Amanheceu outro dia lindo e parece que estamos no seco, tamanha a calma da água onde boiamos. A cigarra canta incansavelmente, que fôlego!
Quando o barco rodou durante a noite, ficamos com a impressão de que ancoramos muito próximas de terra. Ficamos um pouco intranquilas. É que nosso primeiro veleiro (Belisa) calava só 1,45m e o segundo (Bubi) 1,75m. O Bubi atual, que carinhosamente chamamos de Bubão, cala 2,10m. E não tínhamos motor de popa no nosso bote inflável, de forma que sempre parávamos o mais próximas da praia possível, nos guiando somente pela profundidade da água. E foi aí que nos acostumamos mal! Acontece que nessa região da baía de Paraty e de Angra dos Reis, mesmo bem próximo de terra, a profundidade é de 4 ou 5 metros. Assim, já combinamos, vamos ancorar um pouco mais distantes de terra das próximas vezes. Afinal, o nosso Chico Só (botinho) é provido de motor de popa e não precisamos remar.
Recebemos a visita do Alex (veleiro Le Poisson, que ancorou aqui próximo a nós) – escritor e velejador que já morou durante quinze anos no Caribe, a bordo. Grande figura, conversador e contador de muita prosa.
E está muito bom aqui. O Herbie Hancock que nos perdoe, mas vamos deixar para uma próxima vez. Em nossa casa, continuaremos a tocar bateria com suas músicas de fundo, que amamos.
Cotia
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