Ilha da Cotia – Uma semana no Paraíso

Ilha da Cotia, 17 de abril de 2013.

Amanheceu um maravilhoso dia. A noite foi tranquila, mas, confesso, quando paramos de tocar violão e fomos dormir, senti certa aflição – estamos aqui sozinhas e isoladas, sem comunicação. Senti-me indefesa.
Pela primeira vez na vida, desde o ano de 1991, quando dormimos pela primeira vez a bordo, fechamos todo o barco, chaveando, inclusive, a gaiuta da entrada principal e travando todas as outras por onde uma pessoa pudesse passar. Nunca, até então, havíamos fechado o barco à chave para dormir. E mais: desembainhei o nosso facão (facão mesmo, daqueles de derrubar mata) e o levei para a cabeceira da cama.
Mesmo assim, tive pesadelos durante toda a noite, ouvindo passos sobre o convés (nos sonhos), em dúvida se estava dormindo ou acordada, procurando o facão, preocupada também que roubassem o Chico Só.
Enquanto tomamos café no cock-pit, observo um veleiro chegando. Tive uma sensação boa, de alívio.
Embarcamos no Chico Só e vamos até a prainha, onde conhecemos o casal que chegou a bordo do veleiro Yahgar – uma simpatia.
A água hoje está mais transparente do que nunca, de uma beleza deslumbrante.
De volta ao Bubi, a Vivi volta a colocar carvão na churrasqueira, porque ontem acabamos ficando no Choripan e a fraldinha voltou para a geladeira.
No final da tarde chegou outro veleiro – Astral – e, ao anoitecer, mais dois: um de bandeira francesa, com dois mastros – Galileu – e um catamarã – Catiguruçá.
Fazemos a leitura do barômetro e termômetro (1020 e 20º C) – tempo bom, oba!
Outra vez violão antes de dormir e um sono repousante, dessa vez sem pesadelos.

Vivi e sua churrasqueira - assa uma cane como niguém.

Vivi e sua churrasqueira – assa uma cane como niguém.

Esse é o Chico Só.

Esse é o Chico Só.

A fraldinha como deve ser servida, sangrando

A fraldinha como deve ser servida, sangrando.

Hoje temos companhia.

Hoje temos companhia.

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