CRUZEIRO DE NAVIO – Dia 7

Recife, 23 de março de 2017

Amanhecemos em Recife.
Resolvemos desembarcar e fizemos um tour pela cidade, de micro-ônibus. Fomos à Olinda – histórica – tombada como patrimônio da humanidade. Meu Deus! – o que é isso? – não existe conservação alguma nos prédios históricos que deveriam preservar a memória e a história dos nossos passados dias. É um vergonha levar turistas para visitar isso, a menos que seja para mostrar a miséria e o descaso das autoridades públicas com o nosso país.
Ao final do tour, Vivi perguntou ao nosso guia: “e agora, o que tens de bonito para mostrar?”
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CRUZEIRO DE NAVIO – Parte 5

Salvador, 21 de março de 2017

Amanhecemos em Salvador. Navio abastecendo de diesel. Área de fumantes interditada, café da manhã meio tumultuado, porque desativaram algumas áreas. Mas, tudo bem, apenas um detalhe nestes que estão sendo dias maravilhosos.
Fomos em terra pela primeira vez desde que embarcamos. Vivi queria me mostrar o Mercado Modelo – modelo não sei do que?!?!
Fiquei distraída com um cigana me pedindo um cigarro que eu não queria lhe dar e, quando me dei conta, Vivi estava sendo roubada por outra cigana que lhe oferecia uma “reza-benção” para uma nota de cinquenta reais que Vivi, ingenuamente, havia lhe mostrado para ser benzida. A ladra estava com a nota em sua mão esquerda fechada, enquanto Vivi lhe pedia que a devolvesse. Perguntei: – o que está havendo? – e Vivi respondeu: – ela não quer devolver o meu dinheiro. Não tive dúvidas, segurei a ladra pelo punho com uma de minhas mãos e com a outra abri seus dedos cerrados sobre a nota de dinheiro e a arranquei com meu indicador, resgatando a cédula de cinquenta reais de suas mãos. Não satisfeita, bradei: ladra, ladra! E puxei Vivi para longe daquelas pilantras.
E Vivi não queria deixar suas correntes e relógio no cofre da nossa cabine, antes de irmos pra as ruas de Salvador; só o fez por insistência minha. Imagina!
Edwin, nossa amiga sul-africana, nos contou que encontrou um passageiro do navio com hematomas de face que havia sido assaltado no Mercado Modelo por ciganos, que lhe haviam roubado o relógio, uma corrente e a câmera de fotografia.
Mas, falando de coisas boas – nossa amiga Edwina saiu da África do Sul rumo a Dubai, depois São Paulo – Santos – embarcou no Costa Fascinosa – desembarca em Gênova – voa até Dubai e daí até África do Sul. Tudo isso só para fazer a travessia do oceano de navio. Legal!

Elevador Lacerda – inaugurado em 1873 – liga a Cidade Baixa e a Cidade Alta – em Salvador – Bahia


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CRUZEIRO DE NAVIO Parte 4

Ilhéus, 20 de março de 2017

Chegamos em Ilhéus hoje às 9:00h. Resolvemos não ir em terra. No Rio de Janeiro também não fomos. Insegurança? Talvez!
Nós moramos no Rio de Janeiro, cidade que adoramos até hoje, entre 1978 e 1981, quando fomos fazer residência médica depois de graduadas na escola de medicina.
Resolvemos ficar no navio e caminhamos por mais de uma hora, conhecendo lugares que ainda não tínhamos conhecido.
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CRUZEIRO DE NAVIO – Parte 3

Primeiro dia que estamos navegando durante o dia. Saímos do Rio de Janeiro ontem às 19:10h, navegamos toda a noite e hoje durante todo o dia, depois toda a noite, outra vez, e devemos chegar a Ilhéus às 9:00h de amanhã. Não vemos terra desde ontem, só mar e o infinito do céu que nele encosta lá no horizonte plano e retilíneo. O mar está baixo, tranquilo, sereno e lindo. Hoje já choveu pela manhã, já fez sol e agora anoitece.
Hoje conhecemos mais pessoas interessantes, de várias partes do mundo. Como diz a Vivi: “isso parece a Torre de Babel, cada um fala um idioma diferente”. Mas, é claro, todos se comunicam em inglês, com raras exceções (algumas pessoas só falam seu idioma e aí a coisa complica um pouco).

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Edwina – da África do Sul –

 

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Vera e Cláudio – de Santos

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Ana – do Rio,   Cecília – de Santos

 

CRUZEIRO DE NAVIO – Parte 2

Amanhecemos chegando ao Rio de Janeiro. Céu ainda nublado e o mar de um verde intenso acinzentado. Nosso camarote é à boreste, então não vemos terra, só mar. A ponte Rio-Niterói está lá adiante e às 8:30h atracamos no porto do Rio.
Depois do café da manhã, fomos circular e conhecer toda a área externa do navio, que é imensa e cheia de áreas de lazer. Queríamos ter ido até a ponte do comando do navio, mas, claro, para lá não há acesso de passageiros.
Depois, fomos para a popa do navio, deck nove (área de fumantes), onde reencontramos os amigos que fizemos ontem – Vera, Cláudio, Hussein, Carlos. Passamos a tarde comendo, bebendo e papeando.
São 16:30h, quando voltamos para a nossa cabine. Vivi foi dar uma cochilada.
Estou louca de vontade que o navio volte a navegar, o que deve acontecer às 19:00h.

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Às 19:10h o navio começa a manobrar para sair do píer – primeiro afasta-se todo, lateralmente, para depois acionar o hélice lateral da proa, o que o desloca lentamente até que faça um ângulo adequado e os motores possam ser acionados avante, completando os 180 graus que possibilitam o  seu retorno ao mar aberto.
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CRUZEIRO DE NAVIO – Parte 1

Floripa, 17 de março de 2017

Embarcamos em Floripa, num voo para São Paulo, onde chegamos às 12:25h. Havíamos contratado uma empresa chamada Transfer Garage, que nos levaria até o porto de Santos, onde chegamos às 14:45h – sem filas, depois de poucos processos administrativos, embarcamos no Costa Fascinosa e, às 15:30h já estávamos no nosso camarote. Mas, claro, pouco ficamos ali, e fomos tomar nossa primeira cerveja a bordo, comemorando nossa nova experiência: navegar de navio. Eram 15:45h e chovia torrencialmente quando chegamos à popa no deck nove (ou ponte nove, em italiano, já que o navio era italiano). Lá conhecemos vários passageiros brasileiros, num primeiro momento, e a conversa correu solta.
Só retornamos à cabine às 23:30h, depois do jantar, mesmo sem saber se nossas malas haviam sido entregues corretamente(porque você embarca sem suas malas, que serão entregues na porta de sua cabine). Pois bem, elas estavam lá esperando por nós.
O visual da varanda da nossa cabine é deslumbrante – a proa do navio levanta a água que se expande pra se chocar com o movimento natural do mar, criando uma espuma branca que se entremeia e se confunde com o verde água do oceano, numa fotografia que lembra um omento.
Confesso que tínhamos um enorme preconceito de viajar de navio. Hoje o perdemos. A sensação é boa, o oceano é lindo e não se ouve o motor, mas o bater da água no costado, emitindo aquele som característico que só quem navega conhece. E aqui esse som é intenso.
A chuva parou, são 24:00h, no céu posso ver algumas nuvens brancas que se assemelham às espumas do mar. Lá longe, quase distingo linha do horizonte junto ao mar e aquele som da água lambendo o costado do navio – imagine-se num costão de mar bravio colidindo contra as pedras – é essa a intensidade do som que se ouve na nossa varanda. É magnífico!img_0876

De Novo – Vendaval em Floripa

No último fim de semana a natureza mostrou, mais uma vez, que vem buscar troco cada vez mais. Não tenho lembrança de os ciclones serem tão frequentes como nos últimos tempos.

Bubi antes da tempestade


Bubi depois. Na foto, a vela já novamente enrolada, mas completamente rasgada. Vimos, de terra, quando ela desenrolou e ficou a panejar feito: legal! Uuh! Mas o que fazer com ventos de 40-50 nós? Olhar e buscar proteção das telhas do restaurante do clube que voavam por todos os lados.

Ponta das Canas

Ancoramos em Ponta das Canas (Norte da Ilha de Santa Catarina) para o almoço.

Não é possível chegar muito próximo à Praia, porque é raso.

Na volta aquela velejadinha preguiçosa só de genoa.

Florianópolis fica numa ilha de beleza sem fim. 

Circuito Oceânico  ICSC Veleiros da Ilha

Na semana que passou, nosso Iate clube esteve em festa, durante o Circuito Oceânico de Santa Catarina, já que todas as festividades pré e pós regatas aconteceram em sua sede oceânica de Jurerê. Não poderíamos deixar de estar a bordo para acompanhar algumas regatas e confraternizar com nossos amigos velejadores.

Ilha do Francês – onde ancoramos para um lanche


As escunas lotadas de turistas fazem a festa naquele pequeno espaço protegido do vento NÉ


De vento em popa o primeiro e segundo colocados disputam a poucos metros da chegada.

Disputando espaço antes da largada.