Atlântico Norte, 29 de Novembro de 2013.
Finalmente o sol voltou a brilhar. O mar se mantém com ondas de 02 a 3,5 metros, ventos variando entre 17 e 23 nós, rumo 339º, velocidade do veleiro de 07 nós.
Às 09h 50min, a distância calculada no chart plotter até o nosso way point, no extremo norte da ilha de Trinidad, é de apenas 37,8 milhas náuticas.
Estamos todos no cock-pit, ninguém quis mais saber de descansar no seu turno. Feito crianças felizes, ficamos curtindo o dia lindo, conversando e desfrutando daquela sensação de felicidade por estarmos completando nossa aventura.
Álvaro está sentado no cock-pit no lado de boreste e, num instante, o veleiro balança forte e uma enorme onda embarca, dando-lhe um banho completo, da cabeça aos pés. Fica literalmente encharcado e todos rimos muito – é o mar do Caribe dando boas vindas ao Caracol e seus tripulantes.
Álvaro e Dávila observam no chart plotter um perigo isolado assinalado – ampliam a tela – Naufrágio (Emerald Shools) – a profundidade, antes de 2.500 metros, agora caía para menos de 10 metros, o que nos obrigou a desviar o rumo 20º para Boreste. Logo em seguida, a profundidade voltou a aumentar e estamos com 500 metros agora.
São 11h 40min quando avistamos terra, lá longe. Corrigimos o rumo para 309º e Dávila e eu abrimos toda a genoa – ele segurando o cabo do enrolador e eu caçando a escota da genoa. Estamos a apenas 25 milhas náuticas para nosso way point. O vento sopra a 18 nós e a velocidade do veleiro é de 09 nós.
Às 15 horas, chegamos ao nosso Way point e começamos a contornar o lado norte da ilha de Trinidad, o que levou sete horas. São 22h 20min quando pegamos uma poita em Chaguaramas (Caribe – Ilha de Trinidad).





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