Carnamar 2013 ICVI

Carnamar 2013 do Iate Clube Veleiros da Ilha

Neste ano o Carnamar, desfile de barcos que acontece todos os anos no carnaval, promovido pelo nosso Iate Clube, foi um fracasso. Pouquíssimos barcos participaram do evento. A Comodoria deve refletir sobre o fato, afinal, sua função primordial é atender aos anseios dos associados.

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Cláudia e Celso – nossos anfitriões nesse passeio.

Curtindo os “Netos”

Hoje estamos em Floripa e semana que vem estaremos em Blumenau, para comemorar as 90 primaveras de Mãe Maria. Minha tutora querida, minha primeira mestra, a grande guerreira que superou todas as dificuldades que a vida lhe impôs, graças a quem eu hoje sou o que sou – alguém que busca, acima de tudo, a dignidade, instruída por seus ensinamentos.
E aqui estando, uma alegria a mais: curtir os novos sobrinhos netos. É, já somos avós. E faz tempo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Queremos, como Mãe Maria, aos 88 anos nessa foto, estar a bordo do Bubi.
foto (65) Arthur e Eduardo Reblin (sobrinhos netos)
foto (67) Benjamin Grankow (sobrinho neto)
foto (68) Julia Ribeiro (sobrinha neta)

 

Bubi no “Salão de Beleza”

Bubi indo para terra na Marina porto Imperial

Bubi indo para terra na Marina Porto Imperial

Nessa primeira semana fevereiro o Bubi está em terra para trocar a tinta antincrustante do fundo e ser submetido a um polimento geral. Vai ficar mais lindão ainda!

A água aquecida e cheia de vida do mar de Paraty encraca todo o barco.

A água aquecida e cheia de vida do mar de Paraty encraca todo o barco

Anodo que vai ser trocado. É tão caro subir o barco nessa Marina, que temos que aproveitar para fazer tudo.

Anodo que vai ser trocado. É tão caro subir o barco nessa Marina, que temos que aproveitar para fazer tudo.

 

Jantar no Mare Mio

Paraty, 23 de janeiro de 2013.
Todas as programações de velejar essa semana, outra vez, furaram, porque tem chovido todos os dias. Então, ficamos brincando de casinha. Esta semana fiz bacalhau num dia, feijoada no outro, frango ensopado (a Roberta e o Vitório – veleiro Mare Mio – jantaram conosco nesse dia). Assim os dias rolam, sem que se perceba, sem que se sinta monotonia, sem tristezas, enfim, sempre bons dias.
Hoje estamos arrumando tudo para amanhã viajarmos para Floripa e dessa vez vamos de carro, para levar de volta para casa terrestre uma série de coisas que trouxemos em excesso para bordo, como roupas, especialmente as de inverno.
Já desligamos o freezer e geladeira, para descongelarem e posteriormente serem limpos, já que quando viajamos deixamos toda a parte elétrica desligada, por segurança.
Hoje vamos jantar no Mare Mio (um lindo Beneteau de 45 pés) e levamos todos os perecíveis para a Roberta e Neila – tem bacalhau (que a Neila e Ricardo já experimentaram e adoraram), feijoadinha, frango ensopado, hambúrguer congelado (que eu mesma preparei), massa de pastel (que uso para fazer raviólis), palmito, azeitonas, etc. Os legumes e as uvas passas já demos para a Lucy – da traineira Sardinha – nossa amiga querida, com quem sempre passeamos de bote inflável até a prainha, para um banho de mar. Por falar em Lucy, noutro dia o Rufino, seu marido, nos presenteou com uma garoupa que ele mesmo pescou e preparamos um caldo – maravilha de peixe – saboreado até a última posta, incluindo a cabeça.
E a chuva continua caindo. Nossas roupas de tempo nunca foram tão usadas!

Vitório (Vito) navegando no Maremio

Vitório (Vito) navegando no Maremio

Jantando no Black Swan

Já na marina, a chuva continua caindo forte. Temos que nos arrumar para o jantar, isto é, tomar um banho doce e trocar o biquíni por um short. Jaqueta de tempo, porque a chuva não para de cair e lá vamos nós.
Ainda não conhecíamos o interior do Black Swan. É um lindo 45 pés, todo em madeira, num estilo bem clássico e confortável.
O Ricardo e a Neila também estavam presentes.
A Bia serviu frango ao vinho tinto, acompanhado de massa e vagens cozidas; o Alexandre nos brindou com ótimos vinhos.
O jantar estava delicioso e a noite foi muito agradável.
Amanhã pretendemos sair para velejar e vamos dormir numa das ilhas da região.

Alexandre e Bia (grande cheff)

Alexandre e Bia (grande cheff).

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Ilha do Cedro

Ilha do Cedro, 19 de janeiro de 2013.
Finalmente amanheceu um dia lindo de sol, conforme previa a metereologia. Tudo programado, vamos sair para velejar, mas temos que retornar à marina, porque temos compromisso para o jantar – fomos convidadas pelo Alexandre e Bia, que estão de volta, para jantar a bordo do Black Swan. Isso já está marcado há duas semanas, quando eles retornaram a São Paulo, depois da virada de ano. O Black Swan mora num trapiche aqui da marina, mas eles não, eles vão e vêm sempre que podem.
São 11h e 50min quando saímos da marina, ventinho nordeste de 12 nós e as duas velas içadas nos proporcionam aquela velejada tão esperada e gostosa. Mas, dura pouco, pois uma hora depois o vento merrecou para menos de quatro nós, nos obrigando a ligar o motor. Estamos com rumo na ilha dos Cedros, onde chegamos às 14h e 15min.
Um belo banho de mar e baixamos o bote, indo direto ao Bar do Nelson, na expectativa de comer aquele peixe gostoso. Mas foi uma decepção, nada a ver com aquela garoupa fresquíssima que saboreamos da outra vez que aqui estivemos. Antes tivesse comido a sobra do caldo de garoupa que fiz ontem e que estava maravilhoso.
No céu as nuvens escuras se instalaram, outra vez, e quando estamos retornando ao Bubi a chuva já está caindo. Ainda assim não resisto a um banho de mar antes de partir.
A chuva desaba forte e fazemos toda a navegada a motor e nos guiando pelo GPS, porque a visibilidade é quase zero. Mas ainda assim é poético. Navegar é sempre bom!

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A ida.

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Vivi em êxtase!

A volta.

A volta.

Paraty na Temporada

Durante a temporada Paraty não é mais uma cidade encantada! Aliás, como em todas as cidades turísticas do Brasil, estimula-se a vinda das pessoas, mas a infraestrutura não acompanha o crescimento populacional. E o caos se estabelece – supermercados, que já são precários durante o ano, tornam-se desabastecidos; as lavanderias, que pegam e entregam suas roupas no mesmo dia, as recusam; o caixa eletrônico não tem dinheiro para sacar; chove demais, quando não o dia todo, trovoadas intensas acompanhadas de ventos fortes e relâmpagos no final da tarde, que fazem cair a energia elétrica do trapiche. E o calor! Quarenta graus centígrados, com sensação térmica de quase cinquenta – foi o que noticiaram no jornal televisivo. A água do trapiche para abastecer os tanques do barco vem fervendo e com cheiro de mofo. Só depois de clorada dentro do próprio tanque é que o odor melhora.
Mais da metade do mês de janeiro se passou e desde que voltamos da Ilha Grande ainda não amanheceu um dia convidativo para navegar. Nos últimos dias choveu tanto que a água que nos cerca, antes límpida e cheia de vida, está escura, cor de ocre, lembrando um rio.
Na semana que vem vamos subir o Bubi, na Marina Porto Imperial, para trocar a pintura envenenada do fundo e polir todo o barco. Então vamos para Floripa e só retornamos depois de fevereiro, quando a temporada passar e o lugar encantado voltar.

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Que delícia!!!!!!!

 

Correndo da chuva

Ilha Grande, 02 de janeiro de 2013.
Amanheceu um dia fosco, nublado, nuvens pesadas lá no continente. O inversor apita, observo as baterias e vejo que as de serviço estão baixas, porque ficamos durante todas aquelas horas com todos os instrumentos ligados e hoje o sol não chegou às placas solares para carrega-las. Digo para a Vivi que precisamos ligar o motor e ela sugere que retornemos à Paraty, para a marina, porque a cara do tempo é de chuva, muita chuva.
Fazemos uma navegada gostosa, com a grande em cima e o motor acionado, vento de sudoeste, velocidade acima de sete nós, três horas e meia até a marina.
Foi a decisão mais acertada, porque tão logo chegamos a chuva desabou e desabou e desabou vários dias seguidos.

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Pampeiro durante a noite.

Ilha Grande (Abraão), 01 de janeiro de 2013.

Amanheceu um lindo dia de sol. Tomamos café e fomos com o inflável conhecer a comunidade local. É uma grande vila, com vários restaurantes e pousadas. Turistas de todas as partes, trazidos de terra por grandes catamarãs motorizados que aportam no cais público naquela localidade da Ilha Grande.
O sol estava de rachar de forma a inibir longas caminhadas. Paramos num restaurante – Pé na Areia – música ao vivo (Mauro e seu violão) de primeira e uma boa comida com preço honesto (o que nem sempre acontece por essas bandas).
Retornamos ao Bubi e navegamos de volta para a enseada do Sítio Forte.
Ao anoitecer o tempo deu sinais que iria mudar. Nuvens carregadas se instalaram no horizonte e as estrelas não apareceram. Por volta das vinte e duas horas, o vento soprou de sudoeste com intensidade de 25 nós nas rajadas e a chuva forte caiu do céu com todo o seu esplendor noturno. Vários veleiros desgarraram de suas âncoras, por vezes parecendo que iriam colidir com o nosso. Ficamos no cock-pit o tempo todo e, lá pelas tantas, resolvemos ligar o motor, para qualquer eventualidade. Vimos também muitos veleiros chegando durante aquela tormenta, certamente vindo de outros lugares com menos abrigo, buscando jogar a âncora, mas a situação era caótica naquele momento e alguns ficaram apenas circulando. Nossa luz de fundeio está queimada e ficamos com lanternas nas mãos para que os outros veleiros pudessem perceber a nossa presença. Depois lembramos que poderíamos ligar as luzes de navegação, pelo menos seríamos vistos e ninguém colidiria conosco. As rajadas de vento zuniam na capotaria do Bubi, parecendo que iriam arrancá-la a qualquer momento. Eu rezei e pedi às forças da natureza que poupassem a nossa âncora, que ela não soltasse do fundo. Quase fora da baía havia um iate de duzentos pés, com helicóptero pousado na popa, cuja âncora também desgarrou. Dois catamarãs próximos a nós também desgarraram e um veleiro de trinta pés desgarrou, passou bem próximo ao nosso costado e prendeu na corrente de um delta 36 ancorado um pouco mais adiante.
Isso durou até as vinte e quatro horas, quando o vento amainou e só a chuva ficou refrescando a noite. Duas horas de pura preocupação.

Serginho - grande companheiro.

Serginho – grande companheiro.