.
No final da tarde retornamos à Cotia onde o encontramos.

Velejando rumo à Cajaíba

Velejando rumo à Cajaíba

Lá adiante - à esquerda Ilha Deserta e à direita Ponta da Cajaíba

Lá adiante – à esquerda Ilha Deserta e à direita Ponta da Cajaíba

Maiô e...

Maiô e Le Poissons – colocaram uma das baterias do trawler no veleiro, mas não resolveu. O problema, soubemos depois, era água no motor.

Entrando na Enseada da Cajaíba.

Entrando na Enseada da Cajaíba.

Chegando de volta à Ilha da Cotia.

Chegando de volta à Ilha da Cotia.

 

 

 

 

Setembro de 2013.

Passamos o mês de setembro curtindo a Ilha da Cotia, onde fizemos novas e incríveis amizades. Nos finais de semana, ancoram naquelas águas cerca de 18 ou 20 veleiros, além de trawler e lanchas. Lá não temos acesso à internet, celular, televisão, ou qualquer forma de contato que não seja com a natureza que nos cerca ou outras pessoas que lá também ancoram. Os programas diários são banhos de mar, passeios de inflável, frescobol na prainha, churrasco a bordo ou na prainha da ilha (o que costuma reunir famílias de vários barcos), violão ao cair da noite, muita conversa com pessoas de mesmo interesse e uma paz que só quem já teve oportunidade de viver isso conhece.

Maremio ancorando.

Maremio ancorando.

Querida Família do Maremio (Carlos, Vitório e Roberta).

Querida Família do Maremio (Carlos, Vitório e Roberta).

Churrasco a bordo do Les Poissons, do querido Alex Furtado, é regra nos fins de semana.

Churrasco a bordo do Les Poissons, do querido Alex Furtado, é regra nos fins de semana.

Alex saindo para velejar ao cair da tarde, com seus convidados. Olha a quantidade de botes amarrados na popa. E o Alexandre, do Trawler Maiô, entrando no seu inflável para juntar-se à turma.

Alex saindo para velejar ao cair da tarde, com seus convidados. Olha a quantidade de botes amarrados na popa. E o Alexandre, do Trawler Maiô, entrando no seu inflável para juntar-se à turma.

Em cada anoitecer, um novo visual.

Em cada anoitecer, um novo visual.

Nessa noite o som rolou no Trawler Maiô, de Alexandre e Gisele.

Nessa noite o som rolou no Trawler Maiô, de Alexandre e Gisele.

O outro lado da Cotia (lado oposto ao que se ancora e que se chega caminhando por uma pequena trilha) e onde acontece os churrascos comunitários.

O outro lado da Cotia (lado oposto ao que se ancora e que se chega caminhando por uma pequena trilha) e onde acontecem os churrascos comunitários.

Nesse dia rolou robalo assado na brasa.

Nesse dia rolou robalo assado na brasa.

As frutas que são guardadas na geladeira durante a noite, porque os morcegos as adoram, especialmente a banana ouro.

As frutas que são guardadas na geladeira durante a noite, porque os morcegos as adoram, especialmente a banana ouro.

Amanheceu outro dia lindo e a noite foi de cinema, tranquila, parada, como se o barco estivesse em terra.
Todas as noites, Vivi e eu ficamos no cock pit tocando violão esperando a hora de ir dormir. Digo esperando, porque logo que anoitece a vontade de ir para a cama é enorme, porque a gente brinca o dia todo, feito criança, e, como tal, tem sono logo que anoitece.
Vamos passear de Chico Só. Circulamos por todos os arredores. Que coisa linda!
Hoje a Cotia está cheia de veleiros e lanchas, como de costume nos fins de semana. Não é mais só nossa, contudo é bom ter companhia, especialmente como essas. Nada têm a ver com o nosso Tinguá (Governador Celso Ramos) ou Caixa D’Aço (Porto Belo), onde a paz nos finais de semana se transforma numa verdadeira muvuca, gerada pelo som alto e de extremo mau gosto de algumas embarcações, sem contar as periguetes rebolando de forma inescrupulosa sobre as proas, enquanto seus “proprietários” se embriagam e babam ostentando o que provavelmente não têm. Aqui a paz não se modifica.
Esperamos a maré estar bem cheia e voltamos para a marina depois do almoço, com o tempo já virado, nublado, vento sul soprando ainda de leve. Felizes como sempre, ou mais.

Prainha da Ilha da Cotia - onde sempre vamos de botinho.

Prainha da Ilha da Cotia – onde sempre vamos de botinho.

Ancorar Certo ou Não

Outro dia de sol.
Alex passa navegando por nós e diz estar indo a Paraty Mirim buscar uns amigos para passar o dia a bordo e nos convida para um churrasco no Le Poisson.
Enquanto ainda estamos no Bubi, o Seu Miguel, do Barco Bar, vem e nos traz uma porção de camarões ao alho e óleo – “de brinde, para essa família que sempre nos prestigia” – diz ele todo faceiro. Todas as sextas, sábados e domingos o Barco Bar ancora lá pertinho da praia e o Seu Miguel sai remando em sua canoa de um pau só, visitando todas as embarcações aqui ancoradas, oferecendo suas delícias: camarões brancos enormes, peixe frito, pastéis, hambúrguer, arroz, feijão, salada, etc. A gente faz o pedido pessoalmente ou pelo Canal 68 e ele entrega a comida numa apresentação de fazer inveja a muitos restaurantes metidos à besta.
O Alex volta com seus convidados e vamos para o churrasco. Passamos um dia maravilhoso com ele e seus amigos, mas não levamos a câmera e não pudemos registrar.
Quando anoiteceu, duas lanchas de 60 pés amadrinhadas e ancoradas muito próximas a nós (com a popa também fixada em outra âncora), quase colidiram com o Bubi quando ele rodou acompanhando o vento. Nossa popa passou raspando em suas proas e ficamos preocupadas, inclusive, de enroscar a quilha do Bubi em suas correntes. E nós já estávamos ali há dois dias quando eles chegaram. Dizer que é coisa de lancheiro pode parecer preconceito, mas é uma situação bem comum – além de escolherem mal o lugar onde vão largar a âncora, eles prendem a popa (nunca entendi a necessidade dessa manobra) em outra âncora, de forma que a lancha não acompanhe o movimento do mar e do vento. Só para o barco não rodar?! Para ficar olhando (ou se mostrando) sempre para o mesmo lado? Só pode ser isso!
Ficamos Vivi e eu no cock-pit observando o movimento do Bubi e pensando o que íamos fazer. Passamos e voltamos umas três vezes pela proa das lanchas, até que dois marinheiros apareceram sobre o convés e observaram quão próximos estávamos. Vivi lhes falou: “amigos, vocês não acham que ancoraram muito perto de nós?”. E eles responderam – “a senhora não se preocupe, daqui a pouco vamos embora” – e foram, às 22 horas, para nosso alívio.

Barco Bar do querido Seu Miguel

Barco Bar do querido Seu Miguel

As lanchas perigosamente ancoradas e "fixas" não acompanhando o vento.

As lanchas perigosamente ancoradas e “fixas” não acompanhando o vento e a corrente.

Cotia

Amanheceu outro dia lindo e parece que estamos no seco, tamanha a calma da água onde boiamos. A cigarra canta incansavelmente, que fôlego!
Quando o barco rodou durante a noite, ficamos com a impressão de que ancoramos muito próximas de terra. Ficamos um pouco intranquilas. É que nosso primeiro veleiro (Belisa) calava só 1,45m e o segundo (Bubi) 1,75m. O Bubi atual, que carinhosamente chamamos de Bubão, cala 2,10m. E não tínhamos motor de popa no nosso bote inflável, de forma que sempre parávamos o mais próximas da praia possível, nos guiando somente pela profundidade da água. E foi aí que nos acostumamos mal! Acontece que nessa região da baía de Paraty e de Angra dos Reis, mesmo bem próximo de terra, a profundidade é de 4 ou 5 metros. Assim, já combinamos, vamos ancorar um pouco mais distantes de terra das próximas vezes. Afinal, o nosso Chico Só (botinho) é provido de motor de popa e não precisamos remar.
Recebemos a visita do Alex (veleiro Le Poisson, que ancorou aqui próximo a nós) – escritor e velejador que já morou durante quinze anos no Caribe, a bordo. Grande figura, conversador e contador de muita prosa.
E está muito bom aqui. O Herbie Hancock que nos perdoe, mas vamos deixar para uma próxima vez. Em nossa casa, continuaremos a tocar bateria com suas músicas de fundo, que amamos.

Le Poisson - do Alex - novo e querido amigo.

Le Poisson – do Alex – novo e querido amigo.

Carré Suíno e Linguiças (Casa Santa Luzia, de Sampa) que Vivi assou magistralmente para nós

Carré Suíno e Linguiças (Casa Santa Luzia, de Sampa) que Vivi assou magistralmente para nós

Olha a nossa bateria, lá no fundo.

Olha a nossa bateria, lá no fundo. Adoramos tocar Cantaloop Island, do Herbie Hancock, com ele ao fundo no piano (no DVD).