Chegamos ontem em Paraty, depois de longas 12 horas de viagem de carro de Floripa até aqui. Não paramos nem para almoçar, porque trouxemos lanchinhos que viemos comendo sempre que a fome batia – iogurte, todinho, suco de maçã e laranja, pão de laranja recheado com presunto tipo serrano, etc. Chegamos quando começava a anoitecer, às 18:30h. Os marinheiros da Marina vieram ajudar a carregar nossas coisas para o barco e, sem cerimônia alguma, solicitamos que eles levassem nossas coisas para o veleiro e as deixassem no cock pit. Iríamos a um restaurante almojantar e depois retornaríamos, já que a fome não se contenta com beliscos. Retornamos por volta das 20 horas e, depois de colocar tudo para dentro do barco, sentamos para apreciar a noite quente, a lua linda que começava a aparecer por traz da montanha e desfrutamos daquela felicidade enorme de estar de volta a nossa casinha flutuante. O Bubi foi meticulosamente bem cuidado nesses longos dias que ficamos fora. É surpreendente o bom serviço que o Carlos (marinheiro) nos presta. Parece que continuou habitado durante todo esse tempo – cheiroso e com os metais luzindo. Ficamos conversando lá fora, deitadas sobre as almofadas do deck, porque o calor era intenso, e lá mesmo adormecemos. Acordamos por volta das 22 horas, um pouco doloridas pela falta de conforto e fomos para a cama, onde dormimos o resto da noite.
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EM CASA – Florianópolis, 09 de Janeiro de 2014.
O Caribe é lindo.
Florianópolis é lindo.
Angra dos Reis e Paraty são lindos.
O Brasil é lindo!
Existem aqueles que preferem o mar em tom de azul.
Outros que o preferem em tom de verde.
Nós, particularmente, gostamos dele de qualquer cor.
Se for para morar a bordo de um veleiro, sem qualquer dúvida, optamos por Angra dos Reis e Paraty – mar sereno, ventos brandos, povo amável e aquela sensação indispensável de estar em casa.
Paraty à Ilha Grande
Paraty à Ilha Grande (07/04/2013)
Depois de cinco dias “estacionadas” no píer da marina, quase mofadas em função da chuva, o sol voltou para nos atiçar a vontade de navegar. São 8h50min quando soltamos os cabos de proa e popa com rumo à Ilha Grande. Uma brisa de leste, mar calmo com ondulações menores do que um metro, vela grande em cima, motor a 2500 giros e navegando a sete nós de velocidade. O piloto automático funcionando, depois que o deixamos girar os 360 graus que ele sempre exige antes de obedecer ao rumo que determinamos (ainda não encontramos alguém para calibrá-lo corretamente).
Rumo traçado no GPS – 25 milhas náuticas – hora prevista de chegada 12h20min.
Exatamente no tempo previsto, estávamos entrando na baía do Sitio Forte, depois de uma navegada relaxante.
Um gostoso banho de mar e vamos ao bar do Lelé, comer um peixinho frito, onde conhecemos o Alemão, do veleiro Sufoco – que perguntou se conhecíamos o Mauro Jacomel, do Bandoleiro – que ele conheceu anos atrás ali mesmo no Sítio Forte. Claro que o conhecemos, é nosso amigão em Floripa.
De volta ao Bubi, comemos aquele feijãozinho guardado desde a partida de Paraty.
Noite de bons sonhos, num ancoradouro esplêndido, com direito à lua, estrelas e um violão.



