Ilha da Cotia – Uma Semana no Paraíso.

Paraty, 16 de abril de 2013.
Programamos de passar uma semana na Ilha da Cotia. Vivi, eu e o Bubi. Ah, e o Chico Só (nosso bote inflável). Largamos o cais e vamos até a Marina Porto Imperial para abastecer de diesel. Só quando estávamos saindo do posto de abastecimento é que lembramos que o Chico Só havia ficado em terra, onde ele é guardado quando estamos na nossa marina. Passamos um rádio para lá e combinamos de eles nos entregarem o inflável quando estivéssemos passando de volta em frente àquela marina (a Porto Imperial fica para o lado oposto ao nosso destino).
São 13 horas, o Chico Só já foi içado na targa e lá vamos nós, num lindíssimo dia de sol, pouco vento e céu azul. Quando estamos com a ilha do Algodão por bombordo, entra um vento de sudoeste bastante intenso, passando de vinte nós na rajada, no famoso “corredor” formado entre aquela ilha e o continente, onde o vento acelera quando desce as montanhas.
Na Cotia, só nós, nenhuma viva alma, provavelmente porque estamos em plena terça feira, não num fim de semana. Ah, que privilégio, a Ilha da Cotia é só nossa. Isoladas do mundo, porque aqui o celular não tem sinal, a televisão não pega, o VHF (rádio do barco) tampouco funciona. Se existe paraíso, deve ser igual a esse lugar.
Vou esquentar um caldinho de feijão, enquanto a Vivi prepara a churrasqueira para assarmos linguiça e uma fraldinha. Entre o feijão e o churrasco, um maravilhoso banho de mar. A água está incrivelmente transparente, gostosa demais.
A Vivi prepara Choripan para nós – linguiça dentro do pão de trigo aquecido, com molho vinagrete apimentado. Um espetáculo! Depois a fraldinha.
A Vivi escreveu no Dário de bordo: “o Bubi está só rodando com as rajadas de vento, sinto que ele também está feliz”.
Às 17h e 35min fazemos a leitura do barômetro e termômetro (1017mB e 21º C), porque aqui tem que ser à moda antiga, para prever o tempo, já que a Internet não existe. E por falar nisso, nós somos do tempo em que não havia telefone celular, assim, quando estávamos a bordo e precisávamos falar com alguém em terra, chamávamos a Itajaí Rádio (na nossa região de Floripa) pelo rádio VHF e esta transmitia a ligação do rádio para o telefone fixo que desejávamos. E vice-versa, quando alguém em terra precisava nos contatar. O meu pai, Betinho, adorava nos chamar através da Itajaí Rádio só para conversar fiado e dizer que estava com saudades. Era uma grande e amada figura, o meu pai Alberto. Saudades, meu velho!
Anoitece muito rápido, tocamos violão, cantamos, depois vamos dormir, quase com as galinhas.

Ninguém à vista..

Ninguém à vista…

Nem aqui...

Nem aqui…

Nem aqui...

Nem aqui…