Madrugada terrível! Vento de sudoeste soprando intenso, provocando duas horas de contínua tensão, sob uma forte chuva. Durou de 4:45h até às 6:45h. Ontem, antes de irmos para a cama e baseadas na leitura do barômetro e termômetro (o primeiro caindo e o segundo subindo), fechamos todo o Bubi, inclusive as lonas laterais do cockpit que recentemente instalamos.
Depois de duas horas o vento assustador parou de soprar, mas a chuva continuou forte e às 8 horas ligamos o motor durante duas horas para carregar as baterias – temos o freezer e a geladeira ligados e as placas solares conseguem repor a carga quando o sol abre forte logo que amanhece, de outra forma, o inversor apita, avisando que as baterias estão subcarregadas. Os celulares também estão sem bateria e aproveitamos o motor ligado para carregá-los.
Depois do meio-dia o tempo melhorou e vamos ao Lelé para carregar o IPad, mas o bar está sem energia elétrica, aliás, toda a região ficou sem energia, em função do temporal. Segundo o Lelé, que é nativo, o sudoeste nunca soprou com tanta intensidade naquela região.
Quando estamos voltando ao Bubi, vemos o veleiro Taura, do Chico, chegando. Vamos até ele com o inflável, mas não é o Chico que está a bordo, e sim Thor e Quênia, os novos proprietários do Taura. O casal é de Floripa, mas não os conhecíamos.
Preparo um bacalhau (Mohua, do Porto), mas Vivi não gosta de bacalhau. Pode? Prefere comer carne moída com macarrão, que preparo para o jantar.
Uma borboleta branca com amarelo visita o Bubi, voa pelo cockpit, pousa, depois vai embora. Hoje seria aniversário da nossa amada sobrinha Dani, completaria 39 anos de vida se um trágico e idiota acidente de trânsito não a tivesse roubado de nosso convívio. Ela costumava velejar conosco no nosso primeiro veleiro e nos chamava de “trapicheiras”, porque, logo que o adquirimos, só saíamos do trapiche com tempo muito bom, sem vento forte ou mar alto. Por vezes, imagino que continuas velejando conosco, minha querida.

que sonho !!!!
Grande abraço, Isaias.