Bubi Novinho em Folha

O Bubi esteve no salão de beleza nesse mês que passou. Anti-encrustante renovado, banco de baterias aumentado e outros pequenos detalhes, depois de dois anos e meio na água, nos levando para passear nessa imensidão maravilhosa que é o mar.
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Velejando em Floripa

No final de semana passado, saímos para velejar, dormimos a bordo, encontramos amigos, relembramos nossos tempos de Paraty – onde moramos a bordo por dois anos e meio.

Almoçando em Santo Antônio de Lisboa com a Claudinha - querida amiga.

Almoçando em Santo Antônio de Lisboa com a Claudinha – querida amiga.

Violão ao por do sol - nada mais relaxante.

Violão ao por do sol – nada mais relaxante.

O por do sol ao som de um violão ...

… ao som de um violão …

Colocamos "pilha" no Marcello e Guta e, no dia seguinte, eles vieram passear ao nosso lado (veleiro Split), com os filhotes Arthur e Dudu.

Colocamos “pilha” no Marcello e Guta e, no dia seguinte, eles vieram passear ao nosso lado (veleiro Split), com os filhotes Arthur e Dudu.

Soto 40

Há uma semana as águas de Jurerê (Floripa) estão em festa com os veleiros que participam da Mitsubishi Motors Soto 40 World Championshi – campeonato mundial da categoria. A sede oceânica do Iate Clube Veleiros da Ilha, que fica em Jurerê, é a anfitriã desse maravilhoso evento de vela. A raia de Jurerê é considerada pelos aficionados por regatas como uma das melhores, porque, além das águas limpas e transparentes, o vento se mantém constante depois que começa a soprar. Hoje é o último dia do evento, sob chuva e fortes ventos que sopram do sul.
Embarcar e acompanhar de perto esses velozes veleiros é magnífico.

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O S40 se preparando para ir para a raia. O Bubi esta ali na poita, logo atrás, no segundo plano.

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Momento da largada.

Montar a bóia é sempre um momento de muita adrenalina, especialmente com barcos de mesma performance.

Montar a bóia é sempre um momento de muita adrenalina, especialmente com barcos de mesma performance.

E olha quem estava lá também assistindo a regata - Bochecha - que veio a bordo para receber nosso abraço.

E olha quem estava lá também assistindo a regata – Bochecha – que veio a bordo para receber nosso abraço. Poucos dias de descanso e já estará voltando para o Mapfre e a Volvo Ocean Race.

Volvo Ocean Race

A fórmula 1 dos mares chegou à Itajaí. O veleiro Abu Dhabi venceu essa quinta etapa, cujo trajeto incluiu o lendário e temido Cabo Horn. O veleiro Mapfre, onde o brasileiro Bochecha (André Fonseca) faz parte da tripulação, chegou em segundo lugar.
A organização do evento beira a perfeição. Parabéns aos organizadores.
É uma festa muito linda, especialmente para os amantes dos mares e da vela.
Claro que já demos uma passada por lá, para ver aquelas máquinas que usam o vento como combustível único ao longo das travessias oceânicas. Emociona!

Sendo içado para terra.

Sendo içado para terra.

Em terra, onde passam por manutenção antes da próxima perna rumo aos Estados Unidos.

Em terra, onde passam por manutenção antes da próxima perna rumo aos Estados Unidos.

Freya Hoffmeister

A gente conhece cada pessoa! Pois conhecemos uma Aventureira – é, com A maiúsculo mesmo! Freya Hoffmeister é uma alemã de 51 anos de idade que está fazendo circunavegação do continente sul americano. Até aí, tudo bem! Só que é num caiaque. Ela iniciou sua aventura em Buenos Aires em 30 de agosto de 2011, remando no sentido horário contornou o Cabo Horn, depois subiu toda a América do Sul pelo Oceano Pacífico, cruzou o Canal do Panamá e, remando no Oceano Atlântico, chegou à Florianópolis, onde a conhecemos no Iate Clube Veleiros da Ilha. Permaneceu aqui apenas um dia, para descansar, e já saiu a remar novamente para completar sua viagem de 25.000 km. Antes disso, ela já havia remado ao redor da Nova Zelândia Sul (2007), Islândia (2007) e Austrália (2009).

Freya Hoffmeister

Freya Hoffmeister

Caiaque da Freya.

Caiaque da Freya.

Visita do Élio Crapun

Na semana passada, recebemos a visita do querido Élio, do veleiro Crapun, que conhecemos quando estávamos em Santos esperando passar a frente fria para velejarmos para Florianópolis. Ele também esperava tempo melhor para descer. Nesses meses que passaram desde aquela semana, ele e seu veleiro, em solitário, foram até o sul da Argentina, de onde ele pegou uma carona num pequeno avião e voou até a Antártica. Depois, velejou de volta e passou por Floripa para nos rever, o que muito nos honrou. Agora ele já içou suas velas rumo ao Caribe. É um aventureiro como poucos.

Élio Crapun - uma figura muito amada! Élio Crapun – uma figura muito amada!
Churrasco que Vivi preparou para o Élio na sede oceânica do ICVI, em Jurerê. Nosso querido amigo Saul (veleiro Nina) esteve presente. Churrasco que Vivi preparou para o Élio na sede oceânica do ICVI, em Jurerê. Nosso querido amigo Saul (veleiro Nina) esteve presente.
Em casa, depois de um almoço ao gosto do Élio - Pé de Porco refogado (uma de minhas especialidades) passamos a tarde e parte da noite curtindo música (nosso amigo Paulo Motta ao piano). Em casa, depois de um almoço ao gosto do Élio – Pé de Porco Refogado (uma de minhas especialidades) – passamos a tarde e parte da noite curtindo música (nosso amigo Paulo Motta ao piano e o Élio cantando, de microfone e tudo).

Ilha do Arvoredo

Noutro dia saímos para navegar com a lancha de nossa amiga Rô – a mesma que antes tinha um catamarã e que desistiu da tentativa de se tornar velejadora; não adianta sua alma sempre foi de lancheira. Ela trocou o veleiro por uma Fairline de 42 pés.

Chegando à Ilha do Arvoredo - linda como sempre.

Chegando à Ilha do Arvoredo – linda como sempre.

Vivi é eclética - adora pilotar uma lancha. Mas sua alma é de velejadora.

Vivi é eclética – adora pilotar uma lancha. Mas sua alma é de velejadora.

Rô preparando nosso almoço - na churrasqueira do fly-bridge.

Rô nos preparativos para o almoço – que foi feito na churrasqueira do fly-bridge.

Amigos do Mar

Roberta e o pequeno Vito, no restaurante Barba Negra na Lagoa da Conceição, onde degustamos um polvo maravilhoso, além de ostras e camarões.

Roberta e o pequeno Vito, no restaurante Barba Negra na Lagoa da Conceição, onde degustamos um polvo maravilhoso, além de ostras e camarões.

Uma das coisas boas de viver a bordo é a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, com propósitos de vidas semelhantes aos nossos e com as quais estabelecemos laços sólidos de amizade. Há algumas semanas passadas, recebemos visita de uma dessas pessoas, que conhecemos em Paraty, e que veio até Floripa passar uns dias conosco. Foram dias esplêndidos; pena que passaram rápido demais.

la embaix a deslumbrante Lagoa da Conceição, um dos cartões postais de Floripa.

La embaixo a deslumbrante Lagoa da Conceição, um dos cartões postais de Floripa.

Com uma chuva torrencial embarcamos no Bubi para acompanhar a lagada da primeira regata do Circuíto Oceânico do Iate Clube Veleiros da Ilha.

Com uma chuva torrencial embarcamos no Bubi para acompanhar a largada da primeira regata do Circuíto Oceânico do Iate Clube Veleiros da Ilha.

A chuva deu uma trégua, mas o vento custou a soprar.

A chuva deu uma trégua, mas o vento custou a soprar.

Em Florianópolis

Um dos momentos lindos durante a navegada de volta para Floripa.

Um dos momentos lindos durante a navegada de volta para Floripa – golfinhos fazendo a festa.

Bubi nas águas de Jurerê (sede Oceânica do ICVI), esperando maré para passar sob as pontes e ser levado à sede principal do Iate Clube Veleiros da Ilha.

Bubi nas águas de Jurerê (sede Oceânica do ICVI), esperando maré para passar sob as pontes e ser levado à sede principal do Iate Clube Veleiros da Ilha.

Bubi na poita, já na sede principal do ICVI, já passou sob as pontes e agora esperando a maré subir para ser colocado no píer. É! É uma novela: maré baixa para passar sob as pontes e maré alta para ser levado ao píer.

Bubi na poita, já na sede principal do ICVI, já passou sob as pontes e agora esperando a maré subir para ser colocado no píer. É! É uma novela: maré baixa para passar sob as pontes e maré alta para ser levado ao píer.

E por falar em novela, atores globais estão no nosso clube para as filmagens sobre a família Shürmann e sua volta ao mundo com o veleiro Aysso.

E por falar em novela, atores globais estão no nosso clube para as filmagens sobre a família Shürmann e sua volta ao mundo com o veleiro Aysso.

E o Bubi, finalmente, em sua vaga no píer do ICVI.

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Voltando Para Floripa – dia 7 – Santos à Florianópolis

Santos, 24 de Novembro de 2014 – 2ª Feira.

Acordamos cedo e são 5h e 40min quando estamos desamarrando o Bubi do píer do ICS. Céu nublado, vento de Sueste que podemos observar ainda dentro da marina do clube abanando as bandeirolas locais. Já comecei a tomar o Dramin B6 que o Serginho comprou para mim; espero não marear mais.
Faz seis dias que partimos de Paraty e cinco que estamos estacionados em Santos esperando por uma janela de vento. Pela previsão, teremos ventos de SE até às 16 horas, em torno de 7 a 12 nós; depois devemos ter Leste, com a mesma intensidade. Quando estivermos na altura de São Francisco do Sul, o vento já deverá estar soprando de NE e se manterá assim até Floripa, onde devemos chegar amanhã, por volta das 16 horas.
Temos uma janela bem curta para chegar, porque, segundo a previsão de todos os sites, uma nova frente fria deve entrar depois de amanhã e com toda a força de sul. E já observamos, em várias ocasiões, que as frentes frias podem antecipar suas entradas em muitas horas, contrariando a previsão metereológica.
Nossos turnos serão divididos a cada quatro horas, mantendo sempre dois de nós no cock-pit, um descansando e o outro mantendo vigília, revezando-se entre si a cada duas horas, enquanto os outros dois permanecem dentro dormindo. Depois de quatro horas, estes sobem e aqueles descem para dormir suas quatro horas. Vivi e eu formamos uma dupla, Serginho e Suzana outra.
Rumo traçado no GPS – 229º; 221 milhas náuticas até a Ilha do Arvoredo, quintal de casa; vela grande e motor a 2.400 giros.
O tempo se manteve mais ou menos de acordo com a previsão – os ventos oscilaram entre 6 e 12 nós, primeiro de SE, depois Leste e NE, na altura de São Francisco. A velocidade do veleiro começou com 6,4 nós e, com vento mais a favor, passou dos oito nós, às vezes nove, com a vela grande bem ajustada a cada vento.
No turno noturno, olho para aquela imensidão de mar escondido na noite escura, onde tudo o que se vê é apenas a espuma branca que rola junto ao casco do veleiro, entoando aquela canção poética da água que o beija e o sacode de um lado para outro, para cima e para baixo, num ritmo constante e nostálgico. Penso: “o que nos faz gostar de velejar, de fazer travessias que não são confortáveis pelo desequilíbrio persistente que nos acompanha navegando nessas condições, numa noite escura como essa…”. Não obtenho uma resposta lógica, mas o prazer que sinto nesse momento é ímpar, sem igual, como que comungando com a natureza.

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