Em Fortaleza.

Todos os dias muitas coisas para fazer a bordo, antes de partir. Ontem torci o tornozelo, no píer que estava um sabão. Mas, temos uma especialista em medicina de urgência a bordo, aliás, duas. Aplicamos muito gelo no local, depois Vivi imobilizou a região do trauma. Nenhum ortopedista faria melhor. Agora é só esperar pela melhora. Pelo exame, aparentemente, não fraturei nenhum osso, apesar da dor e do edema que se formou no local.
Continuamos a esperar as velas de reserva que o Álvaro encomendou, devem chegar na segunda feira. Também estamos esperando o outro tripulante que deve chegar amanhã – nosso querido amigo Dávila. Companheiro de várias navegadas na França e na Croácia.

Vivi lavando a minha bermuda que ontem sujei. Vivi lavando uma roupinha (e lava como ninguém). Os galões de reserva de diesel (15 no total) já estão todos cheios. Claro que não são suficientes para chegar ao destino, mas vamos velejar e não motorar.

Fortaleza, 07 de novembro de 2013.

Vivi e Álvaro.

Vivi e Álvaro.

Hoje vamos sair para passear e conhecer um pouco de Fortaleza. Vamos até o Chico Caranguejo, lugar tradicional à beira do mar. Uma festa! Os ambulantes passam oferecendo de tudo o que se pode imaginar, desde frutos do mar dos mais variados até todo tipo de bugiganga. Escolhemos quatro lagostas vivas que nos foram trazidas minutos depois grelhadas na manteiga. Uma delicia. Depois os famosos caranguejos, que não estavam do nosso gosto, porque eram muito magros e foram cozidos em leite de coco e uma exuberância de coentro. Mas valeu! O lugar é muito lindo, mas esqueci de anotar o nome da praia. De volta à Marina, conhecemos vários velejadores que estão dando volta ao mundo – italianos, franceses, espanhóis, um holandês, de vários veleiros. Ficamos no bar da piscina trocando idéias e ouvindo sobre suas experiências.