Ilha Royale (Guiana Francesa), 22 de Novembro de 2013.
Durante a noite, ancorados na Ilha Royale, tivemos que ligar o ar condicionado, porque o calor era insuportável. Pela manhã, choveu e ventou forte (Pirajá), mas logo em seguida a chuva parou. Aproveitei o molhado da chuva e a água que aparei no balde, para dar uma limpada geral em todo o cock pit, que ficou lindo outra vez, como se nem tivesse navegado tantas milhas. Depois, coei um café de verdade – no meu dia-a-dia, não passo sem ele, mas navegando é quase impossível prepará-lo.
Ontem olhamos a tábua de marés, porque precisamos entrar no canal de Kourou (Chenal D`Acces – é como está assinalado na carta náutica) com maré cheia e temos que dar entrada do veleiro na Guiana Francesa.
Hoje resolvi que não vou mais usar o imobilizador do meu tornozelo. Ainda existe algum edema na região, mas acho que já posso me arriscar a pisar sem aquelas amarras que me fazem mancar enquanto caminho. Dez dias “amarrada” pelo pé são suficientes, acho. Nem vou contar para a minha médica (Vivi), só quando ela observar que me dei alta da imobilização. A dor na contusão da minha costela também está bem melhor, depois do uso de anti-inflamatório.
Todos acordam, tomamos um bom café da manhã com frutas, iogurte e granola, e partimos para Kouru às 8 horas. O tempo de navegação estimada é de uma hora e meia. O dia esta lindo, o mar baixo e o vento bem fraco. Vamos a motor. O canal é bem sinalizado, com forte correnteza e podemos ver bem próximos a nós os baixios assustadores que nos cercam pelos dois lados.
Largamos a âncora às 09h:35min. Desembarcamos e fomos para terra, caminhamos durante alguns minutos sob um sol de rachar a pele e fomos até uma locadora para alugar um carro. Nosso velho lobo do mar (Dávila) conhece todos os caminhos, porque já esteve por aqui outras vezes, o que facilita bastante a nossa vida.
Já de carro, vamos até a Imigração para regularizar a entrada do veleiro no país, mas as portas estão fechadas e não há ninguém à vista, então, voltamos ao barco para pegar nossas roupas e levar a uma lavanderia. Depois, fomos à busca de um restaurante para almoçar e escolhemos um chinês – comemos um Pato Laqueado maravilhoso, como aqueles que vemos em programas de culinária chinesa. Depois do almoço fomos passear de carro e conhecer os arredores, bebemos cerveja na beira da praia, mas o calor correu conosco e acabamos num bar dentro da cidade com acesso à Internet, para a felicidade do Álvaro. Ao entardecer Dávila nos levou para conhecer uma Boulangerier onde a Vivi comeu duas bombas de baunilha verdadeiramente francesas. Ela ficou estupefata com o sabor dessa guloseima. Aproveitamos para comprar baguetes francesas, também maravilhosas.
Era aniversário da cidade e à noite aconteceria uma festa num parque central. Várias barracas com comidas típicas e um palco para shows diversos. Lá fomos nós. Como em toda festa desse tipo, comida ruim e cerveja quente. Mas, é legal para conhecer os hábitos e costumes de um lugar. A população é basicamente constituída por negros e uns poucos chineses, esses últimos donos de todos os minimercados que conhecemos.
Em Kourou existem muitos brasileiros, por ser divisa com o Amapá, e o principal show da noite era estrelado por uma brasileira – que figuraça – cantando aqueles forrós nordestinos, acompanhada de playback e umas “galeguetes” que com ela dançavam, copiando seus passos.
Kourou – Guiana Francesa – Dia Nove
Resposta




