Angra dos Reis, 24 de julho de 2012.

Acordamos cedo para acompanhar os serviços no barco, especialmente o conserto da quilha. Tomamos um belo café da manhã servido pelo D’Ávila e desembarcamos. O Serginho já havia partido de volta à Parati, de ônibus, porque ele tinha compromissos lá.
Quando encontramos o gerente de pátio, Canela (gentileza em pessoa) este nos informou que às terças-feiras os serviços de subir e descer barcos não funcionam, porque é folga dos operadores do travelift. Ficamos incrédulas, já que ninguém nos informara isso na véspera.
Vivi foi à secretaria da marina, conversou com os responsáveis sobre sua indignação e estes disseram que iam ver o que podiam fazer. Depois de mais de uma hora, o Canela falou que o gerente geral abrira uma exceção para nós e que o barco poderia descer ao meio dia. O próprio Canela operaria o travelift.
O anodo foi trocado e o reparo da quilha ficou perfeito e pronto perto das 13 horas, quando o Bubi voltou para a água.

Que sensação boa estar com nossa casinha flutuando outra vez.
São 14h e 10min e estamos navegando rumo ao Frade – sub sede do Iate Clube de Santos – onde nos informaram que havia um restaurante que servia sushi e a Rô (que adora essa comida) enlouqueceu com a ideia. Então estamos indo dormir lá, porque o restaurante só abre à noite.
Chegamos ao Frade às 15h e 30min. O dia está lindo, com o sol brilhando. O bote de apoio do clube vem para nos orientar qual poita poderemos usar e Vivi e D’Ávila vão até a sede do clube para fazer o registro dos barcos. Para usar as poitas teríamos que pagar R$ 90,00 por barco, mas, em função do convênio com o nosso clube, pagamos R$ 50,00 cada um.
Almoçamos e depois fomos todos curtir um cochilo, que durou muito, porque acordamos perto das 22 horas e o restaurante do sushi já havia fechado. Pode?! Ficamos no Livre jogando conversa fora e depois o D’Ávila foi nos levar para o Bubi, quando já eram mais de uma hora da madrugada. Na medida em que o bote se aproxima do Bubi, vejo uma névoa branca que o envolve na linha d’água, como se ele estivesse flutuando sobre um floco de nuvens. A visão causa-me uma sensação maravilhosa. Deve ser efeito de algum reflexo de luz no casco, mas prefiro imaginar que é o Bubi (pai da Vivi) se manifestando – “estou aqui, para protegê-las” -, e quem sabe o Betinho (meu pai) junto – “é, essas duas aprontam, temos que ficar por perto” -.
Ambos já se foram dessa vida, o Bubi há quase quarenta anos e o Betinho há quase dois. Agora eles fazem parte da energia boa que compõem o universo.

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