Amanheceu outro dia lindo e a noite foi de cinema, tranquila, parada, como se o barco estivesse em terra.
Todas as noites, Vivi e eu ficamos no cock pit tocando violão esperando a hora de ir dormir. Digo esperando, porque logo que anoitece a vontade de ir para a cama é enorme, porque a gente brinca o dia todo, feito criança, e, como tal, tem sono logo que anoitece.
Vamos passear de Chico Só. Circulamos por todos os arredores. Que coisa linda!
Hoje a Cotia está cheia de veleiros e lanchas, como de costume nos fins de semana. Não é mais só nossa, contudo é bom ter companhia, especialmente como essas. Nada têm a ver com o nosso Tinguá (Governador Celso Ramos) ou Caixa D’Aço (Porto Belo), onde a paz nos finais de semana se transforma numa verdadeira muvuca, gerada pelo som alto e de extremo mau gosto de algumas embarcações, sem contar as periguetes rebolando de forma inescrupulosa sobre as proas, enquanto seus “proprietários” se embriagam e babam ostentando o que provavelmente não têm. Aqui a paz não se modifica.
Esperamos a maré estar bem cheia e voltamos para a marina depois do almoço, com o tempo já virado, nublado, vento sul soprando ainda de leve. Felizes como sempre, ou mais.

Prainha da Ilha da Cotia - onde sempre vamos de botinho.

Prainha da Ilha da Cotia – onde sempre vamos de botinho.

OITO DIAS EM PORTO BELO

strong>Florianópolis, 07 de Janeiro de 2012.

Estamos embarcando, são 11h45min de um belo sábado de sol, com um ventinho soprando de sueste – oito nós de intensidade.
Finalmente os compromissos de festas de final de ano foram encerrados, o que nos prendia em terra para darmos atenção à família que tanto amamos.
Vivi, finalmente está aposentada do TRT e agora livre para fazer de sua vida o que pretende – velejar!
Abrimos a genoa, miramos a proa na Ilha do Amendoim e a Vivi desce para organizar as coisas que trouxemos para bordo.
Tentamos ligar o piloto automático, mas ele soa o alarme e informa no display que está sem dados para navegação. Fico eu na roda de leme.
O mar não chega a ser de almirante, mas está baixo o suficiente para uma navegada confortável.
Após uma hora estamos passando a Ilha de Ganchos, mais uma hora a Ilha do Amendoim e quarenta e cinco minutos depois já estamos em Porto Belo, dentro do Caixa D’Aço.

Chegando a Porto Belo

Chegando a Porto Belo

 

Está um furdunço, lancha para todos os lados e, claro, músicas de mal gosto a todo volume! “Ai se eu te pego” (Michel Teló) toca o dia todo, por todos os lados, especialmente porque o especial que ele gravou para um canal de TV foi filmado aqui, com ele cantando em cima de um dos bares flutuantes.
Largamos a âncora e vamos ao bar flutuante do Eric (Balanço do Mar) para matar a saudade e beber uma cerveja.
Ficamos oito dias em Porto Belo, ancorados no Caixa D’Aço, mas o tempo esteve muito ruim, vento forte e chuva esparsa quase todos os dias. Mas deu para curtir banhos de mar e em dois dias fomos até o Iate Clube de Porto Belo para almoçar e abastecer de diesel. É um clube náutico muito lindo, de bom gosto e bem organizado, com um restaurante ótimo.

Iate Clube de Porto Belo

Maurão - amigo velejador que encontramos no Caixa D'Aço