Floripa, 16/17/18/19/20/21 de fevereiro de 2012.
É quinta feira, dia de sol, vento NE soprando gostoso (20 nós), mar bastante mexido e estamos rumando para o Tinguá para dormir naquelas águas tranquilas e abrigadas desse vento.
Ontem compramos um bote novo (Flex Boat 2,40) com um motor de popa (5 HP) e vamos inaugurá-lo. Era o sonho de momento da Vivi, então, enquanto ela imaginava que havíamos ido até a loja para ver orçamentos, fechei negócio e presenteei-lhe. Ele está ali, pendurado no turco, bem amarrado para não balançar durante a navegada.
Está entardecendo e as gaivotas preparam-se para o merecido repouso, depois de um dia inteiro circulando em volta dos barcos em busca de comida.
Algumas já estão pousadas na linda Mata Atlântica que circunda essas águas, enfeitando-a de branco. Aqui de longe, parecem algodão no meio daquele verde, ou flocos de neve, iguais aos que vemos em fotos dos países nórdicos. Mas outras, ainda voam próximas às árvores, curtindo o por de sol, até que a escuridão da noite se completa. Parece que velejam no céu, com suas asas inclinando de um lado ao outro, utilizando a mesma aerodinâmica que imitamos ao velejar.
Ligamos para a Sany, minha irmã que mora em Blumenau e a convidamos com sua filha Carol e o genro Max para vir navegar conosco, já que os pais do Max têm casa de veraneio ali em Governador Celso Ramos (praia da Armação) e poderemos busca-los na praia com nosso bote inflável.
A noite está linda e inspiradora para um violão no cock-pit, onde ficamos fazendo música até à uma hora da madrugada.
A noite foi agradável e amanheceu um dia lindo de sol. Tomamos um belo café da manhã, como de praxe, e fomos até a praia jogar frescobol. Inauguramos o bote novo – muito legal, com fundo de fibra, mais conforto para embarcar e desembarcar.
As lanchas começam a chegar, aos montes. Digo para a Vivi: prefiro os nossos lancheiros, aos do Caixa D’Áço – aqueles são mais barulhentos e menos educados em relação às regras de velocidade na chegada a um atracadouro.
No final da tarde o Talismã – um Thor 42 igual ao nosso – chega com nossos amigos Cocau e Ione. Vamos visita-los e eles nos presenteiam com uma capa para o nosso bote (que era muito pequena para o deles) e um lampião com LED, gracioso e moderno.
Sábado amanheceu outro dia lindo. Quando acordo, observo que o Talismã não está mais aqui.
A Rô (Catamarã/Livre) e o Marcello (Delta 36/Split) telefonam dizendo que estão vindo para o fim de semana. Eles chegam logo depois do meio dia e passamos o dia no Livre, fazendo churrasco, tomando cerveja e muitos banhos de mar. A Rô veio sozinha e o Marcello com o Arthur, seu filhote de cinco anos.
Para o jantar, preparo um risoto e jantamos todos juntos. O Marcello e o Arthur vão dormir no Livre, para a Rô não ficar sozinha.
Domingo acordamos e vamos até a praia jogar frescobol e esperar pela família. Sany, Max e Carol chegam.
O Marcello trouxe uma peça de bacalhau e eu outra. Eu os preparei no Livre, já que a turma hoje estava grande. Passamos outro dia maravilhoso, regado a espumantes, cerveja, sol e banhos de mar.
No final do dia nossos convidados desembarcam, mas voltam amanhã para irmos velejar. O Marcello e o Arthur voltaram para o centro com o Split.
Segunda de carnaval e vamos para o Iate Clube de Jurerê para participar do passeio de barco organizado para a ocasião – Carnamar. Vamos todos no Bubi. A festa é bonita e encerrada com um comidão no Clube.
A Rô comprou um Jet Sky e ele foi entregue hoje. Ela o reboca até o Tinguá, para onde retornamos no final do dia.
Minha família desembarca, porque voltam para Blumenau ainda hoje.
Preparo um jantar – talharim ao molho de alho porró e queijos – e convidamos Cocau, Ione e Rô para jantarem conosco.
Já são mais de meia noite quando eles vão retornar aos seus barcos, e a Rô se oferece para leva-los no seu Jet Sky. Os três embarcam, enquanto seguro o cabo do Jet. No momento em que vou passar o cabo para a Rô, os três fazem movimento em direção a minha mão para pegá-lo e, não deu outra, o Jet rolou e todos foram para a água. A cena foi muito engraçada, rimos tanto que eu tive aquilo que chamo de “pancreatite muscular” – uma dor intensa atravessada na região do epigástrio, que se torna quase insuportável na medida em que você não consegue parar de rir. A Ione feito um pinto molhado só dizia: “ai, eu de banho tomado, já tinha lavado o cabelo com shampoo, creme e tudo, ai!”. Coisa de quem está no mar. Faz parte.
Amanheceu outro dia estupendo! Combinamos que vamos velejar no Livre, que precisa ter suas velas abertas, porque a Rô só sabe navegar a motor e as velas estão ficando mofadas.
Vamos até o clube em Jurerê para deixar o Bubi e o Talismã em suas poitas, por questões de segurança e embarcamos no Livre. Içamos as duas velas e passamos todo o dia velejando – das nove horas da manhã, até às 19 horas, quando o dia findava – Ponta das Canas, Ilha do Arvoredo, Zimbros, Praia do Cardoso, Praia da Tainha, e de volta a Jurerê. Não paramos nem para almoçar; comemos a sobra do bacalhau que estava na geladeira e aqueles diversos petiscos que se leva para bordo. O vento, no período da tarde, soprou até 22 nós. Os panos todos em cima, o mar com vagas bem altas, e o catamarã nem aí! É um barco muito confortável que navega muito bem com vento a favor. No contra vento é lento e orça muito pouco, mas não perde o conforto.
Esqueci-me de levar a câmera (ficou no Bubi) para registrar esse passeio, mas a Ione fotografou com seu celular – oportunamente postarei as fotos.






































