Calor infernal – 37 graus Centígrados. Ufa, parece verão, mas ainda estamos no inverno.
Passamos parte do dia em terra, porque o Carlos, nosso marinheiro, está lavando o barco – estava bem sujinho.
Quando voltamos a bordo, carregamos a mangueira junto e ficamos todo o tempo nos molhando, para refrescar. Felizmente, quando o sol se pôs, a temperatura caiu e a noite ficou agradável.
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NAVEGANDO COM DOBS
Floripa, 07 de fevereiro de 2012.
Desde que voltamos de Porto Belo temos navegado pelas redondezas e dormido no Tinguá, ou em Jurerê quando o vento sopra de sul.
Na semana passada aconteceu a Semana de Vela do ICVI. Acompanhamos algumas regatas, navegando ao lado e curtindo o visual que é formado com aquelas velas todas armadas no vento. E depois de cada regata, a festa da canoa de cerveja, com as discussões dos velejadores sobre os eventos da raia.

Hoje, terça feira, programamos embarcar e ficar a bordo até o sábado, quando temos o aniversário da Mãe Maria, que completará 89 anos de idade.
Compramos um bote inflável novo (Zefir), com motor de 5HP (Mercury), e queremos inaugurá-lo. O antigo, demos de presente para o meu irmão Dobs – que está vindo hoje de Blumenau para busca-lo e o convidamos para passar esses dias conosco.
Mal chegamos a bordo, já quase no final da tarde, e ameaçou uma tempestade, daquelas de verão. Esperamos que a chuva passasse e fomos navegar, a motor, porque não há vento nenhum e o mar parece uma lagoa. O Dobs está numa alegria imensa e faceiro na roda de leme, pela primeira vez em sua vida.
Já está a noitecendo quando retornamos ao clube, onde vamos dormir, com o barco na poita. Amanhã vamos para o Tinguá, fazer um churrasco a bordo.
Jantamos e vamos para o cock-pit, tocar violão e cantar (coisa que meu irmão adora). Parece que estamos ancorados num lago, de tão manso que o mar está. A lua está linda nos espiando. A noite está indescritível.
Já são quase uma hora da manhã quando vamos dormir. Arrumamos o camarote da proa para o estreante, que nunca dormiu num barco e está empolgado com a nova experiência – “vou colocar no Face Book” repete ele animado.
Acordo já dia feito e percebo que o Dobs já está levantado. Apresso-me em sair da cama, para preparar o seu café da manhã e me deparo com ele sentado no cock-pit, lívido, com uma sudorese profusa, dizendo não estar se sentindo bem e que teve sensação de desmaio quando saiu da cama. Faço uma avaliação rápida enquanto ele melhora totalmente. Imagino que possa ter sido uma hipotensão postural?
Sirvo frutas, café com leite, pães e queijos. Mas o Dobs está assustado – pede que o levemos até nossa casa para ele pegar o seu carro e ir embora. Diz que nunca mais quer dormir a bordo, que não gostou da experiência, que acordou várias vezes à noite imaginando que o barco poderia ir a pique! Logo ele que sempre foi ligado ao mar, fazia inclusive pesca submarina.
Paciência. Desembarcamos com ele e fizemos o churrasco na sede do clube. Depois fomos para casa, onde ele ficou hospedado até irmos para o aniversário de nossa mãe.
TESTANDO AS VELAS NOVAS
Dezembro de 2011.
Temos navegado com o Bubi só nos finais de semana, porque a Vivi ainda está trabalhando no TRT. O piloto automático já foi calibrado, mas, de vez em quando, não obedece e pede calibragem. Temos que trazer alguém a bordo para ver o que está acontecendo.
Hoje velejamos com o Peneira (construtor do barco), para ele observar o desempenho do veleiro com as velas novas.

O vento sopra de nordeste a 20 – 21 nós, e o Bubi na orça máxima, com todos os panos em cima, navega muito bem e aderna muito pouco. O mar está muito mexido, picado, com vagas altas. Mas, ainda assim, o barco permanece confortável.
Testamos também de través e de popa. Bem, aí nem se fala – parece um Galaxy (aquele carrão de antigamente).
O único problema de velejar com a vela mestra é tirar e principalmente recolocar a capa, porque a retranca é muito alta, exige que se suba nas escadas do mastro (o que não é tão simples como parece) para abrir e fechar o zíper; mesmo que se solte o amantilho da retranca o máximo possível, que se use um cabinho para facilitar o manuseio do zíper – continua difícil!
Já resolvemos: vela mestra só em navegadas longas para compensar o esforço, nas outras, desenrola a genoa que está de bom tamanho.





