VELEJANDO PARA ZIMBROS

Há algum tempo não velejávamos. O Bubi ficou em terra para reparos na rabeta durante alguns longos meses. Todo o processo para conseguir comprar qualquer peça para um motor Yanmar é complicado, claro que a razão é que os serviços autorizados não funcionam adequadamente para dar assistência. Mas, de volta à água para nos dar a alegria de sempre, nosso querido veleiro está a postos. Noutro dia, convidamos nossos queridos amigos Gusmão e Carla para passarem o fim de semana conosco a bordo. Saímos de Jurerê no início da tarde e velejamos até Zimbros (município de Bombinhas, litoral de SC), onde dormimos. O entardecer foi lindo, como costuma ser quando estamos boiando. A noite foi tranquila, bem dormida e o amanhecer promissor para outra velejada, dessa vez até Ganchos (município de Governador Celso Ramos).

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Vento sul que nos deu uma velejada de través muito confortável.

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Zimbros – Bombinhas (SC)

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Frigideira de bacalhau na chegada a Zimbros.

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Em Ganchos, Gusmão e Carla foram de bote até um criadouro de mariscos e compraram uma “corda” que foi debulhada , os mariscos limpos e saboreados no balancê do Bubi.

 

Semana de Tormenta 

Na última semana, um ciclone atordoou toda a ilha de Santa Catarina, com ventos de mais de 65 nós. Floripa ficou sem luz, algumas regiões por mais de quatro dias. Vários barcos foram arrastados para a terra, alguns para o fundo do mar. O Bubi, ancorado no trapiche do Iate Clube, teve um dos cabos da proa arrancado do píer e bateu no veleiro do lado, mas sofreu apenas pequenos aranhões no costado.

Abaixo algumas fotos da Marina de Santo Antônio de Lisboa (situada em Floripa), onde 10 veleiros foram para a terra – alguns com perda total.

Navegando pelo Norte da Ilha

Ontem foi um dia espetacular. Ancoramos na Lagoinha – uma praia ao norte da Ilha de Santa Catarina. A água, apesar de gelada, estava de uma transparência indescritível e maravilhosa para banhos de mar. Na volta, o motor do Bubi apagou e tivemos que velejar de volta ao iateclube, com pouquíssimo vento. Mas foi muito divertido e sem estresse.   
   

PARA SEMPRE AMOR

Porque sempre foste
mais do que o sol ou a lua
para mim
és a vida
minha vida eterna
porque meu amor por ti
assim o faz

só o amor é infinito
tudo o mais, um dia acaba
o amor não

ainda que a morte nos leve
como um dia há de levar
meu amor continuará vibrando
entre as energias do universo
que é infinito
como ele, o meu amorDSC00527

Fragmentos De Um Mesmo Ser

Somos todos fragmentos de um mesmo Ser

Quando eu estava no início da adolescência, aquela idade em que a mente torna-se especialmente criativa e sempre em busca de respostas para as tantas indagações que fazem parte daquele período que praticamente é o início da vida adulta, já que é ali que começamos a pensar para fora de nós mesmos, formulei uma tese sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos após a morte.

Passei horas e horas imaginando o que somos – bilhões de células agrupadas de forma organizada, funcionais e com especificidades pré-determinadas. Essas células não são coladas umas às outras, entre elas existe o espaço intersticial, isto é, espaços não celulares com funções e especificidades também importantes, entre elas manter os grupamentos celulares de acordo com suas funções.

As células se agrupam em estruturas, que juntas formam órgãos, que juntos formam sistemas, que juntos formam um ser vivo, animal ou mesmo vegetal.

Ampliando o mesmo pensamento, numa dimensão um pouco maior, cada ser vivo, representa apenas uma célula. Um grupo de seres vivos, um órgão, que juntos formam um sistema, que juntos formam um planeta. Entre eles o espaço intersticial.

Ampliando ainda mais o pensamento, cada planeta é uma célula, que, em grupos formam órgãos, que juntos formam sistemas, que juntos formam um ser vivo ainda maior. E entre eles o espaço intersticial (sideral).

Regendo todas essas estruturas uma energia poderosa, única e onipresente. Uma mesma energia em todos os níveis, desde o sub-celular até o universal, no sentido de universo mesmo.

Tudo é o mesmo ser. Somos um ser único. Não existem dois seres no universo, mas apenas um.

Somos todos apenas fragmentos de um mesmo Ser.

Essa foi a resposta aos meus questionamentos.

Pôr do sol em alto mar num dia/noite sem qualquer vento. Pôr do sol em alto mar num dia/noite sem qualquer vento.

Entre uma Chuva e Outra…

Um de nossos programas favoritos, quando em terra, é ir ao Mercado Público de Floripa para comprar frutos do mar.

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Em nossa peixaria favorita – Pescados Silva

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Caldo de cabeça de linguado – que ficou espetacular – receita no cozinhando a bordo.

Tem chovido muito e ventado muito forte em nossa querida ilha, mas, quando o tempo dá uma trégua, damos uma navegada.

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Beira-mar Norte vista do mar.

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Praia do Tinguá - Governador Celso Ramos

Praia do Tinguá – Governador Celso Ramos

Relembrando nossa pequena Alphy, que estava sempre a bordo conosco. Essa foto foi tirada aqui no Tinguá, ainda no nosso primeiro veleiro - um Martinique 25 pés.

Relembrando nossa pequena Alphy, que estava sempre a bordo conosco. Foto sacada na mesma praia do Tinguá – em nosso primeiro veleiro – um Martinique 25 pés.

Enquanto o Tempo Ruim Não Dá Trégua

Depois de três invernos consecutivos morando a bordo do Bubi, fora da região sul, longe de Florianópolis, mais especificamente na grande Baia da Ilha Grande e Paraty, no maravilhoso estado do Rio de Janeiro, quase nos esquecemos de como essa estação dificulta, atualmente, curtir um veleiro. Não que o frio atrapalhe estar a bordo. Pelo contrário, Vivi e eu adoramos sentir aquele ventinho frio no rosto, cheias de roupas de lã e jaquetas; dormir cheias de cobertores e ouvindo o mar e o vento se entendendo lá fora; esquecidas no balanço do berço no qual o veleiro se transforma. Nós sempre gostamos de sair de barco no inverno – o tempo sempre era mais certo, nada de tempestades, trovoadas, ou viradas de vento inesperadas. Mas, hoje os tempos são outros e raros são os bons dias em sequência – um dia de sol e vários de muita chuva tem sido a rotina. Sem contar os ventos que de tão intensos deixam de ser prazerosos para velejar.
Mas o tempo nunca fica perdido para nós. Temos nos dedicado a estudar música, que sempre esteve no nosso sangue e nossas intenções. Compramos um piano e baixo, elétricos, para somar ao nosso arsenal musical. Compramos também um curso de piano em DVD da Escola Mais Que Música (recomendamos, porque é um curso extremamente bem elaborado e didático). O prazer que a música nos proporciona é tão mágico quanto navegar. A música também faz aguçar nossas mais intrínsecas sensações e sentimentos, proporcionando aquela sensação indescritível de felicidade.

Uma parte d nossa sala transformada em estúdio de música

Uma parte da nossa sala transformada em estúdio de música

Da janela de casa, de olho na movimentação dos pescadores artesanais.

Da janela de casa, de olho na movimentação dos pescadores artesanais e suas redes de arrasto na temporada da tainha.

À moda antiga - rolando a canoa sobre toras de madeira para coloca-la no seco.

À moda antiga – rolando a canoa sobre toras de madeira para coloca-la no seco.

Em Blumenau, onde vamos com certa frequência, dessa vez fomos para um evento especial – ajudar a desossar e preparar um porco de 120Kg recém abatido. Só nos recusamos a ver o abate, porque é muito triste! Mas a festa foi boa, em casa de amigos queridos. Passamos o dia comendo porco sob vários preparos: torresmo, morcilha branca e preta, costela e pernil grelhados e, o mais especial de todos, a ferssura (como é chamado, naquela região, o preparo dos miúdos em molho com muita cebola, alho, pimenta e outros condimentos), elaborado pela querida e grande amiga de infância, Vera Becktold.

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Desossando a cabeça do porco, um dos ingredientes da morcilha e já a processando numa máquina de moer.

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A mesma máquina que mói é a que enche a tripa.

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Preparando as tripas para serem enchidas e transformadas em maravilhosas morcilhas.

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Tacho onde a barriga do porco é colocada em pequenos pedaços para que o calor se encarregue de transforma-la no delicioso torresmo.

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Morcilhas brancas cozinhando.