Paraty à Ilha Grande

Paraty, 03 de maio de 2013.

Estamos saindo da marina, em Paraty, rumo à Ilha Grande, onde pretendemos passar os próximos 15 dias. São 10h e 50min de um dia de sol, céu azul esbranquiçado, ralas nuvens, mar de almirante e uma bruma intensa no horizonte, impedindo ter a Ilha Grande no visual, como de costume, logo que se deixa a ilha dos Meros para traz. Mas a rota está no GPS – que coisa maravilhosa esse instrumento, nos poupa tanto trabalho, por isso temos quatro deles a bordo (um na mesa de navegação – E 120 Raymarine – , um na bitácula – Garmin 720S, no IPad e no Iphone – Navionics). Nunca se sabe, segurança nunca é demais.
Só depois de mais de uma hora e meia navegando é que podemos ver o contorno da Ilha Grande, lá longe ainda. Estamos navegando a 7,2 nós de velocidade e Vivi desce para preparar um lanche para nós – pão italiano, presunto de Parma e tabule – delícia. Tem tanta comida a bordo que poderíamos atravessar o Atlântico sem preocupação, resultado da nossa empolgação com as compras quando estivemos no Rio de Janeiro.
São 14h e 20min quando chegamos ao Sítio Forte – Ubatubinha – exatamente na hora prevista pelo GPS. Ancoramos, nos banhamos naquele mar transparente e fomos dar um oi ao Lelé – onde saboreamos sardinhas fritas e uma cervejinha geladíssima.
Depois, tomamos banho da água doce que desce das montanhas, canalizada em bambus, e voltamos para o Bubi. São 20 horas e estamos indo dormir.

Ilha Grande Maio 2013 001

Rumo à Ilha Grande

Ilha Grande Maio 2013 009

Chegando o Sítio Forte - Este alvo é onde a marinha brasileira praticava a mira com os canhões dos navios.

Chegando o Sítio Forte – Este alvo é onde a marinha brasileira praticava a mira com os canhões dos navios.

Ilha Grande – Sítio Forte

Ilha Grande – Sítio Forte (08/04/2013)

Um belo café da manhã e, depois, aquele banho de mar merecido, num outro dia lindo de sol. A transparência da água é inacreditável, permitindo-nos ver com detalhes os peixes (carapaus) que nadam ao redor do barco.
Numa pedra submersa próxima ao local onde estamos ancorados, três garoupas vadiam faceiras e são vistas pela Vivi e Serginho, que estão mergulhando nas redondezas.
O dia passa tão rápido que, quando nos damos conta, a noite já está presente. Novamente o violão é levado ao cock-pit, onde a Vivi nos encanta com belas músicas. E as crianças grandes vão dormir, porque brincaram o dia todo na água e sob o sol. Estão cansadas de tanto brincar e não de trabalhar, como verdadeiras crianças.

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Vivi curtindo os carapaus

Vivi curtindo os carapaus

Paraty à Ilha Grande

Paraty à Ilha Grande (07/04/2013)

Depois de cinco dias “estacionadas” no píer da marina, quase mofadas em função da chuva, o sol voltou para nos atiçar a vontade de navegar. São 8h50min quando soltamos os cabos de proa e popa com rumo à Ilha Grande. Uma brisa de leste, mar calmo com ondulações menores do que um metro, vela grande em cima, motor a 2500 giros e navegando a sete nós de velocidade. O piloto automático funcionando, depois que o deixamos girar os 360 graus que ele sempre exige antes de obedecer ao rumo que determinamos (ainda não encontramos alguém para calibrá-lo corretamente).
Rumo traçado no GPS – 25 milhas náuticas – hora prevista de chegada 12h20min.
Exatamente no tempo previsto, estávamos entrando na baía do Sitio Forte, depois de uma navegada relaxante.
Um gostoso banho de mar e vamos ao bar do Lelé, comer um peixinho frito, onde conhecemos o Alemão, do veleiro Sufoco – que perguntou se conhecíamos o Mauro Jacomel, do Bandoleiro – que ele conheceu anos atrás ali mesmo no Sítio Forte. Claro que o conhecemos, é nosso amigão em Floripa.
De volta ao Bubi, comemos aquele feijãozinho guardado desde a partida de Paraty.
Noite de bons sonhos, num ancoradouro esplêndido, com direito à lua, estrelas e um violão.

Sítio Forte (Ilha Gande)

Sítio Forte (Ilha Gande)

Bar do Lelé no Sítio Forte

Bar do Lelé no Sítio Forte