Voltando Para Florianópolis – dia 3 – Santos

Santos, 20 de Novembro de 2014 – 5ª Feira.

Ontem fomos dormir com planos de voltar a navegar hoje bem cedo, logo que o dia amanhecesse. Acordamos um pouco tarde e são 6h e 40min quando soltamos os cabos do píer. O amanhecer está cinzento, o sol mostra seu brilho com luz pouco intensa e o vento é sul, puro de sul, soprando a 15 nós, apesar dos sites de previsão terem anunciado que seria vento de leste com no máximo 12 nós. O horizonte está fechado, com cara de chuva, o mar mexido como esteve nos últimos dias. À medida que nos afastamos, o vento aumenta em intensidade, mas não podemos medi-lo, porque nosso anemômetro, sempre que o vento bate na proa um pouco mais forte, trava e para de funcionar. Serginho é o mais experiente da tripulação, já fez várias travessias no Atlântico, e Vivi lhe pergunta: “o que achas? Continuamos ou devemos retornar e esperar tempo mais ameno?” Ele pensa, olha ao redor e fala: “acho que podemos retornar e aguardar; não temos como saber como estarão o mar e o vento lá fora; pode ficar como está, ou pode piorar e, quanto mais nos afastarmos, maior a distância da volta”.
Voltamos, e três horas depois de termos partido, estávamos atracando novamente no ICS, na mesma vaga. Próximos a nós, outro veleiro atracado, um Beneteau de 50 pés de nome Canopus – Michel e sua sogra, Hella, uma alemã de 77 anos de idade e forte sotaque, vieram ao Bubi beber uma cerveja conosco. Coincidentemente, o barco anterior do Michel tinha sido um Thor 42 pés igual ao Bubi – pelo qual ele revelou grande paixão e intenção de compra-lo de volta.
Para o almoço, preparei um lindo bacalhau. Com o barco parado, posso cozinhar sem marear.
Analisamos a previsão – persiste vento de SO, até às 16, depois vento de Leste.

Saindo de Santos.

Saindo de Santos.