No dia dois de outubro recebemos duas notícias boas e empolgantes:
– um telefonema da Associação Médica Catarinense, nos convidando para escrever um capítulo no Manual de Clínica Médica, a ser publicado no próximo ano;
– um telefonema da Graziela e Alvim (veleiro Caracol – um Beneteau de 54 pés) nos convidando para levarmos juntos o seu barco até o Caribe, saindo de Fortaleza, onde aquele veleiro deve estar no final de outubro.
O primeiro convite aceitamos de imediato, o segundo recusamos. Depois, já noite, degustando um vinho tinto no cock-pit do Bubi, conversando sobre o assunto Caracol e Caribe, ficamos repensando: por que não?! Afinal, poderia ser uma nova experiência e um novo aprendizado. Sempre imaginamos que iríamos para o Caribe velejando no Bubi; mas por que não em outro veleiro e com pessoas mais experientes do que nós? Aprenderíamos o caminho das pedras (ou das águas) e depois o repetiríamos, se fosse o caso.
Vivi pegou o telefone e ligou para a Graziela:
– o convite é para valer?
– é óbvio que sim – respondeu Grazi
– então estaremos em Fortaleza no dia da partida (
E assim, temos que rumar para Floripa para renovar nossos passaportes que estão vencidos há dois anos, pois aqui não conseguiríamos renová-los a tempo, segundo contatos telefônicos que fizemos com a Polícia Federal de Angra dos Reis.
Programamos a viagem para depois de amanhã e vamos de carro, porque estamos com o freezer e a geladeira repletos de coisas perecíveis, que podemos levar preservados no gelo.
No dia programado, acordamos às seis horas da manhã e para nosso desconsolo, chovia canivetes. Voltamos para a cama até às 10 horas da manhã, quando a chuva parecia dar uma trégua. Desembarcamos nossas coisas, que já estavam todas organizadas e são 11 horas da manhã quando estamos deixando a marina, rumo à Floripa, onde chegamos às 24 horas.
O apartamento todo arrumado, como se houvesse alguém morando nele (coisas da nossa “Fada Madrinha” Pequena – a fiel guardiã de nossas coisas em Floripa).
Amanheceu um dia lindo de sol e, quando olhamos pela janela, vemos inúmeros veleiros chegando à baía norte. Imaginamos: vai haver regata, porque não é normal tantos veleiros aqui. Regata Mormai, que acontece todos os anos, com percurso de Floripa à Bombinhas, no município de Porto Belo. A cena é linda e a largada é dada com os veleiros já armando a vela balão, porque o vento é de sudeste.
Isso parece um presente – acordar e ver a baía norte com esse visual, cheia de veleiros.

Veleiros aguardando a largada. Capturei o reflexo dos veleiros no vidro da janela do nosso apartamento, criando essa imagem invertida na foto.

Largada da Regata Mormai. Deu até saudades do tempo que fazíamos regata. Mas agora só queremos saber de cruzeiro.