Dia de faxina, para deixar o barco limpinho para a volta.
Retiro as coisas do freezer e geladeira, embalo e a Vivi as leva para serem guardadas no restaurante da marina, até a nossa volta. Não posso ficar sem meus temperos especiais – molho de peixe (vietnamita), molho de ostras (japonês), molho de pimenta (inglês), mostardas (francesa e inglesa), anis estrelado, e assim por diante. Chique? Não! É que adoro cozinhar a bordo e procuro as especiarias que imagino necessárias para a minha culinária. Não são coisas que se encontra em qualquer supermercado. Eu as compro num empório em Floripa, onde se consegue quase tudo o que se procura – Empório Bocaiúva – do nosso amigo Serginho.
Vamos almoçar no Livre, onde a Rô prepara um belo risoto de camarão.
Contratamos um marinheiro para cuidar do Bubi na nossa ausência, o Carlos. Ele vem a bordo e o ensinamos alguns detalhes de como queremos a limpeza do barco. Ele vai limpar só por fora, porque por dentro nós mesmas limpamos. Não gosto de ninguém mexendo nas nossas coisas. Sou muito chata e ciumenta, reconheço.
Separamos todas as roupas que temos que levar para lavar, ensacamos. Já mandamos roupas para a lavanderia duas vezes e ainda estamos com quatro sacolas cheias.
Já é noite e estamos mortas de cansadas de tanto funcionar todo o dia.
Estamos no cock-pit, Vivi e eu, conversando e tomando aquela cervejinha merecida. Ainda nem partimos e já estamos com saudades do Bubi. Loucas para voltar!