Em Floripa

Aqui estamos, matando as saudades de casa, dos amigos, da família, do nosso mar, e da Mãe Maria.

Iate Clube Veleiros da Ilha  - Sede Oceânica em Jurerê

Iate Clube Veleiros da Ilha – Sede Oceânica em Jurerê

Mãe Maria - 90 anos completos e muita lucidez.

Mãe Maria – 90 anos completos e muita lucidez.

É uma felicidade poder abraçá-la.

É uma felicidade poder abraçá-la.

Festival do Camarão

Nosso guincho elétrico finalmente foi consertado. Depois de vários bolos dos eletricistas que ficavam de vir arrumá-lo, o Eugênio (que faz a pós venda da Beneteau) soube do problema e resolveu-o facilmente hoje. É um querido esse nosso amigo. Mas esses dias todos no trapiche não foram nem um pouco monótonos.
Em plena quinta feira, fizemos happy hour na hora do almoço com Ideli e Herman (Oceanware), depois eles almoçaram uma feijoada conosco a bordo do Bubi; no final da tarde Alê e Bia (Black Swan), Roberta e Vito (Maremio) nos visitaram e curtiram caldinho de feijão e, para encerrar o dia, comida mexicana a bordo do Oceanware. Estava uma delícia, mas cadê fome para tanta comida?
No dia seguinte assamos uma picanha e toda aquela comida mexicana maravilhosa foi servida de entrada, fazendo a picanha ser relegada a um segundo plano.
Mas hoje é dia primeiro de junho e dia do Festival do Camarão, que acontece na Ilha do Araújo. O defeso desse crustáceo terminou ontem e hoje já tem festa para apreciá-lo. Estamos com tudo preparado para navegar com o Bubi, quando o Herman nos chama no trapiche e diz: – por que não vamos num barco só, no Oceanware, para a gente dar uma velejada antes de ancorar na ilha. E assim fizemos. Foi uma velejada de cinema, com os dois panos em cima, num Beneteau de 50 pés.

A Vivi não largou a rode de leme, empolgada com a velejada.

A Vivi não largou a rode de leme, empolgada com a velejada.

Festa do Camarão e Receitas 012

Chegando à Ilha do Araújo

Chegando à Ilha do Araújo

Festa do Camarão e Receitas 026

O povo chegando e partindo da Ilha, em barcos fretados.

As pessoas chegando e partindo da Ilha, em barcos fretados.

Só alegria!

Só alegria!

Festival Internacional de Jazz de Paraty

O Festival Internacional de Jazz* Blues*R&S*Soul, aconteceu no último final de semana de maio, em Paraty. É uma festa realmente incrível, que transforma a pacata Paraty numa cidade movimentada, agitada e cheia de energia musical. Em qualquer esquina você escuta música ao vivo, que vem de todos os lados, de todos os restaurantes (que são centenas), das calçadas, enfim, música e mais música enchendo nossos corações e nossas almas de contentamento.
Choveu muito forte todos os dias à noite. Mas o povo não arredu pé, turistas de várias partes do mundo e os nativos não estavam nem aí para a água que caía do céu, porque todos queriam curtir a música que vinha da terra inspirada no universo.
Os palcos do festival, em número de dois, montados ao ar livre, abrigaram nomes como Stanley Clarke, Raul de Souza, Serial Funkers, Ed Motta, Incognito (grupo britânico que nos levou para os anos 70), Carlos Barbosa Lima, John Wesley, Paulo Meyer, Alissa Sanders, Martinália, Germaine Bazzle, etc.
Nossos queridos amigos de Ilha Bela, Mônica e Josué, alugaram uma casa no centro histórico de Paraty e lá também rolou muita música ao vivo, coisa de gente grande. Algumas pessoas que passavam na rua e ouviam a música, paravam para olhar e Mônica logo as convidava a entrar. E num desses convites, chegou um gaitista de boca que nos encantou com seus recursos musicais e animação.
E no domingo, também fizemos muita música a bordo do Bubi, nós e a Turma da Mônica (não a Mônica do Cebolinha, nossa amiga de Ilha Bela).
Festival Jazz Paraty 2013 002
Festival Jazz Paraty 2013 009
Festival Jazz Paraty 2013 018

Na casa da Mônica - músicos que passavam na calçada e se integravam ao som. Irresistível!

Na casa da Mônica – músicos que passavam na calçada e se integravam ao som. Irresistível!

Fazendo música a bodo do Bubi

Fazendo música a bodo do Bubi

musica

A Turma da Mônica – queridos amigos.

Em Paraty

Chegamos da Ilha Grande e agora as tarefas rotineiras, enquanto no trapiche da marina. Limpamos o Bubi por dentro e o Carlos (marinheiro) dá aquela escovada no convés, encera o costado, etc. O Bubi está lindão novamente. Mandamos roupas para a lavanderia, vamos ao supermercado, cozinho um novo feijão para a Chimbica (vulgo Vivi) e vamos em busca da peça (guia do guincho da âncora), que encontramos na loja Regata – uma pecinha de plástico, rela, R$ 244,00 (pode?) – onde nos indicam quem pode trocá-la. Fazemos contato telefônico com a pessoa indicada, que nos informa que só poderá nos atender na quarta feira da semana que vem. O que fazer, senão esperar?
Depois de dois dias na marina, previsão de chuva forte e ventos de sudoeste que devem durar três dias. Baixamos as lonas laterais do Bubi, recolhemos as almofadas, demos uma caçada nos cabos da proa – preparadas para a chuva e o vento. É gostoso. Vemos um bom filme – Os Intocáveis – muito, muito bom, bem escrito, bem dirigido.
No fim de semana vamos para a Festa do Divino no Centro Histórico – como toda festa desse tipo: muitas pessoas circulando, barracas vendendo todo tipo de bugiganga, etc.
No sábado à noite nossos amigos vêm jantar conosco a bordo do Bubi – Herman e Ideli (veleiro Oceanware) e Bia e Alexandre (veleiro Black Swan). Foi uma noite encantadora, regada a bons vinhos e muita conversa interessante.
Chega a quarta feira seguinte e o Leandro (indicado pela loja Regata) não aparece para trocar a peça do guincho da âncora. Vivi lhe telefona novamente e ele afirma que virá na sexta feira – mas também não aparece nem dá satisfação.
Neste fim de semana acontece o Festival Internacional de Jazz * Blues * R&B * Soul. A Vivi está empolgadíssima e esperando pelo evento durante toda a semana. Nunca vi gostar tanto de música.

Olha onde foi parar a Comandante - saiu da roda de leme e foi lavar roupas que não mandamos para a lavanderia, como panos de prato, por exemplo.

Olha onde foi parar a Comandante – saiu da roda de leme e foi lavar roupas que não costumamos mandar para a lavanderia, como panos de prato, por exemplo.

 

Ilha Grande, 13 de Maio de 2013.

São 9:55h quando estamos saindo de Ubatubinha, rumo à Paraty. Como falei, temos que antecipar nossa volta, porque temos que arrumar o guincho da âncora.
Depois da Ponta Grossa do Sítio Forte, 275º na bússola do GPS e 279º na Agulha (parece que o desvio magnético da nossa bússola analógica é de 4º).
Vento zero, motor a 2.600 giros, vagas de SE, velocidade 7,3 nós e quando o Bubi surfa chega aos 8,1 nós. Navegada gostosa.
Iogurte e ovos quentes preparados pela Vivi. Uma delícia.
Chegamos à marina três horas e vinte e cinco minutos depois da partida da Ilha Grande e, no trapiche nos esperando, para nossa alegria, Roberta e Vito (veleiro Maremio) – “corre, corre mãe, vamos ver a Vivi e a Rubia estacionar” – bradava o pequeno Vito enquanto corria pelo trapiche. Depois chegou Carlos, maridão e pai do Vito. Eles estavam na Ilha da Cotia, nesse fim de semana. Pena não termos nos encontrado antes, para curtirmos juntos o fim de semana.

Voltando para "casa".  Lá longe a Ponta da Joatinga.

Voltando para “casa”. Lá longe a Ponta da Joatinga.

Quase em "casa".

Quase em “casa”.

 

Ilha Grande, 12 de Maio de 2013.

Vamos sair para navegar nesse dia esplêndido de sol e mar azul.
Vivi vai costeando todo o Sítio Forte para conhecermos as pequenas enseadas da região. Muito lindo. Depois vamos em direção à Lagoa Azul, onde ainda não fomos dessa vez. Jogamos a âncora, baixamos o inflável e vamos visitar o Ancorauê – Dom e Lelê nos convidaram para beber um champanhe a bordo do Ancorauê. Mas, sugiro que a gente navegue para a Lagoa Verde, porque nunca fomos a essa localidade e estamos curiosas para conhecê-la.
Voltamos ao Bubi e navegamos para a Lagoa Verde, onde o mar é realmente magnífico, verde e transparente, entre montanhas da Ilha Grande e a Ilha Longa.
Quando baixamos a âncora, percebemos um ruído estridente e alto que o guincho emite, quando a recolhemos também. Examinando com mais cuidado, observo que o guia da corrente esta quebrado, na verdade ele nem está mais ali, deve estar lá embaixo misturado à corrente recolhida. Que chateação, porque não sabemos se vamos encontrar tal peça para trocar. Enfim, só quando voltarmos à Paraty, vamos pensar no assunto, mas, vamos ter que antecipar nossa volta.
Ao anoitecer, estamos colocando o Bubi na poita, em Ubatubinha, e vamos a bordo do Ancorauê até a Tapera para jantar no restaurante da Telma. Não podemos correr o risco de baixar a âncora e não conseguir recolhê-la depois, devido ao problema no guincho (e recolher no muque, só Deus sabe se conseguiríamos; as moças “tão véias”).
Na Telma, encontramos com outros velejadores, dois casais, do Bracuhy (não anotei o nome do veleiro, agora esqueci). Foi uma cena engraçada, quando um deles pergunta-nos se estávamos na Lagoa Azul pela manhã. Respondemos que sim, ao que a esposa de um deles comentou: “ah, que mau exemplo dás, varrendo o convés do barco e, não satisfeita, lavando o costado… Nossos maridos ficaram nos provocando e dizendo – estão vendo, mulher a bordo tem que ser assim.” Caímos na gargalhada, todos. Explico: todos os dias, pela manhã, espero o sereno sobre o convés secar e depois o varro, porque descobri que assim o barco mantém-se limpo, sem aquela poeirinha preta que suja tudo quando pisamos com os pés molhados. Como saímos de Ubatubinha e o barco ainda estava úmido do sereno da noite, só pude varrê-lo quando já estávamos na Lagoa Azul, para a infelicidade daquelas esposas, que não querem saber de limpar barco. E não lavei o costado, como disseram, apenas joguei água do mar na plataforma da popa, ancorada na escada e com as mãos, para tirar aquela sujeirinha que se acomoda ali. Mas foi divertido!

As várias paisagens do Sítio Forte, durante nossa navegada

As várias paisagens do Sítio Forte, durante nossa navegada

Ilha Grande Maio 2013 062

Ilha Grande Maio 2013 063

Ilha Grande Maio 2013 064

Ilha Grande Maio 2013 066

Chegando à Lagoa Verde.

Chegando à Lagoa Verde.

Dentro da Lagoa Verde.

Dentro da Lagoa Verde.

 

 

Ilha Grande, 11 de Maio de 2013.

Dia lindo de sol, depois de uma noite calma e estrelada.
Sardinha frita no bar do Lelé, banho de mar, depois banho de água doce que desce das montanhas, sopinha de feijão a bordo do Bubi, quando o sol se põe às 16 horas (o sol se esconde atrás da montanha muito cedo nessa época do ano, aqui em Ubatubinha).
Ao entardecer, vários veleiros e lanchas chegam para pernoitar nesse abrigo, porque hoje é sábado. Entre eles o nosso já amigo Felipe (veleiro Verona), hoje acompanhado de sua esposa, Bia, sua filhinha, Luiza, e a sempre companheira Maruja (cachorrinha).

Quando íamos entrar no Chico Só, tinha um allien visitando-o.

Quando íamos entrar no Chico Só, tinha um allien visitando-o.

 

E no mar essa linda medusa.

E no mar essa linda medusa, com quase 30 cm de diâmetro – nunca tínhamos visto uma tão grande e nem dessa cor. 

Ilha Grande, 10 de maio de 2013.

Olhamos o marcador de diesel (mangueira instalada verticalmente ao longo e por fora do tanque) e parece-nos que está cerca de meio tanque, mas não temos certeza. Então, resolvemos dar um pulo na Verolme para abastecer. Assim, aproveitamos para despachar o nosso lixo, comprar cigarros, cerveja e pão.
São 9:20h quando saímos de Ubatubinha e uma hora depois estamos no pier da Verolme. Abastecemos de diesel (123, completando os 200 litros do tanque; hora atual do motor 401h, autonomia até 440 horas) e completamos o tanque de água – já estamos há uma semana na Ilha Grande e ainda não gastamos um tanque de água (temos três deles, totalizando 1.100 litros). Essa fartura de água é muito bom.
São 13 horas e já estamos de volta ao Sítio Forte.

Veleiro Ancorauê (anchor away aportuguesado e com um toque indígena, segundo o Donald)

Veleiro Ancorauê (anchor away aportuguesado e com um toque indígena, segundo o Donald, seu proprietário).